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Para onde vai o pecador quando morre

A Palavra de Deus ensina que existe um lugar de tormento no mundo invisível, um lugar terrível e assustador onde arde continuamente fogo e onde há pranto e ranger de dentes e no qual descem as almas dos pecadores que não se arrependeram dos seus pecados e não creram no Evangelho da graça de Deus. Este lugar se chama lugar dos mortos – em Grego: Hades, enquanto em Hebraico: Sheol – e é mencionado muitas vezes nas Escrituras. Antes de passar a demonstrar-vos pelas Escrituras a existência deste lugar quero fazer esta premissa. Antes de tudo tem que se dizer que a palavra hebraica Sheol significa também ‘sepultura’ e que a mesma coisa tem que ser dita para a correspondente palavra grega Hades. Isto explica o porquê de nas traduções da Bíblia a palavra Sheol (Hades em grego) algumas vezes foi traduzida sepultura ou túmulo. J.F.Almeida por exemplo a traduziu com sepultura nestes versículos: “E não permitas que suas cãs desçam à sepultura (Sheol) em paz” (1 Re 2:6); “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura (Sheol) nunca tornará a subir (Jó 7:9); “Porque não pode louvar-te a sepultura (Sheol)” (Is. 38:18). Digo algumas vezes e não todas, porque esta palavra indica também a morada das almas entre a morte e a ressurreição, e de facto outras vezes foi traduzida inferno ou lugar dos mortos (porém entenda-se este último não como túmulo). J.F.Almeida por exemplo em diversos lugares do Antigo Testamento traduziu Sheol com inferno (cfr. Sal. 9:17; Jó 26:6; Prov. 9:18), e assim também traduziu Hades com inferno – excepto algumas vezes – no Novo Testamento  (cfr. Mat. 11:23; 16:18 Lucas 10:15; Ap. 1:18. Em Actos 2:27 e 2:31 J.F. Almeida optou por manter a palavra grega Hades no lugar de inferno). Outras versões e outros tradutores, no Antigo Testamento no lugar de inferno colocaram Sheol ou lugar dos mortos, enquanto no Novo Testamento no lugar de inferno deixaram a palavra grega Hades. (Confronta várias versões e traduções da bíblia das supracitadas passagens). De qualquer modo, seja inferno como lugar dos mortos indicam o mesmo lugar. É bom precisar pois que a palavra inferno – que nós nunca encontramos no Velho Testamento na versão revista e actualizada de J.F. Almeida – deriva da palavra latina infernus que significa ‘lugar que está debaixo, inferior’. Alguém dirá: ‘Mas porque motivo esta palavra não foi traduzida sempre da mesma maneira?’ Porque o contexto em tais casos não o permitia. Em outras palavras a mesma palavra tem um significado diferente em contextos diferentes. Quando Sheol ou Hades indicam o lugar invisível para onde descem as almas dos mortos e não a sepultura onde é posto apenas o corpo deduz-se do contexto. Um exemplo é o de Isaías quando diz: “O inferno desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os príncipes da terra, e fez levantar dos seus tronos todos os reis das nações. Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós” (Is. 14:9-10). Aqui a palavra Sheol foi traduzida inferno por J.F. Almeida (Outras versões colocam Sheol ou lugar dos mortos) porque não significa sepultura terrena de facto o texto fala de pessoas que moram no Sheol as quais na vinda ou descida do rei de Babilónia ao Sheol lhe dirigem determinadas palavras. Fizemos este discurso para demonstrar que aqueles que negam que Sheol (e a correspondente palavra grega Hades) significa também o lugar de tormento para onde vão os pecadores à espera da ressurreição, erram.
 
Agora, depois de ter feito estas necessárias explicações passaremos a demonstrar pelas Escrituras que este lugar de tormento no mundo invisível (o Sheol ou Hades) existe; onde ele se encontra e que aspecto tem e como para lá descem as almas dos pecadores.
 
Ÿ Está escrito: “Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia  cheio de chagas à porta daquele; e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. e aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no Ades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não! pai Abraão; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite” (Lucas 16:19-31).
 
Foi o nosso Senhor Jesus Cristo a contar esta história que realmente aconteceu. Esta história ensina que com a morte não acaba tudo, mas que existe uma vida ultraterrena e que a alma do pecador continua a viver num mundo invisível depois que ele morre. É claro que a nossa alma nós não a vemos, mas sabemos que ela mora neste nosso corpo de carne e osso; e como não podemos negar a existência da alma somente porque não a vemos com os nossos olhos, assim não podemos negar a existência do Hades só porque não o vemos ou nunca o vimos. O facto é que enquanto a alma se encontra no nosso corpo, o Hades se encontra nas covas da terra a uma grande profundidade; é um lugar real segundo a Palavra de Deus, onde a alma do pecador, depois de ter saído do seu corpo, vai estar à espera do juízo. Em outras palavras enquanto o pecador vive sobre a terra a sua alma goza dos prazeres da vida e se deleita em fazer o mal movendo-se livremente num corpo humano, mas quando o corpo que a alberga temporariamente se desfaz, ela parte e vai para o Hades onde será atormentada pelo fogo deste lugar e onde não poderá mais de algum modo divertir-se. A história deste rico diz-nos que este rico vivia todos os dias regalada e esplendidamente enquanto estava na terra e que ele, quando morreu, foi sepultado, mas se achou num lugar de tormento, justamente o Hades. Foi o seu corpo a ser sepultado e não a sua alma, porque a alma do homem não pode ser agarrada pela mão de nenhum homem para ser posta num caixão e depois numa cova. É o corpo que torna ao pó segundo o que disse Deus a Adão: “És pó, e em pó te tornarás” (Gen. 3:19), e não a alma porque ela não é feita de um material dissolúvel. Jesus um dia disse que nós não devemos temer aqueles “que matam o corpo, e não podem matar a alma” (Mat. 10:28), significando assim que a alma do homem não pode ser nem morta e nem tomada por um outro homem, à diferença do seu corpo. Como se pode ler nesta história, este homem que tinha gozado a vida na terra, quando se encontrou no Hades podia ainda falar, recordar, e segundo o que ele disse a Abraão poderia ser também refrescado com água na chama onde se encontrava. Mas água não há no Hades, dela para aqueles que estão no fogo do Hades há só a sua memória. Ora, nós não podemos compreender como a alma de um homem possa continuamente arder (sem minimamente se consumir) no meio do fogo e chorar e ranger os dentes, mas isto não nos impede de modo algum de crer que as coisas são mesmo assim. Se nós devessemos crer nas coisas de que fala a Escritura só quando as compreendemos, acabariamos por não crer em mais nada daquilo que nos diz a Escritura, a começar pela existência de Deus, mas graças sejam dadas a Deus em Cristo Jesus pela fé que nos deu mediante a qual nós aceitamos tudo o que a Palavra de Deus nos ensina sem pô-la minimamente em discussão. Assim, nós não pomos em dúvida nada desta história contada por Jesus porque tudo o que diz respeito a esta história é verdade. Como disse antes, este homem, sem um corpo podia ainda falar e recordar; mas não só, ele podia também dar sugestões de facto convidou Abraão a mandar a Lázaro molhar a ponta do dedo na água para refrescar-lhe a língua queimada pelo calor da chama ardente, mas ele ouviu Abraão responder que isso não era possível. Abraão lhe disse para se lembrar que ele tinha recebido os seus bens na sua vida, e depois lhe disse que havia um grande abismo entre aquele lugar de tormento onde ele se encontrava e o lugar de conforto onde, pelo contrário, se encontrava ele com Lázaro (o seio de Abraão), abismo que impedia aos que se encontravam neste último lugar de ir socorrer os que estavam em tormento no Hades. Nenhuma piedade foi mostrada para com aquele homem; como ele se tinha mostrado impiedoso durante a sua vida terrena assim Deus se mostrou impiedoso para com ele depois que ele morreu. Nisto vemos a manifestação da justiça de Deus. Ele, também debaixo do Antigo Pacto, não deixava impunes os que recusavam dar ouvidos à lei de Moisés e aos profetas.
 
Quando aquele homem ouviu Abraão responder-lhe daquela maneira, se preocupou com os seus cinco irmãos que estavam ainda vivos na terra, de facto propôs a Abraão de enviar Lázaro a casa de seu pai para avisar os seus cinco irmãos da existência deste lugar de tormento e do facto de ele já lá se encontrar. Ele pensava que desta maneira eles se arrependeriam ao ouvir Lázaro e não desceriam assim também eles para lá. Mas também neste caso a resposta de Abraão não foi a que ele esperava, porque o patriarca lhe fez claramente compreender que os seus irmãos tinham Moisés e os profetas e que eles deviam ouvi-los para não ir para ali com ele quando morressem. A resposta de Abraão porém não satisfez aquele homem porque ele fez perceber a Abraão que segundo ele seria mais eficaz o testemunho de Lázaro se este ressuscitasse e fosse ter com os seus irmãos, do que o de Moisés e dos profetas. Não foi porém do mesmo parecer Abraão, de facto ele lhe disse que se os seus irmãos não queriam ouvir Moisés e os profetas, não se deixariam persuadir a abandonar os seus maus caminhos, tampouco pelo testemunho de um morto regressado à vida. (Notai que o rico acreditava depois de morto que Lázaro pudesse voltar vivo à  terra e falar aos seus irmãos, que não pediu a Abraão para lhe conceder voltar à terra e que Abraão respondendo confirmou que Lázaro estava morto) Palavras fortes estas, que mostram como aqueles que não crêem no testemunho que Deus dá acerca do Hades e dos seus tormentos (testemunho escrito nas sagradas Escrituras), não crerão tampouco no de um morto que depois de tê-lo visto volta à vida e fala da sua existência e dos tormentos que padecem os que lá se encontram.
 
Esta é a verdade irmãos, alguns não acreditariam na existência do inferno e não se arrependeriam dos seus pecados nem sequer se um dos seus parentes mortos ressuscitasse por vontade de Deus e lhes contasse o que viu naquele lugar. Nós, de qualquer modo somos chamados a advertir os homens da existência deste lugar de tormento, porque Deus o fez com a sua Palavra. Se Deus não tivesse querido que os homens soubessem o que os espera se não se arrependem e não crêem nele fazendo obras dignas de arrependimento não teria feito pôr por escrito assim tantas claras referências sobre o Hades e sobre o lago ardente de fogo e enxofre que é o lugar final onde serão lançados os ímpios.
 
Mas vejamos outras Escrituras que confirmam a existência do Sheol (ou inferno) e que ele se encontra sob a terra a uma grande profundidade e que para lá descem os ímpios quando morrem.
 
Ÿ Nos salmos está escrito: “Os ímpios irão para o Sheol, sim, todas as nações que se esquecem de Deus” (Sal. 9:17), e a propósito da sorte dos que confiam nos seus grandes haveres e se gloriam da grandeza das suas riquezas está escrito: “Como ovelhas são arrebanhados ao Sheol; a morte os pastoreia” (Sal. 49:14).
 
Ÿ Jó, falando dos ímpios, disse: “Na prosperidade passam os seus dias, e num momento descem ao Sheol” (Jó 21:13).
 
Ÿ Isaías, falando da sorte daqueles que em Sião não olhavam para a obra do Senhor, mas se embriagavam de vinho e de bebidas alcoólicas disse: “Por isso o Sheol aumentou o seu apetite, e abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descem a glória deles, a sua multidão, a sua pompa, e os que entre eles se exultam” (Is. 5:14). Ainda Isaías, no oráculo contra o rei da Babilónia, disse a Israel: “Proferirás esta parábola contra o rei de Babilônia, e dirás:.. O Sheol [ou inferno] desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda. Já foi derribada no Sheol [ou inferno] a tua soberba com o som dos teus alaúdes” (Is. 14:4,9,11).
 
Ÿ Deus por meio de Ezequiel predisse o que faria a Tiro com estas palavras: “Então te farei descer com os que descem à cova, ao povo antigo, e te deitarei nas mais baixas partes da terra, em lugares desertos antigos, com os que descem à cova…” (Ez. 26:20).
 
Ÿ Jesus quando repreendeu Cafarnaum lhe disse: “E tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? Não, até o inferno descerás” (Mat. 11:23). Quando ele anunciou que estaria no lugar dos mortos por três dias e três noites disse: “Como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra” (Mat. 12:40); e nós sabemos de facto que a alma de Jesus Cristo, quando ele morreu, desceu ao Hades de onde Deus a tornou a trazer quando o ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, conforme está escrito: “Não deixarás a minha alma no Hades” (Actos 2:27).
 
Como podeis ver por todas estas Escrituras se deduz claramente que o sheol (ou o inferno) é um lugar que se encontra nas profundezas da terra, ou como disse Jesus: “No seio da terra”, e que para lá vão os pecadores que recusam ouvir a voz de Deus.
 
Mas a Escritura diz-nos também o aspecto que tem o lugar dos mortos:
 
Ÿ Jó o definiu assim: “Terra da escuridão e da sombra da morte; terra escuríssima, como a mesma escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é como a escuridão” (Jó 10:21-22).
 
Ÿ Bildade o suíta, falando da sorte do ímpio disse: “Da luz o lançarão nas trevas” (Jó 18:18).
 
Ÿ Zofar o naamatita diz do ímpio: “Um fogo não atiçado pelo homem o consumirá” (Jó 20:26). A propósito destas últimas palavras elas são claramente confirmadas pelas palavras que aquele homem que estava no Hades dirigiu a Abraão: “Estou atormentado nesta chama” (Lucas 16:24). O fogo que há no Hades não é um fogo atiçado por um homem, mas por Deus, e por isso não se pode apagar de alguma maneira.
 
O Hades não é mesmo um lugar agradável de estar; alguns fazem zombaria dele como se ir para lá viver significasse ir passar umas agradáveis férias, mas vos asseguro que ele é um lugar assustador e horrível cuja memória está viva e nunca desaparece naqueles que o viram porque Deus lhes concedeu vê-lo.
 
Sim, porque Deus também nesta geração permitiu a alguns homens e mulheres ver de perto o Hades. Eles depois que voltaram à vida procuraram explicar o melhor possível para fazer perceber os horrores vistos naquele lugar: ainda hoje reconhecem que as melhores palavras que eles podem usar para descrever o Hades que eles, pela graça de Deus, viram, são as da sagrada Escritura. Não há melhores palavras para descrevê-lo do que as que estão escritas na Palavra de Deus.

O testemunho de um homem que morreu nos seus pecados e que regressou à vida

Kenneth Hagin conta: ‘Ao fim da tarde, o meu coração parou de bater e o homem espiritual que vivia no meu corpo me abandonou’. Quando a morte se apoderou de mim, a avó, o meu irmão menor e a minha mãe acorreram a casa e tive só tempo de lhes dizer ‘adeus’ porque o homem interior deslizou para fora, deixando o meu corpo morto, os olhos fixos e a carne gelada. Desci, desci, desci, até ao ponto que vi as luzes da terra desaparecer. Não é exacto dizer que desmaiei, nem tampouco que estivesse em coma; posso provar que clinicamente estava morto. Os olhos estavam fixos, o coração tinha parado de bater e o pulso estava firme. As Escrituras falam do ‘servo inútil lançado nas trevas exteriores, onde há pranto e ranger de dentes’ (Matteo 25:30). Quanto mais descia mais se fazia escuro, até que fiquei na escuridão mais absoluta: não via a minha mão a um palmo dos olhos. Quanto mais andava para baixo mais calor sentia à minha volta, a atmosfera se fazia sufocante. Finalmente por debaixo de mim passavam luzes contorcidas, refletidas nas paredes das cavernas onde estavam os condenados, causadas pelo fogo infernal. A imensa esfera flamejante, de brancos contornos, me arrastava e me atraia como o íman atrai o metal. NÃO QUERIA IR! Não caminhava, era o meu espírito que se comportava como o metal na presença de um íman. Não podia tirar os olhos da esfera, sentia o calor no rosto. Passaram muitos anos, mas consigo rever a cena com a mesma nitidez de então. A recordação é tão límpida, que tudo isso me parece que aconteceu na noite passada. Agora vós me direis: ‘Como são estas portas do inferno?’ Não poderei descrevê-las, porque para o fazer, teria que ter um termo de comparação, como alguém que, não tendo visto uma árvore, não pode descrever como é feita, porque não tem nada ao que a comparar. Parei no átrio, mas foi uma paragem momentânea: não queria entrar! Percebi que mais um passo, mais uns poucos metros e acabaria para sempre, não poderia mais sair daquele horrível lugar. Quando estava no ponto de alcançar o fundo do abismo, um outro espírito me ladeou: não me voltei para vê-lo, porque não conseguia desviar o olhar das chamas do inferno. Aquela criatura infernal tinha pousado entretanto uma mão sobre o meu braço, para me acompanhar dentro: naquele preciso instante ouvi uma voz que dominava as trevas, a terra e os céus: era a voz de Deus. Não O vi e não sei o que disse porque não falou em inglês, mas numa outra língua e quando o fez, a parte onde estavam os condenados foi atravessada por uma forte luz e se agitou como uma folha ao vento. Tal brilho obrigou aquele espírito que me estava próximo a largar-me o braço. Não fui tomado pelo vórtice, mas uma força invisível me tirou do fogo, longe do calor, e viajei outra vez sobre as sombras da densa escuridão ao contrário. Comecei a subida até à saida do abismo e por fim vi as luzes terrestres. Voltei ao meu quarto, como se dele tivesse saído apenas por um instante através da porta, com a única diferença que o meu espírito não necessitava de portas. Deslizei para o meu corpo como alguém que enfia as calças de manhã, através da boca, do mesmo modo em que pouco antes tinha saído. Comecei a falar com a avó, a qual exclamou: ‘Filho, pensava que tu estivesses morto!’ o meu bisavô era médico e ela o ajudava. Mais tarde disse-me: ’Vesti muitos cadáveres nos meus tempos, tive bastantes experiências com casos análogos, mas aprendi muito com o que tem a ver contigo, do que quanto tenha aprendido antes: tu morreste por paragem cardíaca e tinhas os olhos fixos’. ‘Avó’, respondi, ‘não tinha ainda chegado o momento, mas desta vez sinto que é verdadeiramente o fim: estou morrendo! Onde está a mamã?. ‘Tua mãe está lá fora na varanda’, replicou, e de facto a ouvia orar caminhando para cima e para baixo’. Onde está o meu irmão?’ perguntei. ‘Foi chamar o médico à porta ao lado’. ‘Avó, queria me despedir da mamã, mas não quero que tu me deixes só, lhe falarás tu’ disse, e lhe deixei uma mensagem para a minha mãe. Depois continuei: ‘Avó, estimo-te muito; quando a mamã adoeceu, tu foste para mim como uma segunda mãe. Agora daqui me vou e desta vez não voltarei mais para trás’. Sabia que estava morrendo e não estava pronto para encontrar Deus. O meu coração parou novamente no tórax e, pela segunda vez, o meu espírito deixou o corpo recomeçando a descida no escuro, até que as luzes terrestres se desvaneceram completamente. Chegado ao fundo, me tocou a mesma experiência: Deus falou do céu e mais uma vez o meu espírito saiu daquele lugar, voltou ao quarto e deslizou para a cama onde o meu corpo jazia morto. Novamente comecei a falar com a avó e ainda lhe disse: ‘Não voltarei desta vez, avó!’ E acrescentei algumas palavras para dizer aos familiares e, pela terceira vez saí do meu corpo e comecei a descer. Quereria ter palavras apropriadas para descrever os horrores do inferno e fazer compreender àqueles homens tão satisfeitos de si mesmos e sem cuidarem de como conduzem a própria existência sem se preocupar com o depois, que há uma vida futura ultraterrena; isso me o ensina a Palavra de Deus e a minha experiência pessoal. Sei o que significa perder os sentidos: parece-te tudo escuro, tudo obscuro, mas não há escuridão que possa ser comparada à noite interior. Quando comecei a descer pela terceira vez, o meu espírito exclamou com um berro: ‘Deus, eu pertenço à igreja, sou também batizado na água’. Esperei d`Ele uma resposta, que não chegou’. Ouvi somente a minha própria voz que voltava a ecoar fortemente, como a rodear-me. É necessário muito mais que a simples pertença a uma igreja e um batismo na água para evitar as penas do inferno e ganhar o céu! Jesus disse: “…Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7). Eu creio certamente no batismo na água, mas somente depois de um indivíduo ter sido gerado de novo. Certo, eu creio na comunidade eclesiástica, nos grupos de cristãos unidos para trabalhar em nome de Deus. Mas se estiverdes somente unidos à Igreja e tiverdes sido somente batizados sem porém terdes realmente nascido uma segunda vez, ireis ao inferno. Como saí uma terceira vez do abismo e reentrei no meu corpo, o meu espírito começou a orar; me achei a continuar a oração em voz tão alta que toda a vizinhança me ouviu. As pessoas acorriam a minha casa para ver o que estava acontecendo; olhei para o relógio e vi que eram precisamente 19:40 era a hora do meu renascimento graças à providência divina, pela intercessão da minha mãe. A minha oração não estava ligada ao facto de eu ser batizado ou de pertencer à igreja, mas, implorando a Deus, lhe pedi de ter piedade de mim pecador, de me perdoar pelos meus pecados, de me purificar de toda a iniquidade; O aceitava, O reconhecia como meu Salvador pessoal. Me senti tão bem, como se um fardo pesado tivesse me saído das costas’ (Kenneth E. Hagin, Io credo nelle visioni, Aversa 1987, pag. 3-6). Tudo isto aconteceu a Hagin em abril de 1933, na idade de cerca de dezasseis anos, na cidade de Mackinney, no Texas (U.S.A).
 
Considerei transcrever o testemunho de Hagin, apesar de o irmão Hagin se ter posto a seguir, após diversos anos de ministério, a pregar também ele a mensagem da prosperidade e a fazer afirmações que não estão em harmonia com o ensinamento da Escritura, coisa que naturalmente não tem redondado para sua honra e nem tampouco para a glória de Deus. Considero de facto que as suas experiências como morto acima citadas não foram minimamente invalidadas, porque são experiências reais por ele vividas e confirmadas amplamente pela Escritura.

Conclusão

Irmãos no Senhor, concluo dizendo-vos: alegrai-vos e exultai grandemente porque Cristo Jesus na sua misericórdia vos salvou das chamas do inferno, dos tormentos indizíveis que lá se sofrem por causa das próprias iniquidades; mas adverti também os pecadores sobre este terrível lugar de tormento exortando-os a se arrependerem e a crer em Jesus Cristo, doutra forma quando morrerem para lá descerão.

 

Giacinto Butindaro

 

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