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Uma palavra de exortação às mulheres

Como a mulher deve vestir e comportar-se

 

Irmãs, vós também um dia, pela graça de Deus, crestes em nosso Senhor, obtendo assim a remissão dos vossos pecados. Deus vos chama suas filhas, porque vós também recebestes Cristo e saistes do meio dos filhos deste século e fostes acolhidas por Deus em Cristo Jesus; portanto também vós sois membros da família de Deus e juntos formamos o corpo de Cristo. Aqui, “não há macho nem fêmea” (Gal. 3:28), porque somos um em Cristo Jesus. O facto porém de em Cristo não haver macho nem fêmea não significa que vós podeis comportar-vos na casa de Deus como vos parece e agrada, mas apenas que, o facto de vós serdes mulheres não constitui uma parede divisória no meio de nós que somos crentes. Vós deveis saber que Deus nunca mostrou e não mostra ainda nenhuma acepção de pessoas, portanto não penseis que Deus vos despreza porque Eva, a primeira mulher, se deixou enganar pela serpente e caiu em transgressão, porque isso não é verdade. Nem ainda é verdade que vós na casa de Deus não servis para nada e não podeis contribuir para o progresso do Evangelho de nenhum modo, porque a Escritura testifica exactamente o oposto, portanto não metais na cabeça aqueles pensamentos nocivos e vãos que a antiga serpente procura, com a sua astúcia, fazer-vos pensar para fazer nascer em vós uma inveja amarga e fazer-vos tornar altivas e vangloriosas.

Depois de ter feito esta premissa, quero antes de tudo dizer-vos como vos deveis vestir, depois com o que não vos deveis adornar e com o que ao invés vos deveis adornar para que a doutrina de Deus seja honrada por meio de vós. Paulo escreveu a Timóteo: “Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e pudor, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras” (1 Tim. 2:9,10).

Irmãs, vós deveis vestir trajes adequados a vós que fostes santificadas em Cristo; as vestes convenientes a vós são as modestas e não as provocantes que tanto agradam às mulheres corruptas que espraiam a sua enorme altivez, portanto não ambicioneis todos aqueles trajes femininos extravagantes e custosos que servem apenas para distrair os homens que vos vêem e para vos fazer gastar dinheiro inutilmente. A moda feminina deste presente século mau faz ensoberbecer as mulheres que a seguem e as faz andar de pescoço emproado, fazendo-as observar as mulheres de baixo estado de cima para baixo; esta é uma coisa que está debaixo dos olhos de todos, por isso não vos deixeis arrastar atrás dela; sede humildes e não deis lugar àquilo que as mulheres altivas chamam ‘o orgulho de ser mulher’.

Além de serem modestas, as vossas vestes devem ser com pudor, isto é decentes; elas devem também cobrir as vossas pernas, os vossos braços, e a parte abaixo do vosso pescoço; precisamente aquelas partes que as vestes indecentes não cobrem. Isto significa que vós deveis renunciar às mini-saias, mas também às saias que chegam justo ao joelho ou pouco abaixo do joelho; eu vos exorto a usarem saias longas sem racha, não justas e sem aqueles estranhos desenhos que estampam sobre os modelos para atrair o olhar do homem sobre as que os vestem.

Pelo que respeita às vossas camisas, não sejam nem transparentes, nem justas e nem ainda decotadas. A propósito de cores, evitai usar vestidos de cores demasiado vivas e berrantes, para evitar que os homens, quando vos vejam, sejam induzidos a pousar o olhar sobre vós.

No que diz respeito aos sapatos a usar, vos digo para calçardes sapatos modestos e de não usardes aqueles sapatos de tacões altos, tão estreitos que não deixam respirar bem os vossos pés e vos provocam dores nos pés; mas não só, eles vos obrigam a caminhar de uma maneira anormal, vergonhosa e com muita mais dificuldade. Não useis também sapatos dourados ou prateados, para evitar que os vossos pés se tornem objecto dos olhares masculinos.

No que se refere às meias, vós, como convém a santas mulheres, usai as modestas e não aquelas em rede ou de outro género inventado para fazer a mulher sedutora e para provocar o olhar do homem.

Quando vos dirigis junto de uma loja para comprar uma saia ou uma camisa ou sapatos ou tecido para fazerdes as coisas por vós mesmas, tende diante dos vossos olhos a Escritura que diz: “Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes” (Rom. 12:16).

“Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores….e para o que for contrário à sã doutrina” (1 Tim. 1:8-10), diz Paulo; e entre as coisas contrárias à sã doutrina está a, para a mulher, de usar calças, porque está escrito: “Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto abominação é ao Senhor teu Deus” (Deut. 22:5). Cuidai que as ditas calças de mulher são sempre calças que não convêm a vós mulheres em Cristo. Aqueles a quem agrada contender e sufocar a verdade com a mentira, inventam toda a sorte de argumentos para anular o que está escrito tão claramente. Eles dizem: ‘Mas esta ordem de Deus se refere somente àquelas mulheres que deixaram o uso natural do homem e àqueles homens que deixaram o uso natural da mulher e aos efeminados!’ Firme está que Deus aborrece os que se travestem, sejam eles mulheres ou homens, mas dizei-me: ‘Não vivemos porventura no meio de uma geração corrupta e perversa, sem afeição natural, que transforma as trevas em luz e a luz em trevas? Não achais que estas palavras de Deus se opõem às tendências da moda deste século? Hoje, mais que nunca, é necessário tomar esta palavra e embandeirá-la, para manifestar o nosso desacordo e o nosso desgosto para com a moda masculina e feminina que tendem a efeminar o homem e a masculinizar a mulher. Irmãos, vivemos no meio de cidades e países que abundam de sodomitas e de mulheres que deixaram o uso natural do homem, os quais são encorajados a fazer o mal de toda a maneira; hoje, nesta nação o mau costume é chamado tradição cultural, os perversos são chamados pessoas de bem, e sabeis o que levou tudo isto a casa de muitos crentes? Tolerância e respeito para com os gostos e os maus costumes desta geração pecadora, e muita vergonha pelas palavras dos apóstolos, consideradas antiquadas e ultrapassadas, e não adequadas aos nossos tempos. Se hoje, algumas vezes, é difícil destinguir ao longe uma rapariga de um rapaz, é porque as raparigas se vestem como os rapazes. Elas começam a ser pervertidas desde a sua mocidade. A moda feminina que quer fazer parecer a mulher mais forte e mais segura é o fruto da vontade que existe na mulher de não querer parecer diferente do homem também no vestir. Irmãs; vós que tendes sempre pronta na vossa boca uma palavra para contradizer a sã doutrina, vos adequastes tão bem aos gostos desta geração, que até mulheres dentre as de fora, como as freiras, vos podem ensinar dando-vos o exemplo sobre como vos deveis vestir. Digo-vos isto, porque tenho visto pessoas que elas, (triste dizê-lo e constatá-lo) vestem muito melhor do que vós. Sim, certo vós podeis dizer-lhes que orar a Maria, orar pelos mortos, e fazer estátuas e adorá-las, são todas coisas abomináveis a Deus; mas elas do seu canto podem dizer-vos que no vestir não mostrais de modo nenhum nem pudor e nem modéstia. Não seria pois de ficar grandemente admirado, se viéssemos a ouvir que algumas de vós, vestidas à moda, fostes ensinadas acerca do vestir por incrédulas! Mas que esperais? De encontrar mulheres do mundo vestidas melhor do que vós, para ouvir das suas bocas que deveis vestir-vos com pudor e modéstia? Ou mulheres do mundo mal vestidas como vós que ao ouvir-vos dizer que sois a luz do mundo, vos respondam: ‘Mas onde está esta luz em vós, porque eu não a vejo, na verdade vestis como nós?’ Irmãs, vós deveis distinguir-vos também no vestir, no meio das mulheres deste mundo, e não apenas no falar; por isso examinai atentamente o vosso guarda-roupa e desembaraçai-vos das vossas calças e de todas as saias e camisas indecentes que tendes vestido até agora.

 

A palavra de Deus diz também que vós não deveis nem entrançar os cabelos e nem pôr sobre vós jóias de ouro.

 

Algumas dentre vós fazem tranças com os seus cabelos porque sabem que este modo de arranjar o cabelo as faz mais atraentes e provocantes; irmãs, não persistais nisto.

Outras põem sobre si toda a sorte de jóias de ouro; brincos nas orelhas, colar de pérolas ao peito, pulseiras nos pulsos e anéis nos dedos das mãos; vos exorto a não persistir nesta coisa cativa, mas a ir deitar fora todas as vossas jóias. Vós direis: ‘Mas que mal fazemos em usar um pouco de ouro? E porque dizes de deitá-lo fora?’ Mal fazeis, só que não o vedes com os vossos olhos porque eles foram cegados pelas trevas; ungi os olhos com o colírio que dá o Senhor e então vereis bem. Porquê deitá-lo fora? Porque está escrito: “Deita o teu ouro no pó, e o ouro de Ofir entre as pedras dos ribeiros, então o Todo-Poderoso será o teu ouro, e a tua prata preciosa” (Jó 22:24,25).

Algumas de vós dizem: ‘Mas também os Israelitas, quando sairam do Egipto estavam adornados d`ouro nas orelhas!’ Sim é verdade, mas depois que Israel fez um bezerro de ouro e que Moisés o destruiu, está escrito que “o Senhor tinha dito a Moisés: Diz aos filhos de Israel: És um povo de dura cerviz; se por um só momento eu subir no meio de ti, te consumirei; portanto agora despe os teus ornamentos, para que eu saiba o que te hei de fazer. Então os filhos de Israel se despojaram dos seus ornamentos, desde o monte Horebe em diante” (Ex. 33:5,6). Irmã, se tu ainda andas com jóias sobre ti, sabe que Deus diz também a ti: ‘Despe os teus ornamentos’, por isso farás bem em tirá-los, para continuar a andar no caminho santo de modo digno de Deus.

‘Mas o ouro o fez o nosso Deus’, vós dizeis. Sim é verdade que Deus fez o ouro, mas é também verdade que não é Ele que fabricou as jóias de ouro que vós usais, mas sim os homens. Também a prata a criou Deus, porém os templos de Diana em prata, em Éfeso, os fazia Demétrio que era artífice e não Deus. Não procureis justificar a vossa rebelião com vãos raciocínios, porque “não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor” (Prov. 21:30). Despi-vos das vossas obras mortas que levais sobre vós; não sejais contenciosas.

Quero que saibais que também o apóstolo Pedro confirmou o que disse Paulo a Timóteo, dizendo-vos: “O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos” (1 Ped. 3:3); portanto, tanto o apóstolo dos Gentios (que não era casado) como o apóstolo da circuncisão (que era casado) exortavam as mulheres a não usar jóias de ouro, nem vestidos luxuosos, e a não fazer tranças nos cabelos.

Eis de que coisa ao invés vos deveis ataviar, irmãs. Paulo diz que as mulheres se devem ataviar “como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus, com boas obras” (1 Tim. 2:10); ora Jesus disse (estas palavras são dirigidas tanto aos filhos de Deus como às filhas de Deus): “Vós sois a luz do mundo..resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mat. 5:14,16). A luz que está em vós e que deve resplandecer neste mundo de trevas são as vossas boas obras, porque está escrito que “o fruto da luz está em toda a bondade, e justiça e verdade” (Ef. 5:9); portanto, como a Igreja de Deus que é a esposa do Cordeiro se reveste de obras justas (conforme está escrito: “Já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as obras justas dos santos” [Ap. 19:7,8]) assim também vós deveis revestir-vos de toda a boa obra, para que o nome de Deus seja glorificado em vós, sim porque então o nome de Deus será glorificado por meio de vós, porque a gente do mundo verá que não sois corruptas e nem altivas, mas boas, piedosas e humildes. Tabita era uma discípula de Cristo, e “abundava em boas obras (fazia túnicas e vestidos) e fazia muitas esmolas” (Actos 9:36); imitai-a.

Mas se também vós vos vestis e vos adornais como as mulheres que não temem a Deus como poderão ver os outros a luz em vós? Como poderá ser glorificado o nome de Deus? Não será porventura blasfemado e profanado o nome de Deus, se vos deixais enganar pelo príncipe deste mundo? Mas que pensais? Que o príncipe deste mundo quer que o nome de Deus seja glorificado em vós?

Não vos deixeis enganar por vãos raciocínios, que hoje, infelizmente, estão na boca de alguns dos nossos, como: ‘Mas um pouco de vaidade não faz mal!’ Mas nunca lestes a Escritura que diz: “Um pouco de fermento faz levedar toda a massa” (1 Cor. 5:6)? Não sabeis vós que “um pouco de estultícia pesa mais do que a sabedoria e a honra” (Ecl. 10:1)? Não sabeis vós que “as moscas mortas fazem exalar mau cheiro e corrompem o ungüento do perfumador” (Ecl. 10:1)? A Escritura não pode ser anulada porque é inspirada por Deus, e esta pouca vaidade, que alguns dizem que não faz mal, não faz mais que fazer mal a vós e à igreja de Deus.

Vos exorto, quando ouvirem dizer a certos homens corruptos de entendimento que estão no vosso meio: ‘Irmãs, vós não deveis vestir-vos como beatas (chamam beatas as mulheres que se vestem de maneira decorosa e com modéstia), porque doutra forma as pessoas do mundo não se sentirão atraidas a vir no local de culto e a aceitar Cristo’, a não lhes dar ouvidos, mas a guardar-vos deles como vos guardarieis de serpentes venenosas. Não consentais com aquilo que vos digam, porque eles querem usar-se de vós como engodo, para atrairem os homens com as concupiscências carnais. Hoje, alguns pregadores privados de sabedoria divina e de poder, para atrair as almas às suas reuniões, estão dispostos também a passar por cima da sã doutrina e a induzir os crentes a andar por caminhos tortuosos. Dizem-vos: ‘Podeis maquiar-vos um pouco, podeis vestir-vos à moda, não sejais ‘demasiado’ austeras (usam o ‘demasiado’, para vos fazer pensar que exagerais) no vestir para não ser causa de tropeço aos infiéis!’ Sabei que vós não sereis nem escândalo e nem causa de tropeço a ninguém se obedeceis ao que os apóstolos escreveram, mas sabei também que se fazeis como vos dizem estes faladores vãos sereis escândalo e tropeço para muitos. Está escrito: “Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece” (Rom. 14:21), e ainda: ” Não vos torneis causa de tropeço nem a judeus, nem a gregos, nem a igreja de Deus” (1 Cor. 10:32); por isso, irmãs, agradai ao vosso próximo no bem, e não no mal como quereriam antes estes rebeldes.

Algumas dentre vós dizem também: ‘Mas eu quero agradar ao meu marido!’ Escutai-me: Antes de tudo, se o teu marido te ama e teme a Deus, não quererá de modo nenhum que tu te vistas como uma meretriz. Nunca leste como apareceu vestida Babilónia, a mãe das meretrizes, a João? João diz que “a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas” (Ap. 17:4); certo, ela estava vestida de modo muito atraente, mas “na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilónia, a mãe das meretrizes e abominações da terra” (Ap. 17:5). Não sabes tu que tal é a mãe tal é a filha? Não vês como as meretrizes se vestem e adornam pelas ruas e praças, para engodar os homens? Não reparaste que ainda hoje elas fazem largo uso de vestidos de púrpura e de côr escarlata e se enfeitam com jóias de ouro, pedras preciosas e pérolas?

Vós agora sois filhas de Sara, “se fazeis o bem e não temeis nenhum espanto” (1 Ped. 3:6), portanto deveis imitar Sara, vossa mãe. Pedro, na sua primeira epístola, diz que o vosso ornamento não deve ser o exterior, mas “seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito benigno e pacífico, que é precioso diante de Deus” (1 Ped. 3:4), e que assim “se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos, como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor” (1 Ped. 3:5,6). Irmãs, existe um ornamento incorruptível pelo qual o vosso coração deve ser decorado, e ele é o espírito benigno e pacífico, o que significa que vós deveis ser boas e pacíficas, e não más e briguentas. Este é o ornamento que tem um grande valor aos olhos de Deus, do qual se adornaram uma vez as santas mulheres que esperavam em Deus, entre as quais Sara vossa mãe.

Sara era uma bela mulher, mas também boa e pacífica e era mulher do patriarca Abraão, e ela não passava o tempo a fazer tranças nos cabelos, nem tampouco usava jóias de ouro, ou vestidos luxuosos, porque ela era uma santa mulher que obedecia a Abraão.

Abraão era um homem muito rico que também possuia ouro e prata (Eliezer, seu servo disse um dia a Labão e a Betuel: “E o Senhor abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi engrandecido, e deu-lhe ovelhas e vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos” [Gen. 24:35]) mas Sara sua mulher não o tomou para adornar-se. Alguém dirá: ‘Mas Abraão não tinha jóias de ouro!’ Nunca leste que quando Eliezer partiu para ir tomar uma mulher para Isaque, “todos os bens de seu senhor estavam em sua mão” (Gen. 24:10), e que entre estes bens de Abraão que levou, haviam também “um pendente de ouro, de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro” (Gen. 24:22) que ele deu depois a Rebeca? Portanto Abraão, entre os seus bens tinha também jóias de ouro, mas Sara não as colocou sobre si.

E depois, vos digo que no caso do vosso marido não ser crente, não é vestindo-vos de maneira provocante e luxuosa que o ganhareis para Cristo, porque Pedro diz: “Semelhantemente vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à Palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor” (1 Ped. 3:1,2). Algumas dentre vós procuram ganhar para Cristo os vossos maridos apenas com palavras, não cuidando da vossa conduta que é reprovável porque não é digna de uma mulher que faz profissão de piedade, e depois vão orar a Deus e a chorar diante dele para que Ele salve o vosso cônjugue! Mas dizei-me: ‘Não é nesse momento que deitais fora todas as jóias d’ouro que usais? Não é nesse momento que não vos vestis mais de maneira sedutora e que deixais de usar autoridade sobre vosso marido?

Irmãs, além disto, vos exorto a ter um porte que convém a santas mulheres, por isso, quando vos sentais não se ponham com as pernas cruzadas e nem ainda com as pernas exibidas. Vós não deveis provocar o homem nem com ornamento exterior inconveniente, nem assumindo posições que não convêm a vós.

Algumas de vós põem pastilha elástica na boca durante o culto e põem-se a mastigá-la, começando assim a mover a vossa boca de maneira vergonhosa; parai de ter esta conduta.

Sede prudentes, não arranqueis parte das vossas sobrancelhas; não vos embelezeis, como fez Jezabel, a mulher de Acabe, a qual praticava feitiçaria, conforme está escrito: “Se pintou em volta dos olhos” (2 Re 9:30); não altereis a côr do vosso rosto e nem a dos vossos lábios, empastando-os com cosméticos danosos que se vendem; não pinteis com verniz as unhas das mãos e nem as dos pés; conservai-vos puras.

Não ponham sobre vós também todos aqueles perfumes tão fortes e provocantes que distraem quem vos está por perto e deixam um rasto onde quer que metam os pés; vos asseguro que estes perfumes são fabricados para vos fazer tornar sedutoras e atrair os homens, e isto se percebe vendo também a maneira como são publicitados e pelo nome sedutor que alguns levam, como ‘malícia’, ‘tentação’, etc..

Além disso, vos exorto a não se arranjarem com extravagantes penteados modernos que hoje estão na moda, como por exemplo ‘a permanente’; vos exorto também a não pintar os vossos cabelos; porque quereis dar uma outra côr aos vossos cabelos? Porque é que não estais mais contentes com a forma de como Deus os fez?

Agora quero dizer algo a vós mulheres que não sois mais jovens e procurais rejovenecer pintando os cabelos brancos que aparecem sobre a vossa cabeça: ‘Mas porque é que vos envergonhais de ter envelhecido, e procurais de todos os modos (inutilmente depois) rejovenecer, gastando assim tanto dinheiro por coisas que não levam a nada? Nunca lestes a Escritura que diz: “A beleza dos velhos são as cãs” (Prov. 20:29)? E aquela que diz que “coroa de honra são os cabelos brancos” (Prov. 16:31)?

“Enganosa é a graça, e vã é a formosura” (Prov. 31:30), diz a Sabedoria; porque são coisas que com o passar dos anos diminuem, por isso não procureis embelezar o que se desfaz de dia para dia debaixo dos vossos olhos. Àquela que persiste na dureza do seu coração Deus diz: “Ainda que te vistas de carmesim, ainda que te adornes com enfeites de ouro, ainda que te pintes em volta dos teus olhos com o antimônio, debalde te farias bela” (Jer. 4:30).

Vós, mulheres idosas, tende um porte conveniente à santidade, não sejais maldizentes nem ainda curiosas andando a ingerir-vos nas coisas dos outros e falando de coisas das quais não se deve falar; não sejais dadas a muito vinho, porque embriagando-vos perdereis o sentido e começareis a dizer e a fazer coisas perversas; sede mestres do que é bom, para ensinar às jovens a amar os seus maridos, os seus filhos, a serem sensatas, castas, dadas aos trabalhos domésticos, boas e sujeitas aos seus maridos.

 

A mulher deve ter sobre a cabeça um sinal da autoridade da qual depende

 

Está escrito: “Quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza sem ter a cabeça coberta por um véu, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Porque se a mulher não se cobre com véu, corte os cabelos também. Mas, se para a mulher é coisa indecente cortar os cabelos ou rapar-se, que ponha o véu. O homem pois não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Por isso, a mulher, por causa dos anjos, deve ter sobre a cabeça um sinal da autoridade da qual depende. Todavia, no Senhor, nem a mulher é sem o homem, nem o homem sem a mulher. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem existe por meio da mulher, e todas as coisas são por Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu” (1 Cor. 11:3-15). Irmã, a tua cabeça, a autoridade da qual tu dependes é o homem. Seja se és uma jovem ainda não casada, seja se és casada, ou seja se és viúva, sabe que tu dependes de uma autoridade, de um cabeça, que é o homem. Tu deves ter sobre a cabeça, quando oras ou quando profetizas, um sinal da autoridade da qual tu dependes e isto por causa dos anjos; e este sinal que tu deves ter sobre a tua cabeça é o véu. Se tu não tens a tua cabeça coberta por um véu, quando oras ou profetizas, desonras o teu cabeça, isto é, o homem, (em outras palavras o privas da honra que ele é digno de receber de ti). Te recordo que não deves cobrir a cabeça só quando a igreja está reunida no local de culto, mas também quando oras ou profetizas num outro lugar que não é o local de culto, porque o teu cabeça continua a ser o homem e os anjos continuam a observar-te também fora do local de culto; além disso te aconselho a prender o véu na frente, para evitar que te desça pelas costas abaixo. Àquela que diz: ‘Mas o cabelo crescido que tenho, me foi dado em lugar de véu, portanto tendo os cabelos compridos não tenho necessidade de cobrir com véu a cabeça’, digo isto: ‘Escuta: O cabelo crescido é certamente uma honra para ti irmã que o tens, mas não é o sinal da autoridade da qual dependes, precisamente porque eles te são “dados em lugar de véu” (1 Cor. 11:15); ‘em lugar de’ significa ‘à semelhança’.

À pergunta de Paulo: “É decente que a mulher ore a Deus descoberta?” (1 Cor. 11:13) nós respondemos que não é coisa decente para uma mulher orar a Deus descoberta.

Concluo a respeito deste assunto com as palavras de Paulo: “Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus” (1 Cor. 11:16).

 

À mulher não é permitido nem ensinar e nem de usar autoridade sobre o marido

 

Está escrito: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Tim. 2:11,12).

Irmãs, vós deveis aprender em silêncio com toda a submissão, portanto sem murmurar e sem interromper, enquanto fala, quem ensina a Palavra. A vós não é permitido ensinar a doutrina de Deus, a mesma doutrina que Paulo, Pedro, e os outros apóstolos ensinavam aos santos e Paulo mesmo mandou a Timóteo e a Tito que ensinassem. Não só não vos é permitido ensinar, mas também de usar autoridade sobre o vosso marido, porque ele é o vosso cabeça e vós deveis estar sujeitas a ele.

Se é uma coisa indecorosa e inconveniente ver uma de vós irmãs usar autoridade sobre o próprio marido, sabei que é também indecoroso ver uma de vós ensinar. A vós é permitido orar, e profetizar se tiverdes o dom da profecia, mas não vos é permitido ensinar. Existem aqueles que dizem: ‘Se a mulher pode profetizar, pode também ensinar porque quem profetiza ensina’, mas eu quero recordar a estes e a vós mesmas, que o dom de profecia e o dom de ensinamento são dois dons diferentes um do outro, e não o mesmo. Isto o testifica Paulo, quando diz: “De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar haja dedicação ao ensino” (Rom. 12:6,7); Vede bem que Paulo não disse: ‘Não permito que a mulher profetize’, porque isso iria contra a Palavra que diz: “Vossos filhos e vossas filhas profetizarão” (Joel 2:28), mas disse uma coisa diferente, e isso é: “Não permito, porém que a mulher ensine” (1 Tim. 2:12).

A Palavra declara que na igreja de Cencréia havia uma diaconisa, de facto Paulo disse aos santos de Roma: “Recomendo-vos pois Febe, nossa irmã, a qual é diaconisa na igreja que está em Cencréia. Para que a recebais no Senhor, de modo digno dos santos, e prestai-lhe assistência em qualquer coisa que de vós necessitar; porque ela também tem prestado assistência a muitos, como também a mim mesmo” (Rom. 16:1,2); portanto, uma mulher pode ser diaconisa numa igreja, se tem os requesitos necessários, mas vos recordo que os diáconos não são postos para ensinar a doutrina de Deus, mas a desenvolver variados serviços assistênciais em prol dos santos; eis porque entre os requesitos que um diácono deve ter para assumir este ofício não existe o de ‘apto para ensinar’. Quero que saibais estas outras coisas:

Ÿ Quando Deus separou os Levitas, sob a lei de Moisés, para lhes conferir o serviço do tabernáculo e para ensinar a Israel as suas leis (conforme está escrito: “Ensinarão os teus preceitos a Jacó, e a tua lei a Israel” [Deut. 33:10]) escolheu homens para fazer isso e não mulheres.

Ÿ No tempo de Neemias e de Esdras, depois que foram reconstruidos o templo e os muros de Jerusalém, foi feita a leitura pública da lei de Deus com a relativa explicação diante do povo reunido, e também neste caso foram homens dentre os Levitas a fazer tudo isto, conforme está escrito: “Jesua, e Baní e Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaias, e os levitas ensinavam o povo na lei, e o povo estava no seu posto. E leram o livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse” (Ne. 8:7,8).

Ÿ Jesus escolheu doze homens como apóstolos, para enviá-los a pregar, e depois dos doze elegeu outros setenta discípulos para enviá-los adiante de si, os quais eram também eles homens.

Ÿ As mulheres que seguiam Jesus tiveram o seu papel e Lucas o descreveu desta maneira: “E iam com ele os doze, bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios, e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que os serviam com os seus bens” (Lucas 8:2,3). As mulheres que estavam com Jesus e com os seus discípulos não estavam de modo nenhum ocupadas a pregar e a ensinar a palavra de Deus, mas estavam ocupadas a prestar-lhes assistência com os seus bens. Não está porventura escrito: “O que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui” (Gal. 6:6)?

Eu estou convencido que vós, irmãs, deveis seguir o exemplo de Maria, a irmã de Marta, “a qual, sentando-se aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra” (Lucas 10:39). Jesus disse de Maria que ela tinha escolhido a boa parte e que não lhe seria tirada; aquilo que ao invés sucedeu no seio de muitas igrejas foi isto; algumas irmãs não escolheram a boa parte que escolheu Maria, isto é, a parte de ouvir a palavra de Deus e de aprender em silêncio, mas escolheram uma parte que não se adequa de todo a elas, isto é, a de ensinar.

Àqueles que afirmam que a mulher pode ensinar porque Deus na antiguidade constituiu também mulheres no ofício de profeta, recordo que o ministério de profeta é diferente do de doutor, e que o facto de alguém ser profeta não significa que consequentemente esteja apto para ensinar. Débora era profetisa, como o eram Hulda, no tempo do rei Josias, e Ana, nos dias em que nasceu Jesus, mas elas não estavam postas por Deus para ensinar a lei ao povo, porque para isso (segundo a lei) estavam postos os sacerdotes Levíticos, de facto Deus disse: “Os lábios do sacerdote guardarão a ciência, e da sua boca buscarão a lei” (Mal. 2:7). Também o profeta Miqueias fez uma distinção entre o ofício de sacerdote e o de profeta, de facto Deus, blasfemando o povo por meio dele, disse: “Os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro” (Miq. 3:11); como podeis ver eram os sacerdotes que ensinavam a lei e não os profetas. Uma mulher, debaixo da graça, pode ser constituida por Deus profetisa, mas ser profeta não significa estar posto para ensinar; uma mulher profetisa, profetiza pelo Espírito quando o Espírito vem sobre ela, e refere as visões e as revelações que Deus lhe dá, mas isto não faz dela uma mulher posta para ensinar a doutrina de Deus. O erro de alguns é o de considerar o dom de profecia dom de ensinamento e o ministério de pastor igual ao de profeta, mas pelo que ensina a Escritura não é assim, doutra forma Paulo se teria contradito.

 

Quero insistir ainda sobre este assunto, porque considero dever fazê-lo, por amor da verdade.

 

Alguns dizem que a mulher pode ensinar porque Jesus, quando ressuscitou apareceu primeiro a uma mulher, a Maria Madalena, à qual disse: “Vai para meus irmãos e diz-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20:17). Ora, “Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto” (João 20:18), mas não foi ensinar a doutrina aos discípulos do Senhor, e não se tornou daquele dia em diante apta para ensinar. A Escritura diz que (depois que o Espírito foi derramado sobre a igreja) os crentes “eram perseverantes em atender ao ensinamento dos apóstolos” (Actos 2:42), e não me diz de modo nenhum que havia qualquer uma das mulheres a quem tinha aparecido Jesus a ensinar juntamente com eles. Quando Jesus apareceu aos onze sobre um monte da Galileia disse a eles: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mat. 28:19,20), e não às mulheres às quais tinha aparecido.

Vejamos agora Ana, profetisa, que “não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” (Lucas 2:37). Antes de tudo esta mulher devota estava sempre no templo, num lugar santo, onde todos os Judeus se reuniam, mas não instruia os Judeus ensinando-lhes a lei de Moisés, mas servia a Deus orando e jejuando. E, quando chegou na mesma hora em que o menino Jesus foi apresentado ao Senhor, a Escritura diz que “dava graças a Deus, e falava dele a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” (Lucas 2:38). Ana se pôs a falar do menino e alguns deduziram que ensinava; mas como se pode afirmar uma tal coisa quando está apenas dito que ela falava do menino? Eu estou convencido que se aquelas mulheres que querem a todo o custo ensinar se pusessem a servir Deus da mesma maneira que fazia Ana, isto é, orando e jejuando, e deixassem de querer ensinar, fariam uma coisa agradável a Deus.

Agora vejamos algumas mulheres que cooperaram com o apóstolo Paulo, porque aqueles que querem contender afirmam que elas ensinavam a Palavra de Deus.

Eis os passos das Escrituras, que segundo alguns, afirmam que a mulher pode ensinar:

Ÿ “E quando o ouviram (a Apolo) Priscila e Áquila, o levaram consigo, e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus” (Actos 18:26)

Ÿ “Rogo a Evódia, e rogo a Síntique, que sintam o mesmo no Senhor. E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho…” (Fil. 4:2,3).

Ora, se estas passagens quisessem dizer que Priscila, Evódia e Síntique ensinavam a Palavra, isso significaria que Paulo lhes permitia ensinar. Mas então, se assim é, Paulo mentiu a Timóteo, porque lhe disse que ele não permitia que a mulher ensinasse! Mas se assim é então, quem diz a verdade? Aqueles que sustentam que estas passagens significam que estas mulheres ensinavam ou Paulo? Mas porventura, se poderia dizer que Paulo permitia a algumas mulheres ensinar e a outras não! Mas neste caso como poderia ter dito a Timóteo: “Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade” (1 Tim. 5:21)?

 

A alguns agrada contender, eis porque não se submetem à palavra de Deus.

 

Irmãs, quando a igreja está reunida, não vos pondes a falar com ninguém, mas permanecei em silêncio; caladas, “porque é indecente que as mulheres falem na igreja” (1 Cor. 14:35), diz Paulo; se quereis aprender alguma coisa não façam as vossas interrogações na assembleia, mas em casa aos vossos maridos, porque está escrito: “E se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos” (1 Cor. 14:35), portanto, “como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar, mas estejam sujeitas, como também ordena a lei” (1 Cor. 14:34).

Antes disse que à mulher não é permitido também de usar autoridade sobre o marido; vejamos portanto como uma mulher se deve comportar com o seu marido.

Paulo escreveu: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja; sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef. 5:22-24), e ainda: “A mulher reverencie o marido” (Ef. 5:33).

A Igreja é a esposa do Cordeiro e ela está sujeita ao seu cabeça que é Cristo Jesus, portanto como a Igreja mostra toda a submissão para com Cristo e não ousa usar autoridade sobre o Cristo de Deus, assim, da mesma maneira, a mulher deve estar submissa ao seu marido. De Sara está dito que “obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor” (1 Ped. 3:6); ela estava sujeita ao seu marido, mas não era uma escrava de seu marido, mas uma mulher livre, de facto está escrito que “Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre” (Gal. 4:22). Porque digo isto? Porque algumas mulheres consideram que antigamente as mulheres dos patriarcas eram tratadas e consideradas como escravas. As santas mulheres que esperavam em Deus estavam sujeitas aos seus maridos, e por este seu respeitoso comportamento foram rotuladas ‘escravas’. A razão pela qual hoje, muitas mulheres reputam que aquelas santas mulheres fossem escravas reside no facto de que para elas é absurdo, nesta era moderna, submeterem-se ao seu marido como fizeram elas. Hoje, o que deve ser normal para uma mulher fazer é feito passar por inadequado aos tempos, e ultrapassado; portanto não é de admirar ver tantas mulheres que não querem submeter-se ao seu marido. As que apelidam ‘escravidão’ a obediência e a submissão de Sara para com Abraão, não são mais que mulheres que se tornaram escravas de um perverso modo de pensar, e que para sair do laço em que foram presas se devem arrepender e obedecer à verdade. Vivemos no meio de uma geração corrupta e perversa que tem pervertido os caminhos direitos do Senhor, e aquilo a que se assiste é isto: surgiram muitos movimentos chamados ‘feministas’, os quais na prática, não fazem mais que combater contra Deus porque o objectivo a que se propõem se opõe à sã doutrina de Deus. Aquela que é chamada ‘a luta pela emancipação feminina’ não é mais que uma maquinação de Satanás para destruir o núcleo familiar. Algumas depois não sabem sequer que coisa significa ‘emancipar’. Ora, emancipar significa libertar da servidão, da sujeição; e a mulher, quando diz se querer emancipar não quer dizer mais nada senão que quer esquivar-se à reverência e à obediência que ela deve dar ao marido ou se não é ainda casada ao homem. Deus disse à mulher, depois que ela foi enganada e caiu em transgressão: “O teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” (Gen. 3:16); isto o disse Deus, o Criador de todas as coisas, e a mulher que é uma criatura pôs na cabeça que havia de anular a Palavra de Deus. Porventura conseguirá na sua empresa? De modo nenhum. Porventura esta sua luta trouxe melhoramentos ao seio da sociedade? De modo nenhum, antes as coisas neste mundo estão indo de mal a pior, e por aquilo que se vê, este esforço das mulheres de se emanciparem não está fazendo mais que acelarar o processo de distruição da família. Érro porventura se digo que hoje uma mulher submissa e obediente ao seu marido, é considerada uma tola e uma ignorante? Érro porventura se digo que as feministas nutrem um ódio particular para com a Palavra de Deus, porque ela contraria todas as suas pretensões? Érro porventura se digo que estão a aumentar os divórcios e as separações exactamente por culpa de todas as ideias perversas que embandeiram estes movimentos que são comandados pelo diabo? Hoje, a antiga serpente, isto é Satanás, continua a enganar as mulheres; ele começou a fazê-lo no jardim do Éden, e tem continuado a fazê-lo no curso dos séculos. Ele sabe como fazer; ele sabe que é suficiente fazer passar Deus por mentiroso, para fazer cair a mulher em transgressão. Que disse Deus a Adão? “No dia em que dela comeres (do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal), certamente morrerás” (Gen. 2:17); mas o que disse a serpente a Eva? “Certamente não morrereis” (Gen. 3:4), e ela creu, e comeu daquele fruto pensando não morrer, e as trágicas consequências da sua desobediência se continuam a ver depois de milhares de anos. Irmãs, eu vos exorto a obedecer à Palavra de Deus e a não vos iludirdes, pensando que a liberdade que vos propõem as feministas seja mesmo isso que faz por vós e pelas vossas famílias.

A verdadeira liberdade está no Senhor, porque está escrito: “Onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade” (2 Cor. 3:17); onde não há o Espírito de Deus, mas há o espírito deste mundo não há nenhuma liberdade, mas apenas sujeição ao pecado. Irmãs, quereis ser verdadeiramente livres? Permanecei na palavra de Cristo, porque Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31,32).

Filhas de Sião, sede dadas aos trabalhos domésticos para fazer com que o vosso marido encontre, quando ele volta cansado do trabalho, a casa limpa e em ordem e os seus indumentos lavados e passados, prontos a ser vestidos; fazei-lhe encontrar uma prato saboroso, a fim de recriar o seu espírito depois de um fatigante dia de trabalho; fazei-lhe bem e nunca mal, ele necessita de vós, vós sois a ajuda conveniente que Deus lhe fez e deu; respeitai-o e não o desprezeis (não façais como Mical, a mulher de Davi, que desprezou em seu coração Davi, seu marido, quando o viu saltar e a dançar diante do Senhor; a qual depois, “não teve filhos, até ao dia da sua morte” [2 Sam. 6:23]); mostrai-lhe com factos e em verdade que o amais; sede-lhe fiéis, não sejais conflituosas, não levanteis a voz contra ele; quando passar uma prova, permanecei ao seu lado para sustê-lo, e não façais como a mulher de Jó que quando viu seu marido sofrer lhe disse: “Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre!” (Jó 2:8,9); tende filhos e criai-os, porque esta também é uma boa obra da qual vós vos deveis revestir.

Agora vejamos porque à mulher não é permitido nem ensinar e nem de usar autoridade sobre o marido mas lhe está ordenado de permanecer em silêncio.

Paulo diz que é “porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1 Tim. 2:13,14). Antes de tudo vos recordo que “o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem” (1 Cor. 11:9), de facto, depois que Deus formou Adão, primeiro disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gen. 2:18), e depois formou, com uma costela que tirou ao homem, a mulher; o homem veio antes da mulher porque a mulher não foi formada no mesmo momento em que foi formado o homem, mas posteriormente à sua formação. Deus, operando desta maneira, quis demonstrar a prioridade do homem em relação à mulher. Mas há uma outra coisa a dizer, por amor da verdade; e é que, no jardim do Éden, não foi enganado Adão mas Eva. Paulo, confirma isso aos Coríntios, quando lhes diz: “A serpente enganou Eva com a sua astúcia” (2 Cor. 11:3); porque é que não está escrito que a serpente enganou Adão com a sua astúcia? Porque não é verdade que a serpente enganou Adão. Seja bem claro, Adão pecou quando comeu o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal conforme está escrito: “Mas eles transgrediram o concerto, como Adão; eles se portaram aleivosamente contra mim” (Os. 6:7), e ainda: “Pela ofensa de um morreram muitos” (Rom. 5:15); mas devemos dizer toda a verdade acerca do que sucedeu no jardim do Éden, dizendo que a serpente enganou Eva e não Adão, de facto quando Deus disse à mulher: “Porque fizeste isto?” (Gen. 3:13), a mulher respondeu: “A serpente me enganou, e eu comi” (Gen. 3:13). Como podeis ver, foi a própria mulher a reconhecer de ter sido enganada. Eu estou convencido que ainda hoje no seio da Igreja de Deus, alguns homens desobedecem aos mandamentos de Deus por causa de mulheres enganadas pela antiga serpente que com as suas palavras doces e lisonjas conseguem levá-los a andar por caminhos tortuosos, e sabeis o que acontece então? Surge a confusão.

Porque é que muitas mulheres não querem mais estar sujeitas aos seus maridos em todas as coisas? Porque é que não querem ser mais dadas aos trabalhos domésticos? Porque é que não querem mais ter filhos, ou se querem, dizem com muita arrogância: ‘Não mais do que um ou dois!’? Porque é que em vez de fazer aquilo que Deus lhes mandou fazer, querem fazer e fazem mesmo aquilo que não lhes é permitido fazer? Porque a serpente com a sua astúcia conseguiu enganá-las.

 

A mulher salvar-se-á dando à luz filhos, se permanecer na fé, no amor, e na santificação com modéstia

 

Depois de ter dito que Adão não foi enganado, mas a mulher, tendo sido enganada, caiu em transgressão, Paulo diz: “Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer na fé, no amor e na santificação com modéstia” (1 Tim. 2:15). Mas o que significa que a mulher salvar-se-á dando à luz filhos? Significa que ela será salva depois de ter dado à luz filhos. Estai atentos que estas palavras não significam que uma mulher estéril que não pode ter filhos, quando morrer irá para o inferno! E nem ainda que se uma jovem mulher morre sem ter tempo de dar à luz filhos, irá para inferno! Se uma mulher crente para ser salva deve forçosamente ter filhos, isso significaria que todas as mulheres seriam obrigadas a casarem-se para ter filhos, mas nós sabemos que existem virgens que permanecem por toda a sua vida nesta condição, isto é, não se casam, porque o seu pai determinou guardá-la virgem e não dá-la em casamento (como diz Paulo aos Coríntios). Que devemos dizer então destas mulheres? Que não serão salvas porque não tiveram filhos? Assim não seja.

Antes de tudo é necessário dizer que Paulo não disse que a mulher salvar-se-á se der à luz filhos, mas ‘dando à luz filhos’, e logo depois explica a que condições ela será salva, dizendo: “Se permanecer na fé, no amor e na santificação com modéstia” (1 Tim. 2:15); este ‘se’ no início da frase explica claramente o que deve fazer qualquer mulher crente, seja casada ou não casada, para ser salva: Ela deve permanecer na fé, no amor, e na santificação feita no temor de Deus.

“Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos” (1 Tim. 2:15), significa que Deus quer que a mulher casada tenha filhos; o próprio Paulo a Timóteo disse: “Quero pois que as mais novas se casem, tenham filhos…” (1 Tim. 5:14), e isto confirma que aquela que se casa deve querer ter filhos e dá-los à luz. Digo que deve querer, porque existem algumas mulheres que não querem ter filhos.

O repito: Deus quer que a mulher dê à luz filhos, de facto Deus disse ao homem e à mulher, no princípio da criação: “Frutificai e multiplicai-vos” (Gen. 1:28). Agora, alguém dirá: ‘Irmão, mas tu estás falando de palavras que não se referem ao casal moderno, porque elas remontam há demasiado tempo atrás, quando ainda a terra tinha necessidade de ser povoada; agora, não há necessidade de multiplicar para encher a terra, porque ela está já demasiado cheia segundo os cálculos feitos!’ Antes de tudo digo-vos que não é como vós dizeis, porque a palavra de Deus é viva e permanente, e depois, se é assim como vós dizeis, não compreendo porque não aceitais estas palavras de Deus mas aceitais as que dizem: “Deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gen. 2:24), as quais foram também elas pronunciadas por Deus depois de ter feito o primeiro homem e a primeira mulher.

Agora quero vos dizer uma coisa: Nós não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça, mas isso não significa que a lei não é mais boa para nada, porque Paulo diz a Timóteo: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas, e matricidas, para os homicidas, para os fornicários, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina” (1 Tim. 1:8-10). Ora, se alguém vos pergunta: ‘Um homem pode ter relações carnais com outro homem?’, vós lhe respondeis que não porque está escrito na lei: “Com varão te não deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Lev. 18:22), e fazeis bem em responder-lhe desta maneira servindo-vos da lei. Se um outro vos pergunta: ‘Um homem pode ter relações carnais com uma mulher que não é a sua mulher?’ vós lhe respondeis que não porque está escrito na lei: “Deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gen. 2:24), e também neste caso fazeis bem em responder-lhe desta maneira servindo-vos da lei. Mas agora eu vos pergunto: ‘Mas se alguém vos pergunta: ‘É justo impedir a concepção para não ter filhos ou para não ter mais que um certo número? Que lhe respondeis? Se impedir a concepção é uma coisa contrária à sã doutrina, deve forçosamente estar escrito alguma coisa na lei que diga ou demonstre que não é justo fazê-lo diante de Deus. Eu não uso a lei para vos impor a observância do sábado, de luas novas, de festas judaicas, ou para vos impor o pagamento do dízimo, ou para vos fazer observar práticas relativas a alimentos, porque se o fizesse usaria a lei de maneira ilegítima e a minha consciência me repreenderia, mas eu uso a lei para vos demonstrar como impedir a concepção é uma coisa contrária à sã doutrina de Deus. Quero recordar-vos que mesmo, o apóstolo Paulo, escrevendo aos Gentios em Cristo, fez uso da lei de Moisés, mas fez um uso legítimo e sábio para confirmar a sã doutrina e não para fazer cair os Gentios novamente debaixo da escravatura da lei. Por exemplo; quando escreveu aos Coríntios, para confirmar que “ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Cor. 9:14), ele citou a lei, dizendo: “Na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão” (1 Cor. 9:9; Deut. 25:4). Quero recordar-vos também que Jesus Cristo, quando os Fariseus lhe perguntaram se era lícito ao marido deixar a mulher por uma qualquer razão, respondeu-lhes citando a lei, de facto disse-lhes: “Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulhar, e serão dois numa só carne?” (Mat. 19:4,5; Gen. 2:24). Quando depois os Fariseus lhe perguntaram porque Moisés mandou dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la, Jesus disse-lhes: “Moisés por causa da dureza dos vossos corações vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim” (Mat. 19:8). Jesus, para demonstrar aos Fariseus que deixar a própria mulher por qualquer razão, tirando pela razão de fornicação, era fazê-la adúltera, citou as palavras que Deus proferiu no princípio da criação. Se sobre um assunto tão importante Jesus citou as palavras que Deus proferiu no princípio da criação para explicar que no princípio não era permitido dar carta de divórcio à própria mulher e repudiá-la, considero que para demonstrar que impedir a concepção para não ter filhos é uma violação da lei de Deus, portanto pecado, nós devemos citar o que Deus disse no princípio. Ele disse ao homem e à mulher: “Frutificai e multipicai-vos” (Gen. 1:28); esta ordem a dirigiu a ambos, portanto não importa se quem quer impedir a concepção e não ter filhos é apenas o homem ou apenas a mulher, ou ambos juntamente, porque quem a transgredir atrai a si a ira de Deus. Sim irmãos, a lei é feita para tudo o que for contrário à sã doutrina, e também o não querer filhos é coisa contrária à sã doutrina.

A Escritura relata um facto acontecido no tempo de Jacó, que está escrito para nosso ensinamento; isto aconteceu ainda antes que a lei fosse promulgada sobre o monte Sinai. Está escrito: “Judá tomou para Er, o seu primogênito, uma mulher, por nome Tamar. Ora, Er, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o matou. Então disse Judá a Onã: Toma a mulher de teu irmão, e cumprindo-lhe o dever de cunhado, suscita descendência a teu irmão. Onã, porém, sabia que tal descendência não havia de ser para ele; de modo que, toda vez que se unia à mulher de seu irmão, derramava o sêmen no chão para não dar descendência a seu irmão. E o que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que o matou também a ele” (Gen. 38:6-10).

Notai que está escrito claramente que Onã impedia a concepção derramando o sêmen no chão, o que demonstra que impedir a concepção é uma coisa que remonta há muito tempo atrás. Onã não queria dar filhos a Tamar, e por isso Deus o matou. Paulo, depois de ter falado dos homens que não consideraram o conhecimento de Deus, diz que “os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem” (Rom. 1:31); portanto se Deus estimou que Onã era digno de morrer por aquilo que fazia, isso significa que a sua transgressão foi grave. Notai uma outra coisa, que as palavras: “O que ele fazia era mau aos olhos do Senhor” (Gen. 38:10), são muito semelhantes às que estão trancritas no livro de Samuel, depois do relato do adultério de Davi e do homicidio do qual ele se fez culpado matando o marido de Bate-Seba, de facto está escrito: “Porém esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor” (2 Sam. 11:27). Também isto deveria fazer-vos reflectir sobre a gravidade de impedir a concepção.

Está escrito nos salmos: “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão dum homem valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta” (Sal. 127:3-5). O que são os filhos? São uma herança que vem do Senhor; enquanto “a casa e os bens são uma herança dos pais” (Prov. 19:14), os filhos são uma herança que vem de Deus porque eles são dados por Deus. Ter filhos não significa ser azarado, mas significa receber uma herança preciosa de Deus. Muitos estão felizes e dispostos a receber uma herança dos pais ou dos avós, como casas, terrenos e riquezas, mas não estão de modo nenhum dispostos a receber em herança de Deus os filhos; alguns porque não os querem mesmo, outros ao invés porque não querem ultrapassar o limite consentido; mas não o limite consentido pela lei desta nação ou pela lei do Senhor, (que não existe) mas o consentido pelo orgulho e pelo egoísmo que há neles.

“O fruto do ventre o seu galardão” (Sal. 127:3); mas dizei-me: ‘Sabeis o que é um galardão? O galardão é um prémio, é uma recompensa, é um sinal de honra dado a quem fez uma acção corajosa ou a quem se distinguiu numa competição desportiva. Mas o que pensais que é um galardão? Uma desonra para quem o recebe? Quem é galardoado é honrado, é louvado, é respeitado pelo seu próximo: no mundo os que se distinguem na guerra pelo seu heroísmo, os que nas competições desportivas se distinguem com os melhores resultados são galardoados, e quando são galardoados se comovem e alguns deles chegam a chorar diante de todos pela alegria; ora ao invés, se uma mulher fica grávida do seu marido em vez de bendizer a Deus e de gozar de grande alegria, começa pelo desgosto a chorar, começa a maldizer o seu próprio marido e o dia em que se casou. Mas não vos dais conta do quanto é perversa uma tal conduta?

Os filhos da mocidade são como flechas na mão de um valente; sabeis o que são flechas? Sabeis para o que servem as flechas na mão de um arqueiro? As flechas são instrumentos de guerra que o arqueiro usa na guerra contra os seus inimigos. Quando um arqueiro vai para a guerra se certifica que a sua aljava esteja cheia de flechas porque se a levasse vazia como guerrearia contra os seus inimigos? As flechas são importantes para um guerreiro, têm um grande valor pelo uso que lhes dá, e quanto mais as tem mais seguro se sente. Irmãos, os filhos são como as flechas na mão de um valente, portanto são úteis e preciosos, mas não apenas quando são poucos mas também quando são muitos (“Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava!” [Sal. 127:5]).

Certo, é Deus que estabelece o número de filhos a dar a um casal, porém por parte do casal não deve ser mostrada nenhuma oposição a Deus, que é aquele que os dá.

Sabei além disso que quando uma mulher fica grávida do seu marido, é visitada por Deus, e isto o ensina a Escritura, de facto ela diz que “o Senhor visitou a Sara” (Gen. 21:1) e que “visitou, pois, o Senhor a Ana, e concebeu, e teve três filhos e duas filhas” (1 Sam. 2:21). Ser visitado por Deus é uma coisa bela e maravilhosa, mas não ser visitado por Deus é uma coisa triste, muito triste.

Uma coisa horrenda é perpetrada no seio do povo de Deus; homens e mulheres mediante operações cirúrgicas se fazem esterilizar para não ter um número de filhos superior à média, e para, como dizem eles, ‘estar seguros’. Mas seguros do quê? Qual é o perigo de morte do qual vos quereis pôr em segurança? Qual é a catástrofe pela qual não quereis ser atingidos? Mas como é possível que crentes se ponham ao mesmo nível das meretrizes e dos homens que se prostituem? Aqueles que assim fazem foram seduzidos pela serpente e não se põem de modo nenhum em segurança, porque só o “justo se sente seguro como o filho do leão” (Prov. 28:1). Vos exorto a despertarem do sono em que estais caidos e a reprovar estas obras infrutuosas das trevas.

A vós agora que dizeis: ‘A vida é cara, os filhos custam e nós não podemos permitir-nos a ter muitos filhos!’ É verdade que para manter os filhos é preciso dinheiro, mas creis que Deus não saiba isso? Creis porventura que Deus não possa suprir a todas as necessidades de uma família numerosa? A mão do Senhor está porventura encolhida?

“Deus multiplicou grandemente o seu povo” (Sal. 105:24) no Egipto, depois que o tirou da terra do Egipto e o levou por quarenta anos a atravessar um deserto árido, cheio de serpentes e de escorpiões; e cuidai que com base no recenseamento dos Israelitas feito no deserto, o número dos homens de vinte anos para cima era de seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta, sem contar as mulheres e as crianças. Ora, a Escritura ensina-nos que Deus conseguiu suprir a todas as necessidades daquela grande multidão no meio de um deserto árido, não lhes fazendo faltar nada pelo espaço de quarenta anos de facto Moisés disse a Israel, antes que este entrasse na terra de Canaã: “Estes quarenta anos o Senhor teu Deus esteve contigo, e coisa nenhuma te faltou” (Deut. 2:7). Portanto, se Deus com o seu poder supriu a todas as necessidades de um povo inteiro no meio de um deserto por quarenta anos, nós cremos que Ele, hoje, é poderoso para suprir a todas as necessidades de uma família numerosa. Paulo escreveu aos Filipenses: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (Fil. 4:19); não está escrito: ‘Só a certas necessidades, e não a todas, porque são demasiadas’, mas: “Todas as vossas necessidades” (Fil. 4:19); portanto tende confiança em Deus e nas suas fiéis promessas, não duvideis da sua fidelidade. Recordai-vos que no deserto, durante aqueles quarenta anos, não houve um só Israelita que morreu de fome ou de sede, porque Deus “fez chover sobre eles maná para comerem, e deu-lhes do trigo dos céus” (Sal. 78:24), e “fez sair fontes da rocha” (Sal. 78:16). Recordai-vos daquilo que disse Asa a Deus, quando se encontrou na angústia: “Ó Senhor, para ti não há diferença entre o dar socorro a quem está em grande número, e o dá-lo a quem está sem força..” (2 Cron. 14:11), para que entendais que para o nosso Deus não há diferença entre ajudar uma família numerosa e uma família pequena.

Tomemos por exemplo Jó, o qual teve sete filhos e três filhas, do qual Deus deu testemunho que era um homem integro que temia a Deus e fugia do mal. Alguns sustentam que Jó gerou muitos filhos porque a isso se podia permitir sendo muito rico e sem problemas económicos. Mas isto não é verdade, porque Jó gerou muitos filhos porque temia a Deus e o seu castigo o atemorizava. Hoje existem pessoas muito ricas que não temem a Deus e não querem ter filhos ou querem apenas um e basta, enquanto existem pessoas pobres que temem a Deus e têm muitos filhos. E irmãos, mas a causa destes problemas económicos qual é? A Escritura diz que “necessidade padecerá o que ama os prazeres ” (Prov. 21:17); certo é que se alguém gasta os seus rendimentos, em vez de comprar coisas necessárias e úteis, a comprar coisas inúteis porque é amante do mundo e dos prazeres da vida, então sim será necessitado e com sérios problemas económicos…mas por culpa sua. Se alguém trabalha honestamente e administra com justiça os seus rendimentos haverá pão para saciar-se com toda a família. Se começardes a renunciar a muitas mundanas concupiscências a que ainda não quereis renunciar e a muitos prazeres da vida a que ainda vos dais, vos apercebereis de poder ter à disposição mais do que aquilo que tendes. Se começardes a vos deixar acomodar pelas coisas humildes e deixardes de ambicionar coisas altas estou convicto que experimentareis uma maior abundância que serviria para vós mesmos e aos necessitados dentre os santos.

E agora a vós que dizeis: ‘Mas se fizermos muitos filhos, temos medo que a gente do mundo diga de nós que somos como os animais!’ Antes de tudo não deveis por nada atemorizar-vos pelos insultos que poderão dirigir-vos algumas pessoas em ver-vos fazer muitos filhos; mas depois, mesmo se as gentes vos insultassem e vos escarnecessem porque fazeis muitos filhos, bem-aventurados vós! Pedro disse: “Nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios…” (1 Ped. 4:15); portanto como ter muitos filhos não é um crime punido por Deus e nem pelas leis desta nação, não vejo de que coisa é necessário ter medo. Eu sei que, sobre a terra “há justos que são tratados como se tivessem feito as obras dos ímpios” (Ecl. 8:14), mas vos recordo que este tratamento o recebem de homens cheios de injustiça, e não certamente de Deus.

Uma coisa é certa: A Escritura diz dos que têm muitos filhos: “Não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta” (Sal. 127:5).

Se vós pensais que gerar muitos filhos segundo a carne é errado, então pensais que também é errado gerar muitos filhos em Cristo Jesus pelo Evangelho! Mas quando vos dareis conta de terdes dado ouvidos à mentira e não à verdade! Esperamos que lendo estas palavras sejais persuadidos por Deus e reconheçais a verdade.

Do ponto de vista espiritual, vós sabeis que nós crentes em Cristo Jesus gerados por Deus Pai pela Palavra da verdade, temos uma mãe, que é a Jerusalém de cima, conforme está escrito: “Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é nossa mãe” (Gal. 4:26). Nós, quando nos arrependemos dos nossos pecados e cremos no Evangelho fomos dados à luz pela nossa mãe que é livre. Nós somos os seus filhos porque fomos libertados do pecado e feitos livres. Mas quantos são os filhos da livre, daquela que por muito tempo foi estéril, mas a seu tempo deu à luz? Muitos, porque a Escritura diz: “Porque mais são os filhos da desolada do que os da que tem marido” (Gal. 4:27; Is. 54:1); por isso está escrito: “Alegra-te, estéril, que não dás à luz; esforça-te e clama, tu que não estás de parto!” (Gal. 4:27; Is. 54:1). Sabeis o que aconteceu no céu no dia que a nossa mãe nos deu à luz e pela graça de Deus nascemos do alto? Aconteceu que os anjos de Deus se alegraram (porque Jesus disse: “Há alegria diante dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende” [Lucas 15:10]); a nossa mãe se alegrou; e Deus também se alegrou, conforme está escrito: “Ele se deleitará em ti com alegria… regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sof. 3:17); alguém dirá: ‘Mas o que queres dizer com isto?’ Quero dizer: ‘Alegremo-nos quando virmos as famílias dos crentes multiplicar, porque está escrito nos salmos: “Ele..multiplica as famílias como rebanhos. Os retos vêem isto e alegram-se, mas toda a iniquidade fecha a boca” (Sal. 107:41,42). Também a iniquidade fala, mas tem a boca fechada, enquanto a sabedoria que desce do alto fala e grita sem que ninguém possa lhe fechar a boca, porque diz a verdade.

Irmãs em Cristo, termino, exortando-vos a perseverar na fé, no amor, e a continuar a vos santificardes com modéstia até ao fim, “porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Ped. 1:11). A Ele seja a glória eternamente. Amen.

 

A ti que queres emancipar-te

 

A ti irmã que queres emancipar-te (como te sugeriram de fazer as mulheres altivas): tu procuraste e encontraste um trabalho secular de que não tens absolutamente necessidade porque não queres que seja o teu marido a comprar-te as coisas de que necessitas com o dinheiro que ganha, porque o consideras uma desonra para ti mulher, e porque queres também tu ter dinheiro numa conta tua no banco para o poderes gerir como tu queres, sem que ninguém abra a boca a respeito, e poder dizer: ‘É meu ganhei-o eu!’, e porque começaste a ambicionar roupas de marca, provocantes e luxuosas que te fazem sentir (como dizes agora também tu) ‘mais mulher’. Te deixaste seduzir porque vais dizendo: ‘Quero realizar-me’, e ainda não te apercebeste que esta tua realização a estás seguindo sendo rebelde a Deus e não obedecendo-lhe. Te puseste a fazer as coisas não necessárias e desprezas as coisas necessárias, que tu irmã deves fazer para o teu bem, para o do teu marido e para o da família; voltas do trabalho cansada, irritada e sabendo que tens que cozinhar, lavar e passar a ferro e fazer outras coisas úteis, te pões a murmurar, não fazes mais as coisas alegremente como outrora, mas com má vontade e ousas também dizer ao teu marido que deve fazer ele os trabalhos domésticos; o ritmo da tua vida tornou-se frenético, tens demasiadas coisas para fazer; estás sobrecarregada de trabalho, em fazer filhos não queres nem sequer pensar e quando deles ouves falar e os vês nascer aos outros procuras fingir que nada se passa, tornaste-te altiva, caminhas a passos curtos, de pescoço emproado, sobre tacões altos. Desprezas o teu marido, os teus filhos e a tua casa porque te quiseste carregar de coisas que poderias não fazer; porventura o teu marido, te disse muitas vezes: ‘Vou eu trabalhar, tu ficas em casa, não há necessidade que te ponhas a trabalhar também tu, conseguimos na mesma fazendo assim’, mas tu não quiseste fazer uma vida modesta na simplicidade; começaste a ler as revistas de moda, começaste a querer ir fazer férias nos locais famosos, quiseste uma casa moderna com mobília moderna e custosa porque movida de inveja pelos teus soberbos vizinhos e pelas tuas amigas altivas, e para fazer tudo isso era preciso muito mais dinheiro do que aquele que ganhava o teu marido. Arrepende-te, obedece a Deus e receberás o bem e farás feliz o teu marido.

 

Fonte

 

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