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O testemunho de um ex-padre

carlo-fumagalliEis como o irmão Fumagalli que foi padre católico por diversos anos, e portanto tinha recebido a ordenação por parte do bispo com base no sacramento da ordem, fala do seu passado na igreja católica e o que diz a propósito da maneira em que conheceu o Senhor (Estas suas palavras as transcrevi de um registo sonoro em audiocassete).

O Senhor ‘operou uma grande, uma grande coisa na minha vida, me salvou, me fez um seu filho, e me encheu de vida, o meu coração de alegria, de paz, o que nunca tinha tido na minha vida. Eu fui padre católico por quinze anos, portanto aprendi, estudei todas as doutrinas católicas, mas não só, como padre tinha sido enviado para o seminário por dois anos, eu fui professor do seminário por cinco anos, fui director espiritual de seminário por dois anos, abri um colégio teológico em Londres, mas a minha vida estava na escuridão e nas trevas e apalpava na escuridão. Recordo que depois de ter sido ordenado padre tinha guardado aqueles livros com os quais tinha estudado por longos anos, todos os livros, grossos livros, escritos em latim de teologia, de dogmática, de moral e sentia como que dentro de mim uma voz que me dizia: ‘Mas não te dás conta que muitas coisas que estão escritas nesses livros não podem ser verdadeiras?’ O Senhor estava já falando ao meu coração mesmo se estava cego, mesmo se tinha sido indoutrinado em muitas coisas que não tinham nada a ver com a verdade da Palavra de Deus. E recordo que peguei todos aqueles livros e os fui deitar no contentor do lixo destinado ao papel rasgado. Porém havia em mim um vazio, a verdade não a conhecia. Tinha a Bíblia mas estava cego e não a podia entender; não a podia entender porque me tinha sido ensinado que para entender a Bíblia devia fundar-me no magistério da igreja católica. Ora, a Bíblia é o único livro no mundo que não se pode aproximar com a razão, com o intelecto e muito menos com a filosofia e a teologia. A Bíblia é o único livro que tem como seu autor o Espírito Santo, o próprio Deus, glória a Jesus. Ora, a Bíblia diz também que o único modo para entendê-lo é só quando o Espírito de Deus abre a mente para entender estas coisas. Glória ao Senhor. Ora, recordo que depois de ter aqui em Itália passado sete anos como professor de seminário, como director de seminário pedi aos meus superiores para me enviarem para África nas missões. Acreditava que talvez me sentiria mais realizado em terra de missão, trabalhando num ambiente totalmente estranho, diferente do daqui em Itália. Mas os meus superiores me propuseram ir para os Estados Unidos para outros estudos. Eu aceitei a proposta, e assim, depois de ter passado alguns meses em Inglaterra, Londres, onde tinha sido enviado para abrir um colégio teológico, atravessei o oceano em Janeiro de 1969, e em Setembro do mesmo ano, ainda como padre, comecei a estudar na universidade estatal de New York, em Buffalo. Comecei a estudar antropologia, uma disciplina complexa que estuda o homem desde as suas origens até aos problemas de maior actualidade dos dias de hoje. E assim comecei a estudar também o homem como é apresentado pela chamada ciência, que o homem deriva do macaco, evoluiu do macaco e de formas ainda inferiores a esta. Ora, como padre católico, eu não tinha nenhum problema de consciência em estudar estas coisas porque a doutrina católica diz, na encíclica Humani Generis de Pio XII escrita em 1950, que nós podemos aceitar, isto é, a igreja católica, que o homem veio de formas inferiores; pelo que mesmo se tinha reservas na minha mente me achei um dia a crer na evolução de modo completo. E não só, mas cheguei também a ensiná-la na universidade. Eu acreditava, porque me tinha dado conta de não ter achado a resposta para muitos problemas na minha mente na doutrina católica, acreditava poder achá-la na ciência, estudando, pesquisando, investigando, mas me dava conta que quanto mais pesquisava, quanto mais a verdade se afastava de mim, mais me via como que a afundar num pântano ou nas areias movediças, não tinha algum lugar onde pôr os pés em segurança. E como não encontrava nada que me satisfizesse, então comecei a pesquisar e a estudar também no oculto, na parapsicologia, em outras religiões, nas religiões orientais, estudar e investigar sobre os ufo, praticava yoga, lia e interessava-me por astrologia, todas estas coisas, e não sabia que todos estes campos são campos que pertencem a Satanás. Era cego, não conhecia a Palavra de Deus; estranho, fui padre quinze anos mas não conhecia a Palavra de Deus. Pelo que não podia obviamente nem ensiná-la e muito menos praticá-la. Pelo que continuei a pesquisar; depois fui para África. Fui para África para fazer uma pesquisa. Porém antes de ir para África, recordo que passei por Roma e pedi aos meus superiores para darem-me um pouco de tempo livre para reflectir, para decidir o futuro da minha vida, pois honestamente não me sentia mais padre. Tinha-me dado conta que demasiadas coisas não podiam ser verdadeiras, estavam tortas, na igreja católica, mas os meus superiores me convidaram a transmitir a minha última decisão, a reflectir de novo. Neste estado de alma fui para África, para o Kenya, e aqui fiquei por dezassete meses. Fiz esta pesquisa no meio de uma população de pastores nómadas no Kenya setentrional, e creio mesmo que o Senhor dava-me a oportunidade neste ambiente, um ambiente longe de todas as pressões nas quais tinha vivido até então, porque davam-me trabalho para fazer, e quanto mais fazia, mais me davam para fazer, e não tinha tempo sequer para reflectir nas coisas mais importantes, digamos as que diziam respeito à minha vida. E aqui recordo, à noite, ainda que tenha trabalhado seriamente para esta pesquisa, tinha tempo, tempo para reflectir, para pensar, sobretudo para dar ouvidos a todas aquelas ondas tumultuosas da minha alma que afloravam e que me faziam ver que a minha vida era uma vida de hipocrisia, uma vida de desonestidade, porque já tinha visto, tinha realizado, tinha-me dado conta que demasiadas coisas na igreja católica estavam tortas e eu estava ainda dentro. Pelo que reconheci e me dei conta que podia fazer uma única escolha honesta, e era a de deixar a igreja católica, deixar de ser padre, sabia que me colocaria contra os meus superiores, os meus colegas, os meus parentes, os meus amigos, um pouco contra todos, mas honestamente a este ponto não me interessava mais e decidi; decidi que me iria embora. E a este ponto acontece uma coisa estranha, mas maravilhosa na minha vida. Até então, desde que tinha entrado no seminário, tinham-me dito: ‘Se tu deixares a igreja católica, se tu não te tornares padre, diziam-me então, Deus não pode senão amaldiçoar a tua vida. Certamente, este é um modo muito… é … eu tinha entrado no seminário com nove anos, são coisas tristes, mas a verdade é preciso dizê-la porque hoje demasiadas hipocrisias são pregadas um pouco de todos os púlpitos e também dos meios, digamos, mass media. Mas a verdade é a única que pode libertar o homem, e a verdade é uma pessoa, é Jesus Cristo, glória ao seu santo nome, aleluia. Ora, decidi, apesar de me terem dito que o Senhor me amaldiçoaria, que não poderia mais viver em paz, eu quando decidi sair dela da igreja católica provei uma paz tão profunda e tão grande que nunca tinha conhecido antes. E não só, mas me senti libertado naquele momento, libertado de uma opressão, de correntes que carregava sobre mim e agora entendo o significado de tudo isto. Eu creio que pela primeira vez na vida tinha dado ouvidos à voz de Deus que me dizia: ‘Sai, sai de onde estás’. E tinha pela primeira vez obedecido à voz de Deus sem olhar nem para a direita e nem para a esquerda, sem olhar para o que poderiam dizer colegas, superiores, parentes ou amigos, glória ao Senhor, e tinha sido libertado também naquele momento de um dos maiores jugos, o jugo da religião organizada, no meu caso da religião católica romana. Terminada a minha pesquisa em África tornei aos Estados Unidos, à América, e aqui me achei sozinho, porém tudo isto não me desencorajava porque me sentia pelo menos livre deste jugo. Adaptei-me a fazer um pouco de tudo, depois obti um lugar de ensino part-time na universidade. E assim decidi que perseguiria no mundo uma carreira como professor universitário. Terminei os meus estudos, obti o grau académico mais alto que dão as universidades americanas, e acreditava deste modo fazer uma carreira no mundo, construiria um nome, mas graças ao Senhor que ele tinha um plano muito maior para mim. Tornei-me agnóstico, não acreditava quase em mais nada, lancei ao mar quase tudo aquilo em que acreditava antes. Porém havia um vazio em mim, e sobretudo em certos momentos, também quando procurava encontrar nos prazeres ou em outro, satisfação, eu sentia como um vazio, um vazio que me esmagava, um vazio que me oprimia (…) até que um dia comprei um livro, um livro que foi traduzido também em italiano, de título Addio terra, ultimo pianeta , de Hal Lindsey. Comecei a ler este livro com sentido muito crítico, isto foi no início de 1979, mas depois tive que parar. Encontrava-me pela primeira vez na vida perante uma coisa que a minha razão não podia explicar, isto é, das profecias que escritas 2500, 2600 anos atrás se cumpriam agora debaixo dos meus olhos e com a minha razão não podia explicar estas coisas. Eu conhecia da ciência que nem o maior cientista do mundo pode prever com certeza o que pode acontecer amanhã. Sabia portanto que nenhum homem no mundo podia fazer isso, pelo que naquele momento o Senhor como que me encostou à parede, eu tinha que admitir naquele momento que a Bíblia tinha que forçosamente ser verdadeira e que só podia vir de Deus. Os padres não crêem na Bíblia, eu não cria na Bíblia, porque me tinham indoutrinado a pôr a tradição católica, os dogmas católicos, as doutrinas católicas, teoricamente, se diz, a par da Bíblia, mas praticamente e de facto estão acima da Bíblia. E isto o sei porque fui padre quinze anos. É uma coisa muito triste esta. Eis por que Satanás conseguiu ter acorrentadas tantas almas nas trevas, na mentira, porque a verdade lhes é proibida. E também quando se chegam à Bíblia se chegam sempre indoutrinados por filosofias e doutrinas humanas. Ora, naquele mesmo momento o Senhor teve misericórdia de mim, e abriu o meu entendimento e tocou o meu coração e naquele momento eu vi aquilo que era, era um pecador e estava perdido, para mim não haveria, não havia esperança de salvação, mesmo se queria dar o meu melhor para contribuir para o mundo da investigação, do ensino e publicação, para melhorar situações de povos, sobretudo de populações do terceiro mundo. O Espírito Santo convenceu-me do pecado, da justiça e do juízo, estava perdido, e havia uma única possibilidade de salvação para mim, Jesus Cristo que tinha ido morrer na cruz pelos meus pecados. E naquele momento entendi que tinha que fazer uma escolha, ou clamar a Jesus ou ir em perdição. E naquele momento saiu do meu coração uma oração: ‘Jesus, perdoa todos os meus pecados e entra no meu coração como meu Senhor e Salvador’. E naquele momento experimentei verdadeiramente uma coisa maravilhosa, naquele momento senti-me limpo de todo o pecado, senti-me lavado de todas as culpas, pecados que carregava sobre mim, que pesavam sobre mim. Tinha-os confessado muitas vezes, mas estavam sempre comigo; tinha feito confissões gerais muitas vezes, mas aqueles pecados ninguém me os tinha tirado porque só um pode tirar os nossos pecados, é Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, glória ao seu santo nome, Aleluia Jesus, aleluia. E naquele momento eu me senti nascer de novo. Em mim entrou uma alegria tão grande que tive que ajoelhar-me e chorando de alegria, verdadeiramente saborear a grande obra que Jesus tinha feito em mim naquele momento, me tinha salvo, por graça, pela fé que tinha posto nele, ele me tinha salvo e em mim entrou a certeza que tinha sido salvo naquele momento. Como padre eu me perguntava: ‘A salvação o que é? Não sabia. E eu fui a muitos padres depois que o Senhor me salvou falar de Jesus, da salvação, da necessidade do novo nascimento, e os padres não o sabem, não sabem, não sabem o que significa salvação, não sabem o que significa novo nascimento. Isto é triste (…) eu vos confesso que detesto o sistema da religião católica romana porque leva para a perdição muitas almas (…). Sim, naquele momento eu tive a certeza que estava salvo e recordo que a primeira coisa que disse para mim quando voltei para a minha mesa de estudo, eu me disse: ‘A salvação é tão simples, por que é que nunca ninguém me falou destas coisas antes?’ Glória ao Senhor, aleluia (…) desde aquele dia que aceitei Jesus no meu coração o Espírito de Deus entrou em mim e ele me abriu os olhos e sabia agora com certeza que a verdade era a Bíblia, a Palavra de Deus. Pelo que comecei a estudar a Palavra de Deus, e agora entendia, a percebia, aquilo que antes não entendia (…) depois pedi o batismo na água; cerca de dois meses depois de o Senhor me ter salvo o Senhor me batizou com o Espírito Santo (…) O Senhor cedo voltará; mas estás tu pronto? Isso, estás tu pronto? Eu não estava pronto. Fui quinze anos padre, tinha estudado muito, tivesse morrido quando era padre e teria ido direito para a perdição, direito, porque não há o purgatório. O purgatório é uma invenção dos padres, foram enganados eles, enganam os outros. A Escritura diz claramente foi estabelecido que os homens morram uma só vez e depois vem o juízo; ora, se alguém aceitou Jesus Cristo como seu pessoal Senhor e Salvador Jesus o lava dos seus pecados, se o lava dos seus pecados que pena há por pagar? Já pagou tudo ele; na cruz, o Senhor fez a obra completa, antes de morrer disse: ‘Está consumado!’ Está consumado!’ Está consumado!’ Glória ao Senhor, aleluia! (…) O Senhor foi bom comigo …’.

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