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um Cristão que não fala em outras línguas não tem o Espírito Santo?

Não, não é verdade e o demonstraremos logo mediante as Escrituras. Antes de tudo porém é necessário fazer esta premissa. Quando se ouve dizer a alguns Cristãos que quem não fala em outras línguas não tem o Espírito Santo, não se deve entender esta frase no sentido que quem não fala em outras línguas não tem de modo algum o Espírito Santo ou que não está salvo, mas só que ele ainda não recebeu o batismo com o Espírito Santo que é uma experiência subsequente ao novo nascimento. Estes Cristãos não querem pois dizer que um crente que não fala em outras línguas não está salvo ou que não é um filho de Deus, na maneira mais absoluta. Permanece todavia verdade que eles usam uma expressão imprópria, ou melhor, errada, porque ela dá a entender que quem não fala em outras línguas não é um filho de Deus. E que muitos entendem esta expressão desta maneira, vê-se pela reacção de muitos crentes que ouvindo dizer uma semelhante frase em relação a eles, como eles ainda não falam em outras línguas, se zangam sentindo-se ofendidos. A referida expressão deve ser pois rejeitada mesmo se por alguns não é usada para dizer uma coisa errada.

Há porém outros que quando usam esta expressão querem dizer mesmo que quem ainda não fala em outras línguas não tem o Espírito Santo pelo que não é ainda de Cristo, e por isso está ainda perdido. Eu demonstrarei a falsidade desta afirmação com este sentido. Para fazer isso porém é preciso antes de tudo explicar o que é falar em outras línguas; uma vez isto explicado será mais fácil perceber a falsidade da referida afirmação.

Ora, segundo quanto ensina a Escritura o falar em outras línguas é um fenómeno espiritual produzido pelo Espírito Santo no crente quando este é batizado (por Cristo) com o Espírito Santo, em outras palavras quando o crente é cheio de Espírito Santo. Que ser batizado com o Espírito Santo e ser cheio com o Espírito Santo é a mesma experiência é confirmado pelo facto de antes de Jesus ascender ao céu ter dito aos seus discípulos que dentro de não muitos dias seriam batizados com o Espírito Santo (cfr. Actos 1:5) e depois, poucos dias depois quando se cumpriu esta promessa de Cristo eles terem sido cheios de Espírito Santo conforme está escrito: “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Actos 2:1-4). Ora, o que aconteceu quando eles foram cheios de Espírito Santo? Eles começaram (o que significa que antes isto não acontecia) a falar em outras línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Eis pois aparecer pela primeira vez o falar em outras línguas na vida dos discípulos do Senhor. Estabelecido que falar em outras línguas segue imediatamente o enchimento de Espírito Santo, é evidente que ele é um sinal que testifica que o crente experimentou o enchimento de Espírito Santo. Se pois este fenómeno espiritual falta, isso quer dizer que ainda o crente em questão não está ainda cheio de Espírito Santo ou batizado com o Espírito Santo. Surge portanto a pergunta; ‘Mas então este crente que ainda não fala em outras línguas não tem ainda o Espírito Santo porque não está cheio dele?’ Não, aqui é necessário fazer uma precisão, não é que ele não tenha o Espírito Santo, ele não está é cheio dele, o que é diferente. Façamos um exemplo; se eu digo que o meu copo não está cheio de água, não quero certamente dizer com isto que dentro dele não há uma gota de água, mas só que não há suficiente água no interior para podê-lo definir cheio. Há portanto um pouco de água, mas não até cima ou quase. A mesma coisa vale para um cristão que ainda não está cheio de Espírito Santo, ele tem uma certa medida de Espírito Santo mas não está ainda cheio dele. E que o crente que ainda não está batizado com o Espírito Santo, ou cheio de Espírito Santo, tem uma medida de Espírito Santo nele é testificado pelo facto dele se sentir ser de Cristo, ser um filho de Deus e de facto chama a Deus Pai. Como pode ter esta segurança no seu interior? Em virtude do testemunho do Espírito Santo que está no seu coração. Paulo explica isto aos Romanos quando diz: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adopção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rom. 8:15-17). Assim sendo, o crente não ainda cheio de Espírito Santo, é de Cristo, é um filho de Deus, e isso em virtude daquela medida de Espírito Santo que está nele desde o momento em que creu. Se ele não tivesse sequer esta medida de Espírito Santo, então sim não seria de Cristo conforme está escrito: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rom. 8:9), mas dado que Ele a tem porque no momento em que se arrependeu dos seus pecados e creu em Cristo o Espírito Santo veio numa certa medida habitar nele, então ele é de Cristo.

A este ponto é espontânea a pergunta: ‘Se ele tem na mesma uma certa medida de Espírito Santo, para que lhe serve o batismo com o Espírito Santo?’ ou em outras palavras: ‘O que tem mais do que ele um crente que está cheio de Espiríto Santo?’ A resposta é a seguinte: o batismo com o Espírito Santo lhe é necessário para receber poder do alto porque Jesus disse aos seus a respeito do batismo com o Espírito Santo que receberiam: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra” (Actos 1:8). Eis pois o que distingue quem recebeu o batismo com o Espírito Santo de quem ainda não o recebeu, o poder. Sobre isto não há a mínima dúvida. E as línguas? Evidentemente também as línguas serão um sinal que distinguirá o crente cheio de Espírito Santo daquele que não o está ainda. Mas a este ponto é necessário explicar uma coisa sobre as línguas, mais precisamente sobre a sua utilidade que nunca é quase dita, a saber, que quem fala em outra língua fala a Deus (cfr. 1 Cor. 14:2). E o que diz a Deus? O apóstolo Paulo explica que ele em espírito fala mistérios (cfr. 1 Cor. 14:2). E de que espécie são estes mistérios ele o explica quando faz perceber que ele ora e intercede em outra língua, dá graças a Deus em outra língua, canta em outra língua. Não importa se o crente fala numa só outra língua estrangeira ou em várias línguas estrangeiras (neste caso ele tem também o dom da diversidade de línguas), o crente fala a Deus. É útil falar a Deus? Certamente que o é. Neste caso o crente intercede pelos santos em outra língua pedindo a Deus coisas por meio do Espírito Santo (a ele desconhecidas mas conhecidas pelo Espírito), dá graças a Deus pelos seus benefícios, canta os seus louvores em línguas estrangeiras com palavras espirituais. Tudo isto pois acontece pelo Espírito Santo por boca do crente; tudo isso em outra língua, sim, em outra língua. Quem pode dizer que estas coisas não são úteis? Ninguém. Portanto a falta da capacidade de falar em outras línguas não faz mais do que não permitir ao crente orar em outra língua, cantar em outra língua, dar graças em outra língua. Alguém porventura dirá: ‘Mas para mim chega orar e interceder, dar graças e cantar a Deus em português de modo que percebo tudo’. Irmão, esse falar não é correcto, porque se Deus quis providenciar aos seus filhos a maneira para lhe orar, lhe dar graças, e lhe cantar em outra ou outras línguas, não se pode dizer que chega falar a Deus em português. E cuida bem que quem estabeleceu isto foi Deus, aquele mesmo Deus que fez todas as coisas com a sua infinita sabedoria. Seria como dizer que eu posso andar também só com uma perna! Não digo que não possa andar na mesma, arranjo muletas e andarei também eu. Mas certamente não poderei correr, não terei as mesmas capacidades de quem tem duas pernas. Portanto, se quiseres, tu podes também continuar a orar, dar graças a Deus e cantar a Deus só em português, mas certamente terás limites, porque além de um limite não poderás ir, coisa que ao contrário poderá quem fala em outra língua.

Portanto, não é a pertença a Cristo que distingue quem fala em outras línguas pelo Espírito de quem ainda não fala em línguas; não é a salvação pelo que o primeiro a possui enquanto o segundo não, mas uma outra coisa, isto é, o poder e a capacidade de orar, dar graças e cantar em outra língua, em outras palavras o orar, dar graças e cantar pelo Espírito.

A correcta expressão pois a usar em relação aos irmãos que ainda não falam em outras línguas é: ‘Estes irmãos ainda não estão batizados com o Espírito Santo pelo que ainda não receberam poder do alto, e a capacidade de orar, dar graças e cantar a Deus em outras línguas pelo Espírito Santo. Naturalmente também esta expressão dará fastio a alguém que ainda não está batizado com o Espírito Santo, mas neste caso ela é verdadeira.

Termino de responder a esta pergunta dizendo quanto segue: quem está batizado com o Espírito Santo não está mais salvo do que quem ainda não está batizado com o Espírito; quem está batizado com o Espírito não é mais importante aos olhos de Deus do que quem ainda não o está; quem está batizado com o Espírito não é um crente de primeira categoria enquanto quem não está ainda batizado é de segunda categoria; o primeiro e o segundo são ambos irmãos, devem-se acolher em Cristo e respeitar, amar e ajudar. Quem está já batizado com o Espírito Santo deve porém dizer a verdade também sobre esta parte do conselho de Deus, a saber, que quem não fala em outra língua não está ainda batizado com o Espírito; isto o deve dizer a custo de ofender quem ainda não fala em outra língua.

 

 

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