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Para que servem as línguas, ou melhor, para que serve o falar em outra língua?

Para perceber para que serve falar em outras línguas, é necessário antes de tudo saber em que coisa consiste este falar sobrenatural produzido pelo Espírito de Deus no crente.

Paulo diz aos Coríntios:

“Porque o que fala em outra língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios” (1 Cor. 14:2). 

Portanto já o facto de alguém, quando fala em línguas, falar a Deus, é uma coisa útil. Mas usemos a lógica: se é uma coisa útil falar a Deus na nossa língua nativa, como poderá ser inútil falar-lhe numa língua a nós desconhecida produzida pelo Espírito Santo? 

Mas vejamos o conteúdo deste falar a Deus, Paulo diz, com efeito, que o crente em espírito (ou em outra língua) fala mistérios pelo que se trata de coisas que a pessoa que fala e a que ouve não conhecem. Mas de que tipo de mistérios se trata? O diz ainda Paulo, porém aos santos de Roma, quando diz que

“da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis; e Aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos” (Rom. 8:26-27). 

Portanto esses mistérios que são falados em espírito (isto é, em outra língua) consistem em petições que o Espírito faz ao Pai em favor dos santos

Isto é confirmado pelo facto de o falar em outra língua em alguns casos Paulo o chamar ‘orar em outra língua’, como por exemplo quando diz:

“Se eu orar em outra língua, bem ora o meu espírito” (1 Cor. 14:14),

e também:

“Orarei com o espírito…” (1 Cor. 14:15).

E isto é confirmado pelos factos; houveram crentes que num particular dia e hora do dia (e também da noite, em alguns casos), de repente começaram a falar em outras línguas porque o Espírito se pôs a orar por certos crentes que naquele particular momento se encontravam em particulares necessidades que eles naturalmente não sabiam; mas que bem conhecia o Espírito que conhece todas as coisas. Portanto neste caso o falar em língua não é mais que um falar mediante o Espírito em que o crente, pelo Espírito, intercede pelos santos sem conhecer as suas necessidades. É pois uma ajuda que vem peloEspírito no campo da oração. O ponto em que quero pôr ênfase é que neste caso, isto é, no caso de um nosso irmão a nós desconhecido e cujas necessidades são para nós desconhecidas, a única maneira para podermos servir-lhe de ajuda com a oração é esta porque neste caso o Espírito Santo se põe a interceder ele mesmo por esse irmão em necessidade. O irmão que deve orar não pode fazer a mesma coisa orando com o seu conhecimento, porque o seu conhecimento é limitado. Eis por que Paulo diz aos Romanos que o Espírito nos ajuda na nossa fraqueza porque não sabemos como orar (cfr . Rom. 8:26). Deve ser todavia dito que o Espírito pode interceder também por irmãos que conhecemos mas cujas necessidades nos são desconhecidas. É evidente pois – à luz disto – que esta manifestação espiritual é útil aos santos.

Disse pouco atrás que o falar em outra língua é chamado orar em outra língua em alguns casos e não em todos porque há casos em que quem fala em outra língua dirige a Deus um cântico ou uma acção de graças. Paulo explica isto quando diz:

“….cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o amém sobre a tua acção de graças aquele que ocupa o lugar de indouto, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado” (1 Cor. 14:15-17).

Neste caso portanto o falar em outra língua é útil no campo do louvor e do agradecimento a Deus. Com efeito, aquilo que o crente além de um limite não pode fazer baseando-se no seu conhecimento e no seu entendimento, o faz também neste caso mediante o Espírito Santo. Neste caso, os cânticos que são cantados são produzidos pelo Espírito.

 

Giacinto Butindaro

 

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