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se Deus no segundo mandamento proibiu a fabricação de imagens de todas as coisas que há no céu e na terra, como é que no véu do lugar santíssimo foram representados dois querubins?

A segunda questão é: se Deus no segundo mandamento proibiu a fabricação de imagens de todas as coisas que há no céu e na terra, como é que no véu do lugar santíssimo foram representados dois querubins? Sabe-se que essas imagens não eram adoradas, estaria então também justificada a falsa resposta dos católicos fazendo a famigerada subtileza entre adoração e veneração dirigida aos Santos, aos mortos e a Nossa Senhora? E estaria também justificada da parte católica a produção de imagens e esculturas postas, depois, em casa e nos lugares destinados ao culto como o exemplo do lugar Santíssimo?

Respondo a estas tuas perguntas, fazendo-te notar antes de tudo três substanciais mas fundamentais diferenças entre as esculturas dos dois querubins feitas na arca santa e as esculturas feitas pelos Católicos romanos dos seus santos, de Maria, etc. A primeira diferença é que enquanto os querubins presentes no lugar santíssimo, eram esculturas ordenadas por Deus, as que fazem os Católicos romanos não são, de modo algum, ordenadas por Deus. Quando, com efeito, Deus ordenou a Moisés para dizer aos filhos de Israel que lhe construíssem um santuário disse-lhe entre outras coisas: “Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim na extremidade de uma parte, e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório, fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel” (Ex. 25:18-22). Portanto há uma ordem divina, Moisés ouviu essas palavras e, consequentemente, obedeceu. A segunda diferença é que os dois querubins mandados construir por Deus não foram construídos para serem postos num lugar público, aberto a todos, onde qualquer um poderia vê-los e ser induzido a prostrar-se diante deles para adorá-los. De facto, os dois querubins foram postos sobre o propiciatório da arca santa a qual foi posta no lugar santíssimo onde podia e devia entrar só o sumo sacerdote uma vez por ano para fazer a aspersão do sangue dos animais oferecidos pelos pecados dos sacerdotes e do povo (cfr. Lev. 16:14-15). As estátuas e as imagens da Igreja Católica Romana são, pelo contrário, postas por toda a parte para receberem a saudação, a veneração e a adoração dos Católicos romanos. A terceira diferença por fim é que os querubins ordenados por Deus não foram por ele ordenados para que o povo os servisse e lhes rendesse uma qualquer forma de culto, enquanto as imagens e as esculturas ordenadas pela teologia católica, são feitas para lhes render um verdadeiro e próprio culto; que não importa como é chamado, permanece um culto e por isso uma coisa abominável para Deus.

Por quanto respeita aos dois querubins representados no véu que dividia o santuário do lugar santíssimo (cfr. Ex. 26:31-33), deve ser dito que além de terem sido ordenados por Deus como no caso das esculturas, eram vistos só pelo sumo sacerdote quando entrava tanto no lugar santíssimo como no santuário para celebrar os serviços sagrados que Deus lhe tinha ordenado celebrar, e pelos sacerdotes quando entravam no santuário também eles para celebrar os serviços sagrados. O povo portanto, dado que não podia entrar nem no santuário nem no lugar santíssimo não podia vê-los e ser induzido a prestar-lhes uma qualquer forma de culto. Deus fez portanto que ao povo fosse negada a vista também dos dois querubins no véu que dividia o santuário do lugar santíssimo. Que Deus achou por bem negar ao povo a vista destes dois querubins artisticamente trabalhados é confirmado pelo facto de a cortina da porta da tenda Deus ter ordenado fazê-la “de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido, de obra de bordador” (Ex. 26:36), mas sem os dois querubins artisticamente trabalhados como no caso da cortina divisória entre o santuário e o lugar santíssimo (cfr. Ex. 36:35 com Ex. 36:37). E esta cortina da porta era bem visível a quem dentre o povo vinha aos sacerdotes para oferecer uma oblação, ou um sacrifício de acções de graças ou um holocausto ou um sacrifício pelo pecado; porque estas ofertas deviam ser trazidas à porta da tenda da congregação.

Além disso ainda para confirmação disto, te faço notar que também na cortina para a porta do pátio, que era de fio azul, púrpura, carmesim, e de linho fino torcido (cfr. Ex. 38:18 e 27:16), Deus não ordenou pôr querubins, e como tu sabes esta cortina estava debaixo dos olhos de todo o povo que estava acampado segundo a sua tribo de pertença em torno do tabernáculo.
E poderia prosseguir dizendo-te que também nas vestes do sumo sacerdote e dos sacerdotes, Deus não ordenou bordar os querubins (cfr. Ex. 28:1-43)

Todas estas diferenças existentes entre as esculturas e as imagens dos dois querubins, e as da tradição papista, me levam portanto a reiterar que as estátuas e as imagens papistas são proibidas por Deus, são uma abominação na sua presença, e que aqueles que se prostram diante delas e lhes rendem uma qualquer forma de culto são idólatras que não herdarão o reino de Deus. Não se podem de nenhuma maneira justificar as estátuas e as imagens da Igreja Católica Romana com as esculturas e as representações dos querubins ordenadas por Deus.

Mas por qual razão estas últimas foram ordenadas por Deus? Se considerarmos que está escrito que Deus “está entronizado sobre os querubins” (Sal. 99:1; cfr. Is. 37:16 e Ez. 10:1-22), considero que foi para lembrar aos seus sacerdotes onde estava o seu trono no céu, isto é, sobre os querubins.

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