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Falsificações e imposturas perpetradas pela igreja católica romana: falsificações trazidas à bíblia

Uma das acusações que sempre foi feita pelos Católicos romanos aos Protestantes desde os tempos da Reforma é a de terem falsificado a Bíblia para sustentar as suas doutrinas erradas! Esta é a razão pela qual a cúria romana tinha dado ordem aos seus seguidores para não ler Bíblias ‘protestantes’, e para lançá-las no fogo no caso de virem a entrar em posse delas. Esta naturalmente era e é uma calúnia para manter o povo longe das Bíblias traduzidas fielmente, mas também para evitar aos Católicos de ler Bíblias que não trouxessem nas margens as notas chamadas explicativas – mas que com efeito são desviantes – postas pelos tradutores católicos por ordem do papa nas suas Bíblias.

Ora, com isto, não queremos dizer que as Bíblias traduzidas pelos Protestantes (uso este termo só para as distinguir das Bíblias católicas) sejam traduções perfeitas, mas somente que não é verdade que elas foram torcidas para sustentar heresias. Mas vamos agora demonstrar como foram, pelo contrário, os Católicos a falsificar a Bíblia e não os Protestantes. Antes de tudo farei referência a algumas Bíblias católicas de alguns séculos atrás. A publicada em Bordéus em 1686 por ordem do arcebispo e com o consenso dos doutores em Teologia da Universidade daquela cidade, e a de monsenhor De Sacy. E depois a italiana, chamada de Antonio Martini, arcebispo de Florença, que leva a data de 1799. Alguém dirá: ‘Mas porquê recordá-las?’ Para fazer compreender como a igreja católica romana, para manter o povo na ignorância e longe da verdade e sepultado nas trevas das suas heresias, nos séculos passados fez recurso também à violação das Escrituras como fizeram no curso dos séculos muitos e muitos homens perversos para sua perdição.

Versão publicada em Bordéus em 1686, e a de De Sacy

Ÿ Em Lucas se lê: ‘Son père et sa mère faisaient chaque année un pelerinage à Jérusalem’ ou seja ‘Seu pai e sua mãe faziam todos os anos uma peregrinação a Jerusalém’; enquanto o texto diz: “Ora, seus pais iam todos os anos a Jerusalém…” (Lucas 2:41). É evidente que os Católicos que liam estas palavras pensavam que as peregrinações que lhes eram prescritas como obras de penitência tinham uma certa base bíblica.

Ÿ Ainda em Lucas se lê: ‘Tu serviras de latrie à lui seul’ ou seja ‘Tu servirás de latria só a ele’; enquanto Jesus respondeu a Satanás: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás” (Lucas 4:8). Com esta violação aos Católicos era feito crer que só Deus devia ser servido com o culto de latria, enquanto Maria e os santos não; estes podiam ser servidos mas com um outro culto! Maria com o de iperdulia e os santos com o de dulia, segundo os sofismas papistas.

Ÿ Nos Actos se lê: ‘Or, comme ils offroient au Seigneur le sacrifice de la messe, et ils jeùnoient, le S. Esprit leur dit…’ ou seja ‘Ora enquanto eles ofereciam ao Senhor o sacrifício da missa e jejuavam, o Espírito Santo disse-lhes…’; enquanto a tradução fiel diz: “Enquanto eles faziam o público serviço do Senhor, e jejuavam, disse o Espírito Santo…” (Actos 13:2 Diod.). Assim os Católicos pensavam que a missa era celebrada também no tempo dos apóstolos, quando isso é falso.

Ÿ Na primeira epístola aos Coríntios está escrito: ‘Si l’oeuvre de quelqu’un brule, il en portera la peine, mais il sera sauvé quant à luy, ainsi toute fois come par le feu du purgatoire’ ou seja ‘Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas será salvo de modo porém, que será como que pelo fogo do purgatório’; enquanto o texto diz: “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo, todavia como que pelo fogo” (1 Cor. 3:15). E assim aqueles Católicos que liam aquele Novo Testamento criam que o apóstolo Paulo cria no purgatório da igreja romana, quando isso é falso.

Ÿ Ainda na primeira epístola aos Coríntios se lê: ‘A ceux qui sont conjoints par le sacrement du mariage je leur commande..’ ou seja ‘Aos que estão casados pelo sacramento do matrimónio, mando-lhes…’; enquanto o texto diz: “Aos casados, mando…” (1 Cor. 7:10). Assim os Católicos criam que Paulo considerava o matrimónio um sacramento, quando isso não é verdade.

Ÿ Na segunda epístola aos Coríntios se lê: ‘Ne vous joignez point par sacrement du mariage avec les infidèles’ ou seja ‘Não vos unais de modo algum pelo sacramento do matrimónio com os infiéis’; enquanto o texto diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis ” (2 Cor. 6:14).

Ÿ Na primeira epístola de Paulo a Timóteo se lê: ‘Or l’Esprit dit clairement qu’en derniers temps, quelques uns se separeront de la foy romaine, en se donnant aux esprits d’erreur et aux doctrines enseignées par les diables’ ou seja ‘Ora o Espírito diz claramente que nos últimos dias alguns se separarão da fé romana dando-se aos espíritos do erro e às doutrinas ensinadas pelos diabos’; enquanto o texto diz: ‘Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demónios” (1 Tim. 4:1). E assim aqueles Católicos que lessem essas palavras criam que os que se tinham separado da igreja católica romana (porque esta ensinava um outro Evangelho), tinham dado ouvidos a doutrinas de demónios!! Mais à frente se lê que homens proferirão mentiras tendo cauterizada a sua própria consciência ‘condamnant le sacrement du mariage’ ou seja ‘condenando o sacramento do matrimónio’; enquanto o texto diz; ‘proibindo o casamento” (1 Tim. 4:3). Desta maneira os reformadores que não aceitavam o matrimónio como sacramento eram feitos passar como os homens hipócritas de que tinha falado Paulo.

Ÿ Na carta de Paulo aos Gálatas se lê: ‘O Galates insensés, qui vous a ensorcelés, pour faire que vous n’obéissiez pas à la verité? N’avez-vous pas Jésus Christ portrait devant vos yeux comme crucifix entre vous?’ ou seja ‘Ó insensatos Gálatas, quem vos fascinou, para não obedecerdes à verdade? Não tendes vós Jesus Cristo pintado diante de vossos olhos como crucificado entre vós?’; enquanto o texto diz: ” Ó insensatos Gálatas! quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi representado Jesus Cristo como crucificado?” (Gal. 3:1). A violação tinha como objectivo o de fazer pensar que a imagem pintada de Cristo crucificado era usada nas igrejas fundadas pelo apóstolo Paulo.

Ÿ Na carta aos Hebreus se lê: ‘les murs de Jéricho tombèrent après une procession de sept jours’ ou seja ‘caíram os muros de Jericó depois de uma procissão de sete dias’; enquanto o texto diz que “..caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias” (Heb. 11:30). Portanto além da peregrinação que José e Maria faziam todos os anos a Jerusalém aqueles teólogos fizeram despontar também uma procissão. Naturalmente para sustentar a eficácia das procissões católicas romanas.

Ÿ Na primeira epístola de João se lê: ‘Il y a quelque péché qui n’est pas mortel, mais véniel’ ou seja ‘Há pecado que não é mortal, mas venial’; enquanto o texto diz: ‘Toda a iniquidade é pecado; e há pecado que não é para a morte” (1 João 5:17). Esta violação tinha o objectivo de fazer crer que nem todos os pecados eram mortais, mas que haviam também pecados veniais.

Ÿ Na epístola de Judas se lê ‘..la foi qui a etè donnèe une fois aux saints par la tradition’ ou seja ‘..a fé, que de uma vez por todas foi dada aos santos pela tradição’; enquanto o texto diz: “..a fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Judas 3). Esta violação tinha o objectivo de fazer crer quão importante era a tradição da igreja católica romana.

Ÿ Na carta de Paulo a Filemom se lê: ‘je vous prie aussi de me préparer un logement. Car j’espére que Dieu me redonnera à vous encore une fois, par le mèrite de vòs prières’ ou seja ‘Vos rogo de preparar-me também pousada, porque espero que Deus me restituirá a vós ainda uma vez, pelo mérito das vossas orações’; enquanto o texto diz: “E ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, porque espero que pelas vossas orações vos hei de ser concedido” (Filem. 22). Para os Católicos as orações que fazem adquirem méritos diante de Deus, em outras palavras elas são meios através dos quais se ganha a vida eterna; eis o porquê desta outra violação.

Velho e Novo Testamento segundo a Vulgata (Veneza 1799) traduzido por Antonio Martini

Ÿ No Evangelho escrito por Mateus se lê: ‘Ed egli non la conosceva sino a quando partorì il suo figliuolo primogenito, e chiamollo per nome Gesù’; ou seja ‘E ele não a conhecia até que deu à luz o seu filho primogénito, e chamou-o por nome Jesus’ enquanto o texto diz: “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogénito; e pôs-lhe por nome Jesus” (Mat. 1:25). A infidelidade está no verbo que em vez de estar no passado remoto foi posto no imperfeito.

Ÿ Em Marcos se lê: ‘Ma dopo che Giovanni fu messo in prigione, Gesù andò nella Galilea, predicando il Vangelo del Regno di Dio, e dicendo: è compito il tempo, e si avvicina il Regno di Dio fate penitenza, e credete al Vangelo’; ou seja ‘Mas depois que João foi entregue à prisão, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho do Reino de Deus, e dizendo: está cumprido o tempo, e se aproxima o Reino de Deus fazei penitência, e crede no Evangelho’ enquanto o texto diz: “E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, e dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Mar. 1:14,15). “Arrependei-vos” tornou-se ‘fazei penitência’ na tradução de Martini para convencer as pessoas que Jesus exortava as pessoas a irem confessar-se como prescreve a igreja católica romana com base no seu sacramento da penitência. Mas além do facto de Jesus não ter instituído de modo algum aquele sacramento o verbo grego metanoeo não significa fazer penitência mas ‘sentir remorso’ ou ‘arrepender-se’ .

Ÿ Em Lucas se lê: ‘Ed entrato l’Angelo da lei, disse: Dio ti salvi, piena di grazia: il Signore è teco’; ou seja ‘E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Deus te salve, cheia de graça: o Senhor é contigo’ e assim Maria torna-se cheia de graça ou seja sem pecado e dispensadora das graças. Mas o texto traduzido fielmente diz: “E, entrando o anjo onde ela estava, disse: salve (Te saúdo), agraciada; o Senhor é contigo” (Lucas 1:28). No texto grego, com efeito, está uma palavra que é um verbo passivo que significa ‘ter obtido graça, favor’. E que Maria obteu graça de Deus é confirmado pelas sucessivas palavras do anjo a Maria: “Não temas, Maria, porque achaste graça diante de Deus” (Lucas 1:30). Aqui o escritor usa o verbo heurisko que significa ‘achar’. O mesmo verbo é usado por Paulo quando escreve a Timóteo: ‘O Senhor lhe conceda que naquele dia ache misericórdia diante do Senhor” (2 Tim. 1:18). A expressão grega que significa ‘cheia de graça’ está antes presente em João 1:14 onde se diz que a Palavra feita carne “habitou entre nós, cheia de (a palavra grega para ‘cheia’ usada aqui é pleres) graça”.

Ÿ Nos Actos dos apóstolos se lê: ‘E si adunarono gli Apostoli e i sacerdoti per disaminare questa cosa’ ou seja ‘E congregaram-se os Apóstolos e os sacerdotes para examinar esta coisa’; enquanto o texto diz: “Congregaram-se pois os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto” (Actos 15:6). Pouco depois se lê: ‘Allora piacque agli Apostoli e ai sacerdoti con tutta la Chiesa…’ ou seja ‘Então agradou aos Apóstolos e aos sacerdotes com toda a Igreja’; enquanto o texto diz: “Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja..” (Actos 15:22). Pouco depois se lê: ‘Ponendo nelle loro mani questa lettera: gli Apostoli e i sacerdoti fratelli, ai fratelli gentili…’; ou seja ‘Pondo nas suas mãos esta carta: os Apóstolos e os sacerdotes irmãos, aos irmãos gentios…’ enquanto o texto diz: “E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos e os anciãos, irmãos, aos irmãos dentre os gentios” (Actos 15:23). Mais à frente ainda se lê: ‘E passando di città in città raccomandavano di osservare le regole stabilite dagli Apostoli e dai sacerdoti che erano in Gerusalemme’; ou seja ‘E passando de cidade em cidade recomendavam observar as regras estabelecidas pelos Apóstolos e sacerdotes em Jerusalém’ enquanto o texto diz: “E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (Actos 16:4). Como podeis ver nestas passagens a palavra anciãos foi substituída por sacerdotes. O motivo é evidente; fazer crer que na Igreja primitiva haviam os sacerdotes papistas. Ainda nos Actos se lê: ‘Ma uomini timorati fecero il funerale di Stefano, e fecero gran pianto sopra lui’; ou seja ‘Mas homens piedosos fizeram o funeral de Estevão, e fizeram grande pranto sobre ele’ enquanto ao invés o texto diz: “E uns homens piedosos sepultaram a Estêvão, e fizeram grande pranto sobre ele” (Actos 8:2). A razão desta violação era para sustentar os pomposos e custosos funerais da igreja católica romana que rendiam não pouco dinheiro aos padres. Ainda nos Actos se lê: ‘Or mentre essi offerivano al Signore i sacri misteri, e digiunavano, disse loro lo Spirito Santo…’; ou seja ‘Ora enquanto eles ofereciam ao Senhor os sagrados mistérios, e jejuavam, disse-lhes o Espírito Santo’ enquanto o texto diz: “E enquanto celebravam o culto do Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo…” (Actos 13:2 Riveduta). A alteração de culto em sagrados mistérios foi feita para fazer crer aos Católicos que no tempo dos apóstolos se celebrava a missa quando isso não é de maneira nenhuma verdade.

Ÿ Aos Coríntios se lê: ‘Né solo questo ma è stato anche eletto dalle Chiese compagno del nostro pellegrinaggio per questa beneficenza..’; ou seja ‘Nem só isto mas foi também escolhido pelas Igrejas companheiro da nossa peregrinação por esta beneficência’ enquanto o texto diz: “E não só isto, mas foi também escolhido pelas igrejas para companheiro da nossa viagem, nesta graça…” (2 Cor. 8:19). Assim os Católicos liam que os apóstolos dedicaram-se a uma peregrinação, e por isso eram encorajados a fazer as peregrinações prescritas pela igreja romana para obter o perdão dos seus pecados.
Ÿ Aos Efésios se lê: ‘Questo sacramento è grande; io però parlo riguardo a Cristo ed alla Chiesa’; ou seja ‘Grande é este sacramento, eu porém falo em referência a Cristo e à Igreja’ enquanto o texto diz: “Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja” (Ef. 5:32). Esta falsificação tinha o intento de sustentar que o matrimónio era um sacramento [3]. No grego está mysterion que significa ‘mistério’ e não sacramento. O mesmo termo grego é usado por Paulo quando diz aos Colossenses: “… deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Col. 1:27).

Ÿ Aos Colossenses se lê: ‘Nessuno vi supplanti a suo capriccio per via di umiltà col superstizioso culto degli angeli…’; ou seja ‘Ninguém vos suplante a seu capricho com pretexto de humildade com o supersticioso culto dos anjos’ enquanto o texto diz: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos…” (Col. 2:18). Pondo supersticioso culto dos anjos Martini procurou dar a entender aos Católicos que havia um culto rendido aos anjos que era errado, mas que havia também um outro que era justo; o errado era o supersticioso enquanto o justo era o prescrito pela igreja católica romana porque sincero e veraz e não supersticioso! Isto o se deduz da nota de Martini que diz: ‘Tem em mira, os discípulos de Simão Mago, os quais antepunham a mediação dos anjos à de J.C.’, o que significa que antepor a mediação de Jesus Cristo à dos anjos, portanto não excluindo esta última, seja ao invés lícito!

Ÿ Na primeira epístola a Timóteo se lê: ‘Fa adunque di mestieri che il vescovo sia irreprensibile, che abbia preso una moglie sola’; ou seja ‘É pois mister que o bispo seja irrepreensível, que tenha casado com uma só mulher’ enquanto a tradução fiel é: “É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher” (1 Tim. 3:2). ‘I diaconi abbiano preso una sola donna..’; ou seja ‘Os diáconos tenham casado com uma só mulher..’ enquanto o texto diz: “Os diáconos sejam maridos de uma só mulher…” (1 Tim. 3:12). É evidente a tentativa de anular o facto de os bispos e os diáconos deverem ser casados para poder assumir o ofício na Igreja. Ainda nesta epístola se lê: ‘I preti, che governano bene siano reputati meritevoli di doppio onore’; ou seja ‘Os padres, que governam bem sejam estimados merecedores de duplicada honra’ enquanto o texto diz: “Os anciãos que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra” (1 Tim. 5:17). E também: ‘contro di un prete non ammettere accusa se non con due o tre testimoni’; ou seja ‘contra um padre não admitas acusação senão com duas ou três testemunhas’ enquanto o texto diz: “Não aceites acusação contra um ancião, senão com duas ou três testemunhas” (1 Tim. 5:19). O motivo pelo qual Martini no lugar de anciãos e ancião pôs padres e padre é evidente; fazer crer que eles existiam aos dias dos apóstolos.

Ÿ Em Tito se lê a propósito do ancião: ‘Uom, che sia senza taccia, che abbia avuto una sola moglie…’; ou seja ‘Homem, que seja sem má fama, que tenha tido uma só mulher’ enquanto o texto diz: “Alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher…” (Tito 1:6). Também aqui é evidente a tentativa de sustentar o celibato dos padres.

Ÿ Aos Hebreus se lê: ‘E non vogliate dimenticarvi della beneficenza, e della comunione di carità, imperocchè con tali vittime si guadagna Dio’; ou seja ‘E não queirais esquecer-vos da beneficência, e da comunhão de caridade, porque com tais vítimas se ganha Deus’ enquanto o texto diz: “Mas não vos esqueçais da beneficência e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada” (Heb. 13:16). Eis como Martini falsificou esta passagem para fazer crer que com as boas obras se podia ganhar a vida eterna. Mas o texto não diz que com a beneficência se ganha Deus, mas que Deus tem prazer na beneficência e no repartir com outros sendo estes sacrifícios espirituais a ele aceitáveis.

Ÿ Em Tiago se lê: ‘Havvi egli tra voi chi sia ammalato? Chiami i preti della Chiesa…’; ou seja ‘Há entre vós quem esteja doente? Chame os padres da Igreja’ enquanto o texto diz: “Está alguém entre vós doente? Chame os anciãos da igreja, e orem sobre ele…” (Tiago 5:14). O grego presbyteros significa anciãos e não padres, mas Martini pôs padres porque quis fazer crer que os padres existiam aos dias dos apóstolos.

Ÿ Na epístola de Pedro se lê: ‘I sacerdoti adunque: che sono tra di voi, gli scongiuro, io consacerdote, e testimone dei patimenti di Cristo’; ou seja ‘Os sacerdotes pois, que estão entre vós, os conjuro, eu consacerdote, e testemunha dos padecimentos de Cristo’ enquanto o texto diz: “Aos anciãos, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também ancião com eles (em grego: sympresbyteros) e testemunha das aflições de Cristo…” (1 Ped. 5:1). Mais à frente se lê ‘Parimenti voi, o giovani, siate soggetti ai sacerdoti’; ou seja ‘Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos sacerdotes’ enquanto o texto diz: “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos” (1 Ped. 5:5). E assim aqueles Católicos de então criam que a sua casta sacerdotal tinha sido ordenada por Deus. Mas a palavra grega presbyteros – o repetimos – não significa sacerdotes, mas anciãos; portanto a tradução de Martini é infiel. Agora vejamos algumas falsificações operadas em Bíblias mais recentes.

Biblia traduzida por Eusebio Tintori (Chieri 1957)

Diversas passagens foram violadas da mesma maneira em que fez o Martini. Eis algumas delas: ‘E entrando onde ela estava o anjo, disse: Salve, ó cheia de graça: o Senhor é contigo!’ (Lucas 1:28); ‘Fazei penitência porque o Reino dos céus está próximo’ (Mat. 3:2); ‘Desde então começou Jesus a pregar e a dizer: Fazei penitência, pois o Reino dos céus está próximo’ (Mat. 4:17); ‘Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos sacerdotes’ (1 Ped. 5:5); ‘Os Apóstolos e os sacerdotes então se congregaram para examinar esta coisa’ (Actos 15:6); ‘Os padres, que governam bem sejam estimados dignos de duplicada honra’ (1 Tim. 5:17); ‘Contra um padre não recebas acusações, se não são provadas por duas ou três testemunhas’ (1 Tim. 5:19); ‘Está doente alguém entre vós? Faça chamar os padres da igreja, e eles orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor’ (Tiago 5:14); ‘Mas importa que o bispo seja irrepreensível, não tenha casado senão com uma só mulher…’ (1 Tim. 3:2); ‘Os diáconos tenham casado com uma só mulher…’ (1 Tim. 3:12); ‘Grande é este sacramento eu porém falo em referência a Cristo e à Igreja’ (Ef. 5:32); ‘Ninguém vos engane a seu capricho com afectação de humildade e supersticioso culto dos anjos…’ (Col. 2:18).

Novo Testamento traduzido por Fulvio Nardoni (Roma 1966)

Ÿ Em Marcos lê-se: ‘Entretanto chegaram sua mãe e os seus primos (grego: adelfòi) e, estando fora, mandaram chamá-lo. Ora, uma grande multidão estava sentada ao redor dele, e lhe disseram: Eis que tua mãe e os teus parentes (o grego tem: os teus irmãos) estão lá fora e te procuram. Mas ele, respondendo-lhes, disse: Quem são minha mãe e os meus parentes (grego: adelfòi)? Depois lançando um olhar sobre os que estavam sentados ao redor dele, disse: Eis minha mãe e os meus parentes (grego: adelfòi). Qualquer que faz a vontade de Deus, ele é meu irmão (grego: adelfòs), minha irmã (adelphe) e minha mãe’. Mas o mesmo texto traduzido fielmente diz: ‘Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe; e, estando fora, mandaram-no chamar. E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe” (Mar. 3:31-35). Como podeis ver Nardoni traduziu o grego adelfos que significa ‘irmão’ de três modos diferentes, primeiro com primos [4], depois com parentes e por fim com irmão conforme a necessidade. A razão é evidente; não fazer ler que Jesus tinha irmãos e irmãs filhos de Maria.

Ÿ Em Mateus lê-se: ‘E sem que ele a tenha conhecido, deu à luz um filho, e o chamou Jesus’; enquanto o texto diz: “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogénito; e pôs-lhe por nome Jesus” (Mat. 1:25). O motivo da violação é o de fazer crer que Maria também depois de ter dado à luz Jesus não foi conhecida por José.

Ÿ Em Lucas lê-se: ‘O Anjo, tendo entrado em casa dela, lhe disse: ‘Ave, ó cheia de graça, o Senhor é contigo’; enquanto o texto diz: “E, entrando o anjo onde ela estava, disse: salve, agraciada; o Senhor é contigo” (Lucas 1:28). Aquele ‘cheio de graça’ foi posto para sustentar que Maria tinha nascido sem pecado, mas como já dissemos o grego desmente esta tradução. É claro que com estas palavras (‘cheia de’) que o anjo Gabriel nunca disse a Maria, os Católicos conseguem apresentar Maria como uma mulher que tinha em si toda a graça, incluindo aquela de estar sem pecado. Os que adulteraram estas palavras do anjo Gabriel definindo Maria ‘cheia de graça’ quiseram assim colocar Maria ao mesmo nível do Filho de Deus (mesmo se em palavras dizem que Maria tinha menos graça do que Jesus Cristo) porque de Jesus Cristo está dito que ele estava cheio de graça conforme está escrito em João: “E a Palavra se fez carne, e habitou entre nós, cheia de graça e de verdade” (João 1:14). Eis porque milhões de pessoas em todo o mundo estão convencidas que Maria estava cheia de graça e por isso também sem pecado; eis porque multidões de ovelhas desgarradas a invocam dizendo-lhe: ‘Ave Maria, cheia de graça….’, com a esperança de serem ouvidas! E se alguém lhes faz notar que também de Estevão está dito que estava cheio de graça? Neste caso respondem que o ‘cheia de graça’ que o anjo Gabriel lhe disse ‘aparece, em certo modo, como um nome característico que está no lugar de nome próprio; e é por isso que não se pode admitir alguma semelhança com S. Estevão (Actos 6,8)…’. Como podeis ver por vós mesmos os teólogos romanos têm uma astuta resposta a dar também a esta pergunta.

Ÿ Na primeira carta de Paulo a Timóteo lê-se: ‘É necessário porém que o bispo seja irrepreensível, não tenha casado senão uma só vez’; enquanto o texto diz: “É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher…” (1 Tim. 3:2). O Nardoni na nota diz: ‘Aqui é necessário entender que o bispo não deve ser um viúvo passado a segundas núpcias’; eis pois o motivo pelo qual violou essa passagem, para fazer crer que na Igreja primitiva só podiam ser eleitos bispos aqueles que estavam sem mulher, isto é, os solteiros ou os viúvos não recasados. O que nós sabemos não corresponde à verdade. Deve ser dito depois que a tradução de Nardoni faz crer que Paulo tenha dito que os bispos deviam ter sido maridos de uma só mulher, por isso um crente que tinha ficado viúvo duas vezes (ou seja, que tinha sido marido de duas mulheres) não podia aspirar ao ofício de bispo. Portanto como ele não fala de bispos que nunca tenham casado, se teria que deduzir que antigamente para ser recebido como bispo era necessário esperar ficar viúvo da primeira mulher! O que é uma loucura crê-lo porque se faz crer que enquanto um crente fosse casado não podia assumir o ofício de bispo.

Ÿ Na carta de Paulo a Tito lê-se: ‘Mas quando se mostrou a bondade de Deus (Pai), nosso Salvador, e o seu amor para com o homem, ele então nos salvou, não por mérito das obras de justiça, que nós podíamos ter feito, mas pela sua misericórdia, pelo batismo de regeneração, em que o Espírito Santo nos renova, (fazendo-nos uma nova criatura, Espírito) que ele difundiu sobre nós…’; enquanto o texto diz: “Mas quando apareceu a benignidade e a caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós ….” (Tito 3:4-6). A razão pela qual Nardoni pôs ‘o batismo de regeneração em que o Espírito Santo nos renova’ é para comprovar a doutrina papista que diz que a água do batismo tem pelo Espírito Santo a virtude de fazer renascer quem o recebe (vede a parte onde confutei o seu batismo).

Bíblia católica, edições Paulinas, de 1971 (Torino)

Ÿ Em Lucas lê-se: ‘O anjo, tendo entrado onde ela estava, lhe disse: Ave, ó cheia de graça..’ enquanto na realidade se deve ler que o anjo lhe disse: “Salve, agraciada….” (Lucas 1:28).

Ÿ Em Mateus puseram: ‘E sem que ele a conhecesse, deu à luz um filho, e o chamou Jesus’ enquanto o texto é: “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogénito; e pôs-lhe por nome Jesus” (Mat. 1:25).

Ÿ Nos Actos puseram ‘Fazei penitência e cada um de vós seja batizado..’ no lugar de: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado…” (Actos 2:38). O grego metanoeo significa sentir remorso ou arrepender-se (o que implica sentir desgosto pelo próprio modo de pensar ou agir errado) e não operar alguma obra de mortificação corporal ou algum jejum ou alguma obra de penitência prescrita pela igreja romana. Pondo ‘fazei penitência’ no lugar de ‘arrependei-vos’ a cúria romana se propôs assim a fazer crer aos leitores da sua Bíblia que para obter a expiação dos seus pecados devem fazer justamente obras de penitência, que vimos no que é que consistem, e não que eles se devem só arrepender e crer no Evangelho. O facto porém é que pondo ‘fazei penitência’ no lugar de arrependei-vos eles se contradisseram a eles mesmos, porque na teologia papista a penitência segue o batismo e não o precede, enquanto daquela maneira resulta que a penitência é prescrita antes do batismo! Ainda nos Actos se lê: ‘Depois de ter orado e jejuado, ordenaram sacerdotes para cada Igreja..’; como podeis ver muitos Católicos lêem nas suas Bíblias que para as igrejas foram constituídos pelos apóstolos padres e não anciãos, e que eles não foram eleitos com a aprovação das igrejas como diz antes o texto original: “E, havendo-lhes feito eleger anciãos em cada igreja e orado com jejuns, os encomendaram ao Senhor..” (Actos 14:23).

Bíblia de Jerusalém (Segunda ed. 1974)

Ÿ Estas palavras de Mateus: “Não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de Jesus” (Mat. 1:25) foram violadas pelos seus tradutores a fim de defender a perpétua virgindade de Maria, de facto os seus tradutores tornaram o verso assim: ‘Sem que ele a conhecesse, deu à luz um filho, que ele chamou Jesus’. Estamos de acordo que Maria deu à luz Jesus sem ter conhecido seu marido José; mas não se pode estar de maneira nenhuma de acordo com uma semelhante tradução que esconde aos Católicos que para Maria o não ser conhecida por José foi algo que durou somente por um tempo após o seu matrimónio, isto é, enquanto ela não deu à luz Jesus, e não para sempre.

Ÿ Ainda nesta Bíblia as palavras de Pedro: “Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal” (2 Ped. 1:20 NVI) foram mudadas em: ‘Sabei antes de tudo isto: nenhuma escritura profética está sujeita a uma explicação privada’. Como podeis ver os tradutores desta Bíblia católica violaram as Escrituras, de facto, da forma como traduziram estas palavras de Pedro emerge que Pedro teria dito que a Bíblia não a se pode interpretar por si porque a interpretação não pode ser subjectiva (mas a se deve interpretar como a interpreta o magistério da Igreja católica!). Esta é a explicação que os teólogos dão a esta torcida passagem, de facto a nota que explica esta passagem na edição Paulinas de 1971 diz: ‘Portanto os fiéis individuais não podem interpretar a capricho a Bíblia, mas devem receber a interpretação da Igreja’. Mas como vimos a referida passagem da epístola de Pedro traduzida correctamente diz: ‘Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal” (2 Ped. 1:20 NVI), o que significa que aqueles que escreveram as profecias não as escreveram de sua vontade porque aquelas suas profecias foram pronunciadas pelo Espírito Santo por meio deles quando como e onde Ele quis. Portanto da forma como a traduziram os Católicos o seu significado é: ‘A interpretação que o leitor dá à Escritura não deve ser subjectiva’ (mas deve ser a dada pelo magistério); e não mais o original, ou seja, que a Escritura não é o fruto de uma interpretação pessoal ou de visões particulares daqueles que a escreveram. Atenção; com este discurso não queremos dizer que as Escrituras se podem interpretar a próprio agrado, no sentido que um é livre de interpretá-las segundo os seus desejos; mas apenas que os crentes podem com a ajuda de Deus entender rectamente as Escrituras porque o Espírito de Deus os guia em toda a verdade.

Bíblia edições Paulinas de 1990 (Sexta ed.)

Ÿ Na segunda epístola de Pedro lê-se: ‘Sabei antes de tudo isto: a nenhuma profecia da Escritura compete uma interpretação subjectiva’. Enquanto como dissemos pouco atrás a correcta tradução é: “Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal” (2 Ped. 1:20).
Nota do tradutor: foram citados tradutores italianos e edições italianas de bíblias católicas mas estas mesmas falsificações aqui referidas podem ser encontradas também em bíblias católicas de tradutores de língua portuguesa ou edições em português.

 

G. Butindaro (fonte)

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