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O nosso bom combate

Introdução

Nós crentes em Cristo Jesus somos soldados do Senhor sobre esta terra e como soldados estamos continuamente em guerra. Nós devemos guerrear aquela que é chamada pela Escritura “a boa guerra” (1Tim. 1:18), e a devemos guerrear contra os nossos inimigos. Sim, porque nós temos inimigos que são em grande número e impiedosos; mas não me refiro aos nossos inimigos de carne e osso (que devemos amar conforme está escrito: “Amai os vossos inimigos” [Lucas 6:27]) porque o nosso combate não é contra eles. Os inimigos que nós filhos de Deus devemos enfrentar nesta guerra são seres espirituais maus cuja existência é real como são reais também as suas diabólicas maquinações contra nós crentes. Mas Deus, sabendo que nós deveriamos enfrentar esta guerra nos forneceu uma armadura; as armas são suas, mas elas não são carnais justamente porque o nosso combate não é contra a carne e o sangue, mas de qualquer modo são “poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (2 Cor. 10:4) do inimigo.

Paulo escreveu : “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, que estão nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Ef. 6:11-13).

O diabo é o nosso adversário e é o príncipe deste mundo mau que ele domina servindo-se de criaturas espirituais que estão ao seu serviço, e elas são os principados, as potestades, os dominadores deste mundo de trevas e as forças espirituais do mal que estão nos lugares celestiais. Ora, todos estes são nossos inimigos, sabei-o; eles não nos amam, não procuram de todo o nosso bem, não procuram a nossa edificação, não nos protegem, não mostram nenhuma piedade para conosco porque são impiedosos, e aquilo a que se propõem fazer é isto: querem fazer-nos negar o Senhor, para nos fazer voltar às imundas concupiscências da carne e portanto ao charco de lodo, do qual (também eles sabem isto) Jesus Cristo nos tirou pelo seu precioso sangue. Eles, com as suas maquinações, tentam nos fazer desviar da fé e da verdade procurando manter-nos longe da irmandade, da leitura e da meditação da Palavra de Deus; procurando fazer-nos crer em alguma heresia de perdição; procurando fazer com que não oremos e que não nos santifiquemos porque eles sabem que está escrito que sem a santificação ninguém verá o Senhor; procurando que não perdoemos quem deve ser por nós perdoado; procurando fazer-nos duvidar da fidelidade de Deus; procurando fazer-nos esquecer dos pobres dentre os santos para não suprir às suas necessidades, em suma eles tentam impedir-nos tanto de conhecer a vontade de Deus como de cumpri-la. Eles são verdadeiramente nossos inimigos, porque não querem absolutamente que nós façamos o bem mas querem que façamos o mal, precisamente aquilo que nós devemos odiar conforme está escrito: “Aborrecei o mal” (Rom. 12:9). Mas quero que saibais também que todas as maquinações de Satanás e dos seus ministros não são desconhecidas de Deus porque elas estão todas diante dos seus olhos. Deus sabe como nos fazer opôr de modo eficaz às ciladas do diabo e é por isso que Ele nos deu a sua armadura e nos mandou revestirmo-nos com ela.

Como Jesus foi tentado pelo diabo e como Ele se opôs ao tentador

Antes de falar de maneira detalhada da armadura de Deus citada por Paulo aos Éfesios, quero debruçar-me sobre a tentação que o nosso Senhor teve que enfrentar; sim, porque também Jesus Cristo “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Heb. 4:15). Reflecti sobre isto: Satanás tentou Jesus, o Filho de Deus, para fazê-lo pecar para que Ele não pudesse mais nos salvar! O diabo não queria que Jesus morresse sobre a cruz levando todos os nossos pecados sobre o seu corpo porque sabia que assim fazendo Ele condenaria o pecado na sua carne e resgataria muitos homens e muitas mulheres das suas mãos com o seu precioso sangue.

Como Satanás tentou Jesus assim tenta igualmente a nós, por isso devemos saber como Satanás tentou Jesus, mas sobretudo devemos saber como Jesus se opôs a Satanás, para que nós, seguindo as suas pisadas, possamos opôr-nos a Satánas de maneira eficaz e induzi-lo a deixar-nos e a fugir de nós. Falo de oposição a Satanás, porque esta é a coisa que todos nós devemos ter sempre em mente ou seja que ao diabo deve-se resistir sem lhe dar nenhum espaço e nenhuma confiança. Isto foi o que nos deixaram escrito os apóstolos a tal respeito: Tiago escreveu: “Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7); Paulo escreveu: “Não deis lugar ao diabo” (Ef. 4:27); e Pedro escreveu: “Sede sóbrios, vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé…” (1Ped. 5:8,9).

Vejamos agora as ciladas do tentador contra Jesus e como Jesus se opôs a elas vitoriosamente. Jesus Cristo, depois que foi batizado nas águas do Jordão foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder, depois foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo (era necessário que Jesus fosse tentado em todas as coisas como nós para que ele mesmo fosse capaz de socorrer-nos quando também nós fossemos tentados, e na verdade isto é o que Jesus pode fazer conforme está escrito: “Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” [Heb. 2:18]).

Ÿ Está escrito: “E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome. E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mat. 4:2-4). Notai que o diabo esperou o fim dos quarenta dias do jejum de Jesus para tentá-lo; ele se aproximou dele precisamente quando teve fome, isto é, quando se encontrou na necessidade, neste caso de comer. Ora, no deserto não havia pão mas haviam pedras e o tentador disse a Jesus para dizer às pedras para se tornarem pães. O facto de Satanás começar a tentá-lo com o dizer-lhe: “Se tu és Filho de Deus..” (Mat. 4:3), nos faz compreender como o diabo sabia que Jesus Cristo era o Filho de Deus mas com as suas palavras procurou fazer perceber ao Senhor que dado que ele proclamava ser o Filho de Deus podia, em virtude do seu poder, transformar também pedras em pães, mas também que ele reconheceria que ele era o Filho de Deus se o visse transformar as pedras em pães. Também quando Jesus Cristo foi crucificado foi tentado de uma maneira semelhante, de facto, enquanto ele estava pendurado na cruz, os que passavam alí, “blasfemavam dele, meneando as cabeças, e dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz!” (Mat. 27:39,40), e os escribas e os sacerdotes diziam: “Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele” (Mat. 27:42); como podeis ver também na cruz Jesus foi tentado a rebelar-se a Deus porque os seus inimigos desejavam que ele lhes mostrasse que era o Filho de Deus descendo da cruz; mas Jesus não lhes mostrou ser o Filho de Deus descendo da cruz mas ressuscitando da morte, porque esta era a ordem que ele tinha recebido de seu Pai. No caso da tentação no deserto, o diabo não disse a Jesus para dizer às pedras se tornarem pães para o ver operar um milagre e para reconhecer que ele era o Filho de Deus porque ele não queria que Jesus fizesse aquele milagre para crer nele mas para o fazer cair em pecado porque sabia que se Jesus lhe tivesse obedecido desobedeceria a Deus; mas o tentador também não disse a Jesus para transformar as pedras em pães para que pudesse comer alguma coisa e recuperar forças porque ao inimigo a sua necessidade e a sua fraqueza fisica não lhe importava nada (“ele foi homicida desde o princípio” [João 8:44], portanto se tivesse podido o teria até morto naquela ocasião), mas usou o seu desejo de comer pão para levá-lo a fazer coisas da sua cabeça e não de acordo com a vontade de Deus. Jesus se opôs ao tentador com a Palavra de Deus, citando-lhe o versículo da Escritura que diz que o homem não vive somente de pão mas de toda a palavra que procede da boca de Deus, fazendo claramente perceber que não só não era ainda chegado o tempo para ele comer pão, mas também que não era aquela a maneira de sair daquela angústia em que se encontrava, porque Deus tinha estabelecido outra forma para ele sair dela. O adversário ainda hoje tenta da mesma maneira, na verdade procura induzir-nos a pensar que o fim justifica os meios ilícitos e desonestos, mas cuidemos de nós mesmos porque o facto de haver necessidade de alguma coisa não nos deve levar a agir da nossa cabeça ou com engano e com a astúcia para obter aquilo que temos o direito de ter; antes, nós devemos a todos os custos, sofrendo e aguardando com paciência, obter aquilo de que necessitamos atendendo às leis divinas, ou seja, continuando a caminhar na justiça e na santidade; se sofre, é verdade, mas é melhor sofrer lutando segundo as leis de Deus que nos impacientarmos e cair assim em tentação (recordai-vos que “o que se apressa com seus pés erra o caminho” [Prov. 19:2]). Sabei que em todas as nossas angústias e aflições, Satanás tenta fazer-nos cair em tentação porque vê a nossa fraqueza, vê a necessidade em que nos encontramos e nos sugere sempre sair das nossas angústias desobedecendo a Deus e nunca obedecendo-lhe em tudo. Jesus, aquele que em Caná da Galileia transformou a água em vinho, poderia também transformar as pedras em pães porque tinha o poder de fazê-lo; mas ele não fez o que lhe propôs Satanás porque também na fome o seu alimento principal era o de fazer a vontade d`Aquele que o tinha enviado e de fazer a sua obra. Também para nós na fome e na sede, o nosso alimento preferido deve permanecer sempre o de fazer a vontade de Deus. “Os manjares são para o ventre e o ventre para os manjares; Deus, porém, aniquilará, tanto um como os outros” (1Cor. 6:13), portanto seja o pão que comemos para viver seja o estômago que possuimos neste corpo são coisas que passarão. Mas quem nunca passará é quem faz a vontade de Deus conforme está escrito: “Mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1João. 2:17), por isso também nas nossas necessidades devemos antepor a todas as coisas o fazer a vontade de Deus para evitar deixar de temer a Deus e de observar os seus mandamentos no meio delas, porque o homem não vive somente de pão. Certo, também o pão nos foi fornecido por Deus para o nosso bem mas não devemos pensar que basta apenas ter as coisas materiais necessárias ao corpo para ser feliz porque isso não é verdade, de facto Jesus definiu felizes não os que estão saciados mas os que ouvem a palavra de Deus e a guardam conforme está escrito: “Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Os que ao invés pensam de poder viver somente de pão e que não compreendem a necessidade de observar os mandamentos de Deus são pessoas que não só são infelizes como também não podem agradar a Deus porque caminham segundo a carne conforme o que está escrito: “Os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rom. 8:8), e isto mesmo se têm o pão necessário e todas as coisas materiais necessárias. Como depois de Jesus se opôr a Satanás e este o deixar, os anjos vieram servi-lo, assim também a nós, depois de sofrermos por um pouco de tempo nas nossas angústias, virão oa anjos de Deus para nos servir por ordem de Deus para suprir a todas as nossas necessidades (conforme o que está escrito: “Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” [Heb. 1:14]); sim, porque, também nós, se nas nossas angústias nos submetermos a Deus e resistirmos ao diabo veremos as poderosas libertações que Deus concede aos homens retos; grandes libertações que o Senhor opera em prol dos seus eleitos servindo-se dos seus anjos.

Ÿ “Então o diabo o transportou à cidade santa, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus” (Mat. 4:5-7). Quando o diabo recebeu como resposta de Jesus as palavras da lei do Senhor, tentou fazê-lo cair em pecado desta maneira; ele o levou a Jerusalém e o pôs sobre o pináculo do templo e lhe disse para atirar-se dali abaixo se ele era o Filho de Deus porque estava escrito que Deus ordenaria aos seus anjos tomá-lo nas suas mãos para que não tropeçasse em nenhuma pedra. Certo que aparentemente parecia que não havia nada de mal naquilo que o tentador disse a Jesus para fazer, mesmo porque também lhe citou uma das fiéis promessas de Deus que estão escritas. Parecia que o diabo também cria que Deus socorreria Jesus se este se lançasse abaixo do pináculo do templo e ele não sofreria algum dano na sua queda; mas tudo isso é somente uma vã aparência porque por detrás dela havia uma astuta maquinação do diabo para destruir o plano da salvação que Deus tinha formado antes da fundação do mundo. Irmãos, vós deveis sempre ter presente que o diabo, não importa de que maneira age e fala, quer sempre fazer-nos mal e nunca bem, e além disso quer sempre fazer com que o nome de Deus seja blasfemado e nunca fazer com que ele seja louvado; não vos deixeis enganar pelo facto de citar de quando em vez também a Palavra de Deus porque o seu fim permanece sempre mau. Nesta específica tentação contra Jesus, o diabo citou uma promessa de Deus, mas não a citou por inteiro mas em parte, de facto ele não disse: “Aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos para que não tropeces com o teu pé em alguma pedra” (Sal. 91:11,12), mas somente: “Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra” (Mat. 4:6); como podeis ver na citação feita pelo tentador faltam as palavras “para te guardarem em todos os teus caminhos” (Sal. 91:11). Porventura o diabo se esqueceu de citá-las? De modo menhum; seria melhor dizer que não quis citá-las. Mas porquê? Porque ele, todas as vezes que cita a Palavra de Deus o faz de um modo errado ou omitindo palavras ou acrescentando palavras suas; por isso é necessário conhecer bem a Escritura para não ser enganado pelo diabo. Também no jardim do Éden a antiga serpente não citou de maneira exacta a palavra de Deus à mulher, na verdade Deus tinha dito ao homem: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gen. 2:16,17), enquanto a serpente disse a Eva: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gen. 3:1) Neste caso porém a mulher não se opôs à serpente como deveria e se deixou enganar e caiu em trangressão. Jesus sabia que o seu Pai tinha prometido guardá-lo em todos os seus caminhos, na condição que todos os seus caminhos fossem santos e justos, e também sabia que se ele se lançasse abaixo do templo não andaria por um caminho santo; e portanto, como poderia Deus guardá-lo em todos os seus caminhos se entre os seus caminhos houvesse um iníquo? Se Jesus tivesse andado por aquele caminho iníquo pecaria e o seu Pai se indignaria contra ele. Sim, Deus ordenou aos seus anjos de guardar o seu Filho em todos os seus caminhos nos dias da sua carne, mas lembrai-vos que todos os seus caminhos foram justos. Jesus sabia que se tivesse feito o que lhe sugeria Satanás se teria feito culpado para com Deus, por isso respondeu ao diabo dizendo-lhe: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus” (Mat. 4:7). Aquilo que aconteceu a Jesus nos ensina que o diabo, algumas vezes, quer nos induzir a tentar Deus fazendo uso da Palavra de Deus citada por ele a despropósito ou dando-lhe o sentido por ele desejado; mas também que em todas as citações da Palavra de Deus feita pelo diabo há sempre na Escritura uma outra passagem que anula o que ele queria que fizessemos ou a razão injusta pela qual ele queria que fizessemos aquela coisa servindo-se da Escritura. Irmãos, devemos estar atentos, porque o facto de Deus ter prometido nos proteger e de nos guardar do maligno não nos deve induzir a pensar que não importa o que diremos ou faremos ou onde andemos, que Deus nos protegerá; não tentemos Deus mas andemos nos seus santos caminhos e então teremos a certeza que Deus nos protegerá de todo o mal. Vejamos agora como o povo de Israel tentou Deus no deserto porque isto nos serve para compreender o que signica tentar Deus. Depois que Deus fez brotar da rocha a água como rios para matar a sede aos Israelitas, eles “ainda prosseguiram em pecar contra ele, rebelando-se contra o Altíssimo no deserto; E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo comida segundo o seu apetite. E falaram contra Deus, e disseram: Poderá Deus porventura preparar-nos uma mesa no deserto? Eis que feriu a penha, e águas correram dela; rebentaram ribeiros em abundância. Poderá também dar-nos pão, ou preparar carne para o seu povo? Pelo que o Senhor, quando os ouviu, se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e a sua ira subiu contra Israel; porque não creram em Deus nem confiaram na sua salvação…” (Sal. 78:17-22). Os israelitas no deserto, depois de terem visto Deus fazer brotar rios da dura rocha e lhes matar a sede, tentaram Deus pedindo comida segundo o seu apetite. Mas como lhe pediram esta comida? Falando contra Deus pondo em dúvida o poder de Deus e a fidelidade de Deus da qual eles tinham visto até então evidentes provas. Agradaram aquelas palavras a Deus? De modo nenhum, porque Ele se viu posto à prova por um povo de dura cerviz, e por isto se irou gravemente contra Israel; “ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar as suas almas” (Sal. 106:15), diz a Escritura. Lembrai-vos que Paulo diz aos Coríntios que estas coisas aconteceram para servir de exemplo a nós para que “não tentemos o Senhor, como alguns deles o tentaram..” (1Cor. 10:9); portanto irmãos, não sigamos o mesmo exemplo de desobediência daqueles que tentaram Deus para não provocar à ira o nosso Deus e não ser punidos por ele. Dou-vos um exemplo para vos fazer compreender o que significa tentar Deus utilizando a palavra de Deus: Em Isaías Deus fez esta promessa: “Quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is. 43:2), mas se um crente para se fazer ver decide, tentado pelo diabo, pôr-se a caminhar sobre brasas ou entre chamas de fogo por certo ele tenta Deus se bem que em Isaías esteja a referida promessa de Deus. Sadraque, Mesaque e Abednego não foram de sua espontânea vontade para o forno de fogo (acendido por Nabucodonosor) para fazer ver ao rei quanta fé tinham no seu Deus ou para conquistar fama, porque eles foram lançados nele contra a sua vontade. Neste caso não se pode dizer que eles tentaram Deus, mas se deve dizer que eles por terem obedecido a Deus foram lançados no fogo pelos seus inimigos e Deus os libertou da fornalha de fogo. Deus efectuou a sua palavra em favor dos seus servos que tiveram fé nele, de facto eles caminharam no meio do fogo (porque foram vistos caminhar no meio do fogo pelo rei Nabucodonosor) e não foram queimados em nenhuma maneira pelo fogo conforme está escrito: “Então Sadraque, Mesaque e Abednego saíram do meio do fogo. E ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, e os presidentes, e os capitães do rei, contemplando estes homens, e viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles” (Dan. 3:26,27). Nesta poderosa libertação de Deus vemos o cumprimento das palavras escritas em Isaías. No profeta Isaías há também esta promessa: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão” (Is. 43:2), mas é claro que também neste caso se um crente decide, instigado pelo diabo, querer passar um rio a pé apoiando-se nestas palavras por certo ele tenta Deus.

Ÿ “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviram” (Mat. 4:8-11). Nesta tentação, o tentador fez ver a Jesus todos os reinos do mundo e a sua glória e os lhe prometeu com esta condição, se Jesus se prostrasse diante dele e o adorasse. Deste episódio tiramos os seguintes ensinamentos:

O diabo, como disse o Senhor Jesus, “é mentiroso, e pai da mentira” (João 8:44), porque quando disse a Jesus: “Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lucas 4:6) mentiu-lhe. Ora, é verdade que o diabo é o príncipe deste mundo mas não é de modo nenhum verdade que está em seu poder dar os reinos das nações e a sua glória a quem ele quer; porquê? Porque está escrito no livro de Daniel que “o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer..e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles” (Dan. 4:32,17), e porque, quando Deus falou ao profeta Jeremias (enquanto Nabucodonozor reinava em Babilónia) disse: “Eu fiz a terra, o homem, e os animais que estão sobre a face da terra, pelo meu grande poder, e com o meu braço estendido, e a dou àquele que me apraz. E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonozor, rei de Babilônia, meu servo” (Jer. 27:5,6); e ainda porque no livro dos salmos Davi diz: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam” (Sal. 24:1). Amados, é Deus, o Omnipotente, que dá os reinos das nações e a sua glória a quem ele quer e não o diabo, isto é o que testifica a Escritura. O diabo também a Jesus falou falsamente, de facto prometeu-lhe dar aquilo que só Deus lhe poderia dar, e que, é bom recordar, Deus tinha já prometido dar ao seu Filho, (mas primeiro ele deveria sofrer muitas coisas). O Pai tinha dito ao Filho: “Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro” (Sal. 2:8,9); e este poder sobre as nações da terra, o Filho o recebeu de seu Pai depois que fez a expiação dos nossos pecados, de facto depois que foi ressuscitado ele disse aos seus: “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mat. 28:18), e quando apareceu a João na ilha de Patmos lhe disse: “E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações. E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai” (Ap. 2:26,27). Recordai-vos que durante o Milénio, Jesus Cristo reinará na terra sobre todas as nações por decreto de Deus.

O diabo para nos fazer cair em tentação usa a concupiscência dos olhos de facto procurou fazer cair o Senhor fazendo-lhe ver todos os reinos do mundo; portanto estejamos atentos para não nos deixarmos vencer pela concupiscência dos olhos que jaz também ela no diabo.

Jesus não desejou possuir um reino na terra nos seus dias, se bem que ele fosse rei, porque o seu reino não era deste mundo. Por isso também nós não devemos querer nos tornar homens poderosos e ricos segundo o mundo porque nós também não somos deste mundo como não era Jesus. O nosso constante desejo deve ser o de herdar o Reino dos céus e não o de herdar algum alto cargo terreno ou de termos um reino neste mundo.

O diabo não dá nada gratuitamente porque quer sempre alguma coisa em troca; quando ele dá poderes sobrenaturais ou bens materiais aos que os lhe pedem pretende a adoração. Não obstante ele não seja digno de ser adorado, consegue se fazer adorar por muitos sobre terra em troca de poderes e de ‘sucessos’ comerciais. Todos os que aceitam as suas ofertas por um lado conseguem ganhar fama e dinheiro, mas por outro perdem a sua alma; porque este é o fim a que se propõe o inimigo, de fazer ir em perdição o maior número de pessoas possiveis cegando-as com as vaidades mentirosas e distraindo-as de todas as maneiras para não as fazer procurar Deus. Jesus Cristo se recusou a se prostrar diante do diabo e de adorá-lo citando-lhe a Escritura. Está escrito na lei: “Ao Senhor teu Deus temerás, a ele servirás.. Ele é o teu louvor” (Deut. 10:20,21); portanto só Deus é digno de ser adorado.

Da tentação que enfrentou o nosso Senhor e da maneira em que ele se opôs ao diabo nós crentes tiramos diversos ensinamentos úteis. Antes de tudo o diabo é um ser espiritual que existe verdadeiramente e não uma lenda, como alguns pensam iludindo-se. A sagrada Escritura também fala do diabo e das suas obras e do fim que o espera no fim dos dias e nós aceitamos tudo o que ela nos diz acerca dele porque consideramos que a Palavra de Deus é verdadeira e não mente a respeito de ninguém e de nada.

Em segundo lugar, da forma como o tentador tentou Jesus aprendemos que ele se serve da concupiscência da carne, da soberba da vida e da concupiscência dos olhos para fazer cair no pecado os filhos de Deus, de facto ele, primeiro procurou induzir a pecar Jesus por meio do desejo de comer, depois o tentou procurando induzi-lo a exaltar-se lançando-se do pináculo do templo, e por fim procurou seduzi-lo fazendo-lhe ver os reinos do mundo e a sua glória para fazer nascer nele o desejo de possui-los.

Também conosco o tentador age da mesma maneira de facto se usa da concupiscência da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida para nos afastar do Senhor; todas estas coisas estão no mundo e como todo o mundo jaz no maligno assim também estas coisas estão imersas no diabo, por isso nos é mandado para não amar o mundo e as coisas que estão no mundo, porque nos pondo a amá-las nós nos poremos a amar o que jaz no diabo. O mundo e as coisas que estão no mundo se opõem à Palavra de Deus e aos desejos do Espírito Santo porque jazem naquele que é o inimigo de Deus e por isso os crentes que se põem a amar as concupiscências mundanas e a soberba da vida se constituem automaticamente inimigos de Deus conforme está escrito: “Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4). Portanto, como nós filhos de Deus vivemos neste mundo e estamos rodeados pelas coisas deste mundo devemos vigiar e orar continuamente para não sermos vencidos pelas concupiscências mundanas e pela soberba da vida que Satanás usa para nos fazer cair na cova. Sabei que se há alguém que quer que nós filhos de Deus caminhemos segundo a carne, ele é Satanás, que sabe perfeitamente que a Palavra diz para nós filhos de Deus: “Se viverdes segundo a carne, morrereis” (Rom. 8:13), e por isso procura seduzir-nos com a sua astúcia dizendo-nos, como disse a Eva: “Certamente não morrereis” (Gen. 3:4). Ele procura com o fascínio exterior que emanam os prazeres da vida, as riquezas, as mulheres corruptas, a moda deste século, a filosofia, a música moderna e tantas outras coisas nos atrair a estas coisas e a nos fazer errar nelas, porque ele sabe que o crente, uma vez atraído e vencido por estas funestas concupiscências, deixa de observar os mandamentos de Deus e de dar fruto para a glória de Deus, e morre.

Nós não ignoramos as maquinações de Satanás e sabemos como lhe resistir quando ele nos ataca porque Jesus também nisto nos deixou o exemplo a seguir. Nós devemos fazer uso da Palavra de Deus para nos opormos ao diabo de facto Jesus respondeu ao diabo com passagens da Escritura.

Irmãos, sabei que “a Escritura não pode ser anulada” (João 10:35), e que quando nós crentes nos opomos ao tentador com ela ele não pode fazer vã a Palavra de Deus e não pode demonstrar que ela é falsa e por isso é constrangido a deixar-nos.

Mas há uma outra coisa a dizer, ou seja, que quando se responde ao diabo é necessário responder-lhe sempre de maneira justa porque ele permanece sempre uma dignidade, de facto é o príncipe deste mundo. Quando Jesus respondeu ao diabo disse-lhe: “Vai-te, Satanás…” (Mat. 4:10); ora Satanás significa adversário, e Jesus o chamou com este nome; Jesus não se pôs a injuriá-lo embora conhecendo bem o carácter e as obras do diabo e isto nos serve de ensinamento a nós seus discípulos para que nós não nos ponhamos a sobrenomear o diabo com apelidos injuriosos para zombarmos dele como fazem alguns homens corruptos que também pregam o Evangelho.

A armadura de Deus

Nós crentes não temos por nós mesmos nenhuma arma eficaz com a qual nos opormos ao diabo, disto estamos plenamente conscientes porque em nós, vale a dizer na nossa carne, não habita algum bem; mas graças sejam dadas a Deus por meio de Jesus Cristo porque Ele na sua bondade e na sua sabedoria nos forneceu uma armadura completa e poderosa. Completa porque não permite ao diabo fazer brecha no crente por nenhuma parte porque ela protege o crente por todos os lados; poderosa, porque é tão poderosa que com ela nos conseguimos opôr ao diabo, e destruir as suas fortalezas e os raciocínios e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus. A armadura de Deus serve-nos tanto para nos defendermos como para atacar os nossos inimigos portanto faremos bem em nos revestirmos dela para viver uma vida vitoriosa sobre a terra à espera da aparição de nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo disse que nós devemos nos revestir da completa armadura de Deus para podermos estar firmes contra as ciladas do diabo e para que possamos resistir no dia mau e ficar em pé. O apóstolo falou do ‘dia mau’ porque sabia que o dia em que o diabo nos arma ciladas para nos fazer cair em tentação é um dia cativo. Portanto tendo presente a razão pela qual temos necessidade de vestir a armadura de Deus, vejamos estas armas que Deus tirou do seu armamento para equipar o seu exército de soldados que se encontra no meio deste mundo de trevas.

Ÿ “Estai pois firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade” (Ef. 6:14). Como bons soldados do Senhor nós devemos prender a verdade à cintura dos lombos, isso significa que nós crentes devemos dizer a verdade e não devemos nem amar a mentira e nem tampouco praticá-la porque está escrito: “Deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo porque somos membros uns dos outros” (Ef. 4:25). Amados, dizei a verdade; a mentira oferece um refúgio fraco e temporário aos que a fazem a sua cidade de refúgio e a sua fortaleza porque Deus a seu tempo destrói esta sua fortaleza num momento e os confunde para lhes mostrar que d`Ele não se pode escarnecer. Jesus disse que “nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido” (Lucas 12:2), por isso também as mentiras que são ditas para cobrir as más acções, a hipocrisia e a falsidade, a seu tempo serão tornadas públicas pelo nosso Deus.

Tomemos este episódio acontecido na vida de Abraão que nos faz compreender como a verdade mesmo sendo astutamente escondida vem a ser conhecida. Está escrito: “Ora, havia fome naquela terra; Abrão, pois, desceu ao Egito, para peregrinar ali, porquanto era grande a fome na terra. Quando ele estava prestes a entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista; e acontecerá que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é sua mulher. E me matarão a mim, mas a ti te guardarão em vida. Diz, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti. E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios que a mulher era mui formosa. E viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na diante de Faraó; e foi levada a mulher para a casa de Faraó. E ele fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, bois e jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão. Então chamou Faraó a Abrão, e disse: Que é isto que me fizeste? por que não me disseste que ela era tua mulher? Por que disseste: É minha irmã? de maneira que a tomei para ser minha mulher. Agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te!..” (Gen. 12:10-19). Ora, Abrão tinha tomado por mulher Sarai que era filha de seu pai mas não filha de sua mãe, portanto era verdade que Sarai era sua irmã mas era também verdade que ela era sua mulher. Ele quando estava para entrar no Egipto teve medo na verdade pensou que os Egípcios vendo a beleza de Sarai o matariam para se apropriarem da sua mulher, e portanto disse a Sarai para dizer que era sua irmã e que ele lhe era irmão, para proteger a sua vida. Faraó naturalmente ouvindo dizer a Abrão que Sarai era sua irmã a tomou para mulher, porque creu em Abrão. Mas a Deus não agradou que Faraó tomasse Sarai por mulher e por isso feriu Faraó e a sua casa com grandes pragas para induzi-lo a restituir Sarai a Abrão. Nós não sabemos de que maneira Faraó veio a saber que Sarai era a mulher de Abrão; uma coisa é certa, ele o veio a saber. E quando o veio a saber repreendeu Abrão por lhe ter dito que era sua irmã e não sua mulher. Como podeis ver o que Abrão procurou manter escondido não pôde permanecer escondido a Faraó por muito tempo porque Deus fez vir à luz a verdade.

Os seguintes exemplos mostram como Deus confunde e pune aqueles que mentem:

Ø Geazi, o servo de Eliseu, mentiu a Eliseu quando este lhe perguntou: “Donde vens, Geazi?” (2Re 5:25), de facto lhe respondeu: “Teu servo não foi a parte alguma” (2Re 5:25), enquanto ao invés ele, pouco antes, inspirado pela sua cobiça, tinha ido ter com Naamã e fez com que lhe desse vestidos e prata e os escondeu com o desconhecimento de Eliseu. Eliseu soube que Geazi lhe tinha mentido porque Deus lhe fez saber o que ele tinha feito de forma escondida, e lhe anunciou o juizo de Deus sobre ele dizendo-lhe: “Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre” (2Re 5:27). Neste caso Geazi disse uma mentira para cobrir a sua malvada acção mas foi confundido mediante uma revelação divina e punido por Deus com a lepra.

Ø Está escrito: “Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava o preço em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou” (Actos 5:1-5). Ananias foi um crente que mentiu aos apóstolos a respeito da soma de dinheiro que levou aos seus pés depois de ter vendido uma sua propriedade, e por ter proferido aquela mentira contra Deus, Deus o matou. Notai que também aqui um homem de Deus, neste caso um apóstolo, veio a saber de maneira sobrenatural que alguém tinha dito uma mentira acerca de uma coisa.

Ø Os falsos profetas que surgiram no meio do povo de Israel praticaram a mentira, eles diziam aos que caminhavam segundo a teimosia dos seus maus corações: “O Senhor disse: Paz tereis” (Jer. 23:17), quando não havia alguma paz para eles lhes prometerem por Deus. Deus foi testemunha de todas as mentiras que aqueles profetas disseram usando o seu nome, e disse que Ele poria a descoberto as suas mentiras diante de todos aqueles a quem tinham profetizado a paz. Deus disse a Ezequiel: “E um edifica a parede de lodo, e outros a rebocam de cal não adubada; diz aos que a rebocam de cal não adubada que ela cairá. Haverá uma grande pancada de chuva, e vós, ó pedras grandes de saraiva, caireis, e um vento tempestuoso a fenderá. Ora, eis que, caindo a parede, não vos dirão: Onde está o reboco de que a rebocaste?” (Ez. 13:10-12) (a cal não adubada eram as visões vãs que aqueles profetas tinham). Isto, na realidade foi o que aconteceu quando o exército dos Caldeus assediava Jerusalém e estava no ponto de a conquistar de facto a Escritura diz que Jeremias disse ao rei Zedequias que tinha crido nas mentiras dos profetas: “Onde estão agora os vossos profetas, que vos profetizam, dizendo: O rei de Babilónia não virá contra vós nem contra esta terra?” (Jer. 37:19). Como podeis ver aqueles falsos profetas que diziam mentiras usando o nome do Senhor foram confundidos por Deus, porque o Senhor manifestou a todos que as suas profecias e os seus presságios eram mentiras. Mas Deus não fez somente vãos os seus presságios, mas também os puniu. Temos um exemplo de como Deus puniu um profeta por ter profetizado ao povo mentiras usando o nome de Deus, no profeta Ananias o qual foi morto por Deus.

Vós deveis sempre ter presente que o pai da mentira é o diabo, e portanto toda a mentira procede do diabo e não de Deus; e nós como crentes não devemos dar lugar ao diabo começando a dizer mentiras, porque isto faria indignar Deus que nos puniria de certo e nos confundiria. A mentira é mentira; e a mentira dita a sustento da verdade é também ela mentira, mesmo se é praticada com o objectivo ‘de defender e de honrar’ o Evangelho. Sabei que o Evangelho não tem necessidade de mentiras nem para ser defendido, nem para ser crido, e isto o digo porque sei que há alguns pregadores que incitam crentes doentes a testemunhar que foram curados pelo Senhor quando ainda estão doentes, para demonstrar a todos que Jesus cura ainda hoje; mas a mentira se manifesta tal quando os outros se apercebem que na realidade eles não foram curados daquela doença ou quando sucede que aquele crente que disse estar curado de uma certa doença morre poucos dias depois, exactamente daquela doença. Infelizmente, acontecem estes escândalos no meio da irmandade, escândalos que não levam ninguém a glorificar a Deus, antes a doutrina de Deus e o caminho da verdade são vituperiados pelos de fora por causa destas mentiras. E porque acontece isto? Porque faltando os milagres e as curas verdadeiras, alguns, para atrair as multidões às suas reuniões decidem fazer uso da mentira para suscitar interesse nos que ouvirem os seus anúncios publicitários. Mas há uma outra coisa horrenda que acontece no meio do povo de Deus, que é esta; alguns espalham falsos rumores sobre histórias de outros crentes para destrui-los moralmente e para lhes fazer adquirir uma má reputação entre os outros. Espalhar uma calúnia sobre alguém quer dizer pôr a circular acusações infundadas contra alguém, infundadas porque não têm nenhum fundamento e nenhum motivo para serem feitas porque são inventadas. Hoje, alguns têm prazer para prejuizo da sua vida em calúniar o seu próximo esquecendo voluntariamente que “o que faz uma cova nela cairá e o que revolve a pedra, esta sobre ele rolará” (Prov. 26:27). Recordo-vos irmãos antes de tudo que está escrito: “Não admitirás falso rumor” (Ex. 23:1) e depois que para receber uma acusação contra alguém é necessário que a acusação seja confirmada por duas ou três testemunhas (fidedignas e não falsas) e que não é suficiente uma só testemunha, portanto se ouvis alguém acusar Fulano esperai que a acusação seja confirmada por algum outro para aceitá-la ou começai a investigar por vós mesmos para ver se as coisas são verdadeiramente assim porque hoje alguns caluniam com a sua língua para arruinar o próximo. O repito irmãos: Não espalheis nenhuma calúnia e não deis ouvidos à lingua mentirosa por amor da verdade. Dilectos, quem diz a verdade está seguro e não teme ficar confundido porque a verdade não confunde os que a amam e a dizem. Para enfrentar os nossos inimigos é necessário dizer a verdade para não ficarmos nós mesmos confundidos diante deles; sim, porque se um filho de Deus faz recurso à mentira, que não é mais que uma arma do inimigo que nós combatemos, certamente ficará confundido diante do inimigo que lhe a deitará à cara na primeira ocasião. Aquilo que eu aprendi no curso da minha vida é que é melhor confessarmos uns aos outros as nossas falhas dizendo a verdade do que cobrir as nossas transgressões com a mentira.

Ÿ “Estai pois firmes, tendo…vestida a couraça da justiça”(Ef. 6:14) Nós crentes devemos seguir a justiça porque está escrito: “Buscai a justiça” (Sof. 2:3). Vejamos agora de que maneira devemos seguir a justiça de Deus.

Nós como filhos de Deus não devemos fazer acepção de pessoas para com ninguém porque Tiago diz: “Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois condenados pela lei como transgressores” (Tiago 2:9), portanto nós não devemos considerar as pessoas de pele branca superiores às pessoas de pele negra ou amarela ou vermelha; não devemos considerar o rico mais do que o pobre, e nem tampouco o sábio segundo a carne (quem é doutorado ou diplomado) superior a quem é analfabeto ou a quem tem poucos estudos; não devemos também tolerar o mal quando a fazê-lo são os nossos amigos e não tolerá-lo quando ao invés o fazem os nossos inimigos, porque se tende a justificar as más acções daqueles que nos amam e respeitam enquanto se tende a condenar as daqueles que não nos amam e não nos respeitam. Deus não faz acepção de pessoas e nós como filhos de Deus devemos imitá-lo; não é fácil, mas não é impossível. Deus nos ajuda a imitá-lo também nisto para conduzir-nos de modo digno do Evangelho.

Além disso também não devemos nos apropriar de bens alheios de maneira desonesta e devemos dar ouvidos à sabedoria que diz: “Melhor é o pouco com justiça, do que abundância de colheita com injustiça” (Prov. 16:8). Segundo aquilo que ensina a Escritura nós não devemos praticar a usura e nem devemos emprestar aos nossos irmãos por interesse segundo o que está escrito: “Do teu irmão não exigirás juros; nem de dinheiro, nem de comida, nem de qualquer outra coisa que se empresta a juros” (Deut. 23:19).

Não devemos também falsificar as balanças ou qualquer outra unidade de medida porque está escrito: “Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida. Balanças justas, pesos justos..tereis” (Lev. 19:35,36). A Escritura ensina que os que pensam que é melhor ter grandes rendimentos sem equidade, isto é, burlando o próximo, do que pouco com justiça são loucos que a seu tempo recebem de Deus a condenação merecida pelas suas injustiças praticadas para prejuízo do seu próximo. No livro do profeta Amós temos uma evidente prova das injustiças que os Israelitas cometiam naqueles dias, e de como Deus primeiro os repreendeu e depois lhes disse como os puniria se não se convertessem dos seus maus caminhos. Os Israelitas tinham desprezado a justiça, eles oprimiam os humildes, pisavam os pobres exigindo deles donativos de trigo; não viam a hora que acabasse o sábado para abrirem os celeiros de trigo e diminuir a efa, aumentar o preço, falsificar as balanças para roubar, comprar os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sapatos; tinham chegado ao ponto de se porem a vender também as cascas do trigo! Mas o facto é que eles agiam de maneira injusta e depois se dirigiam para os átrios da casa do Senhor para lhe oferecerem incenso, os seus holocaustos e os seus sacrifícios de acções de graças; e convocavam também assembléias solenes nas quais cantavam cânticos acompanhados pela música dos seus saltérios. Mas Deus não se agradou de modo nenhum do culto daqueles rebeldes e disse-lhes: “Aborreço, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me dão nenhum prazer; e ainda que me ofereçais holocaustos, e ofertas de manjares, não me agradarei delas; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais gordos. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos. Corra porém o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso!” (Amós 5:21-24). Irmãos, a sabedoria diz que “fazer justiça e julgar com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer-lhe sacrifício” (Prov. 21:3), portanto guardemo-nos de pensar que mesmo se não seguimos a justiça o nosso culto será aceite por Deus, para não nos lisonjearmos a nós mesmos e para não ser julgados por Deus como o foram os Israelitas que não quiseram ouvir o profeta Amós. Deus anunciou aos Israelitas os juizos que Ele exercitaria contra eles e disse-lhes entre outras coisas: “Por causa disso não estremecerá a terra? e não chorará todo aquele que nela habita? Certamente se levantará ela toda como o grande rio, e será agitada, e submergirá como o rio do Egipto… Eis que eu vos apertarei no vosso lugar como se aperta um carro cheio de manolhos.. E tornarei as vossas festas em luto, e todos os vossos cânticos em lamentações; porei saco sobre todos os lombos, e calva sobre toda cabeça; e farei que isso seja como o luto de filho único, e o seu fim como dia de amarguras” (Amós 8:8; 2:13; 8:10). E como Deus disse, assim aconteceu de facto Deus primeiro enviou um forte terramoto e depois enviou contra Israel o exército Assiro que destruiu a terra e levou em cativeiro os habitantes. Deus, depois de ter suportado com paciência muitos anos, derramou o seu furor sobre os Israelitas injustos. Irmãos, Deus não tolera a injustiça e derrama a sua ardente ira sobre os injustos ainda nesta geração porque Ele não muda, portanto examinemos atentamente os nossos caminhos.

Uma coisa que nós crentes devemos fazer, quando surgem litígios no seio da irmandade é esta, chamar os irmãos que façam a injustiça a outros irmãos em juízo perante os santos e não perante os infiéis. Isto significa que um crente que sofre uma injustiça de um outro crente nunca deve levá-lo a juízo perante os tribunais acusando-o e denunciando-o. Quero recordar-vos que na igreja de Corinto havia toda a sorte de litígios entre os irmãos e que Paulo os admoestou por terem levado os crentes a juízo perante os infiéis em vez de perante os santos. Eis como Paulo os admoestou : “Ousa algum de vós, tendo uma queixa contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo há de ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, constituís como juízes deles os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Será que não há entre vós sequer um sábio, que possa julgar entre seus irmãos? Mas vai um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante inféis? Na verdade já é uma completa derrota para vós o terdes demandadas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano? Mas vós mesmos fazeis injustiça e fazeis o dano; e isto a irmãos. Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?” (1Cor. 6:1-9). Nós sabemos que também levar um irmão a juizo perante os incrédulos não é conforme a justiça e que os que o fazem são injustos. Os juizos entre irmãos e irmãos a respeito das coisas desta vida devem ser expressos sempre pelos outros irmãos e nunca pelos incrédulos porque em tal caso se fariam injustiças e danos aos santos. Irmãos, tende presente que nós um dia julgaremos o mundo porque está escrito nos salmos: “Exultem de glória os santos, cantem de alegria nos seus leitos. Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e na sua mão espada de dois gumes, para exercerem vingança sobre as nações, e castigos sobre os povos; para prenderem os seus reis com cadeias, e os seus nobres com grilhões de ferro; para executarem neles o juízo escrito; esta honra tê-la-ão todos os santos” (Sal. 149:5-9); portanto, sobre a terra, quando temos que julgar coisas desta vida podemos fazê-lo muito bem por nós sem a ajuda dos infiéis que não conhecem Deus. Nós também julgaremos os anjos que deixaram a sua primeira dignidade para cometer fornicação com as filhas dos homens, os quais estão por agora guardados nas cadeias da escuridão, portanto não devemos levar a juizo perante os incrédulos nenhum dos santos por amor da justiça porque nós temos a autoridade e a sabedoria necessária para julgar com justiça as causas entre os irmãos em litígio.

Uma outra coisa que nós devemos fazer para seguir a justiça é a de repartir os nossos bens com os que estão necessitados, conforme está escrito: “Não vos esqueçais da beneficiência e de repartir com outros os vossos bens” (Heb. 13:16). Isto o devemos fazer por princípio de igualdade e para que haja igualdade no povo de Deus “como está escrito: Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou” (2Cor. 8:15). Jesus nos deixou o exemplo nisto porque “sendo rico, se fez pobre” (2Cor. 8:9) por amor de nós, para que pela sua pobreza, nós nos tornassemos ricos.

Lembrai-vos que “a justiça guarda ao que é reto no seu caminho” (Prov. 13:6), exactamente como a couraça protege o soldado, e que Deus ama os justos.

Ÿ “E calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Ef. 6:15). Nós, como convém aos santos, devemos estar prontos para fazer toda a boa obra e além disso devemos estar sempre prontos a responder para nossa defesa a todo aquele que nos pergunta a razão da esperança que está em nós, mas com doçura e respeito tendo uma boa consciência como nos deixou escrito o apóstolo Pedro. A sabedoria diz que Deus odeia os “pés que se apressam a correr para o mal” (Prov. 6:18); por isso se compreende que alguns têm os pés preparados e velozes para fazer o mal. Mas o bom soldado de Cristo Jesus tem os seus pés calçados com a prontidão que lhe dá a Boa Nova da paz para se apressar a fazer o bem toda a vez que tem a oportunidade. Ele não está impreparado, mas bem preparado para fazer boas obras e para evangelizar e não diz ao seu próximo: ‘Te ajudarei uma outra vez, não agora’, e nem ainda: ‘Agora não saberei responder-te àquilo que me perguntas acerca da minha esperança’.

Ÿ “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef. 6:16). “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Heb. 11:1), e nós que cremos em Cristo temos cada um uma certa medida de fé nos entregue por Deus. Ora, a fé é comparada ao escudo que o soldado romano tinha para se proteger das setas que o inimigo lhe lançava em batalha; e esta comparação é apropriada, porque para nós a fé em Deus é verdadeiramente o escudo com o qual podemos apagar todas as flechas inflamadas do diabo. Sim porque o nosso adversário atira contra nós setas inflamadas que nós só podemos apagar com o escudo da fé. Uma das setas inflamadas pelo diabo está representada pela dúvida; parece uma coisa de nada a dúvida mas não o é, porque quem dá lugar à dúvida no seu coração não pode receber o cumprimento das fiéis promessas de Deus na sua vida. Duvidando não se pode receber nada do Senhor, mas crendo ao invés se podem ver as promessas de Deus cumprirem-se na nossa vida. Nas nossas angústias, no meio das variadas aflições com as quais a nossa fé é posta à prova devemos continuar a ter confiança em Deus e na sua Palavra; então sim veremos a glória de Deus aparecer sobre nós.

Vejamos agora alguns exemplos de homens que na angústia com o escudo da fé em Deus obtiveram o cumprimento de promessas e apagaram os dardos inflamados do diabo.

Ø Deus tinha prometido a Abraão um filho e que faria a sua descendência numerosa como as estrelas do céu. A Escritura diz: “E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer” (Rom. 4:19-21). Como podeis ver Abraão era velho e se bem que não tivesse mais algum vigor para gerar um filho, também, diante da promessa de Deus não duvidou nem da fidelidade de Deus e nem ainda do seu poder; certo, a sua fé foi posta à prova, mas no fim ele obteve o cumprimento da promessa porque creu firmemente que Deus faria Sara dar à luz na sua velhice, mesmo se esta não tinha mais os períodos habituais das mulheres e não estava mais capaz de ser mãe. Isto nos ensina que diante das promessas de Deus não há nada demasiado dificil para o Senhor; que não há angústia ou necessidade da qual o nosso Deus não nos possa tirar, mas por nossa parte deve haver uma atitude de plena confiança em Deus para ver Deus operar em nosso favor.

Ø Sadraque, Mesaque e Abednego disseram ao rei Nabucodonozor, quando este os ameaçou deitá-los no forno do fogo se eles não adorassem a estátua que ele tinha feito: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente, e da tua mão, ó rei” (Dan. 3:17); e pouco depois de terem sido lançados no forno do fogo sairam ilesos porque eles, pela fé “apagaram a força do fogo” (Heb. 11:34). Este é um outro exemplo de como com a fé em Deus se pode olhar face a qualquer angústia com a certeza que a libertação do Senhor está próxima. Na angústia, o justo espera no Senhor contra a esperança; ele vê que as circunstâncias lhe são todas adversas e sabe que nenhum homem pode libertá-lo dela porque o socorro do homem é vão, mas possui as promessas de Deus nas quais põe a sua confiança e invoca Deus para que o livre. E Deus, na sua fidelidade, o liberta demonstrando a ele e aos seus adversários de ser em verdade “um Deus de libertação” (Sal. 68:20) e que quem crê n`Ele não é envergonhado.

Ø Vejamos agora como Daniel e os seus três companheiros pela fé “escaparam do fio da espada” (Heb. 11:34). No segundo ano do reinado de Nabucodonozor, Nabucodonozor teve sonhos que o perturbaram, e ele chamou os magos, os astrólogos, os encantadores e os Caldeus para que lhe explicassem os seus sonhos. Mas o rei não lhes contou o sonho porque quis que fossem eles a lhe fazerem conhecer com a sua interpretação. A esta indagação os Caldeus lhe responderam: “Não há ninguém sobre a terra que possa declarar a palavra ao rei; pois nenhum rei há, senhor ou dominador, que requeira coisa semelhante de algum mago, ou astrólogo, ou caldeu. Porquanto a coisa que o rei requer é dificil, e ninguém há que possa declarar diante do rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne. Então o rei muito se irou e enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia. E saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos. Então Daniel falou avisada e prudentemente a Arioque, capitão da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia. Respondeu, e disse a Arioque, prefeito do rei: Por que se apressa tanto o mandado da parte do rei? Então Arioque explicou o caso a Daniel. E Daniel entrou e pediu ao rei que lhe desse tempo, para que pudesse dar a interpretação do sonho” (Dan. 2:10-16). Daniel creu que Deus lhe faria conhecer este segredo para podê-lo referir ao rei, mas não somente creu, mas também o confessou porque disse ao rei para lhe dar tempo que lhe o faria conhecer. Também Daniel tinha “o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei” (2 Cor. 4:13), de facto ele creu e falou ainda antes de receber o conhecimento daquele segredo. Pelo falar de Daniel ao rei compreendemos o que significa “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam” (Heb. 11:1). Ora, Daniel depois de ter falado ao rei “foi para sua casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, com o resto dos sábios de Babilônia” (Dan. 2:17,18). Eles oraram a Deus para que lhes fizesse conhecer o que o rei queria saber e Deus os ouviu. Assim Daniel foi ao rei a dizer-lhe o sonho e a sua interpretação, e ele, os seus companheiros e todos os sábios de Babilônia não foram mortos. O nosso Deus ainda é o revelador dos segredos; nós o cremos firmemente e o proclamamos. Ele com fé pode ser invocado ainda hoje a propósito de um segredo porque Ele diz: “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e impenetráveis, que não sabes” (Jer. 33:3); amados, o que necessitais conhecer acerca da específica vontade de Deus para vós? Que ministério cumprir, onde ir pregar o Evangelho, a irmã ou o irmão com quem vos deveis casar, ou outras coisas particulares? Há no céu um grande Deus que revela os segredos, invocai-o e obtereis de Deus a revelação da qual necessitais, mas invocai-o com fé sem duvidar doutra forma não recebereis nada do Senhor. Eu que vos escrevo o invoquei diversas vezes acerca de coisas específicas que diziam respeito à especifica vontade de Deus para comigo e Deus me ouviu; Ele não me desiludiu, porque é fiel.

Ø “No ano décimo quarto do rei Ezequias subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortes de Judá, e as tomou” (2Re 18:13), e se propôs conquistar também Jerusalém. E enquanto se encontrava em Laquis enviou os seus servos a Jerusalém para dizer aos habitantes da cidade santa para se renderem a ele. Os servos de Senaqueribe falaram “contra o Senhor Deus, e contra Ezequias, o seu servo” (2Cron. 32:16), e o mesmo rei d’Assiria escreveu também cartas insultando o Deus de Ezequias dizendo que Ele não poderia libertar o seu povo da sua mão. Ezequias se encontrou em grande angústia, mas ele não se deixou atemorizar pelas palavras de Senaqueribe; repousou a sua confiança em Deus e exortou o povo a não se atemorizar porque Deus estava com eles para combater as suas batalhas. Ele entrou na casa de Deus e orou a Deus com fé para que libertasse a cidade da mão do rei da Assíria. Esta é a oração que Ezequias dirigiu a Deus: “Ó Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, que habitas entre os querubins; tu és o Deus, tu somente, de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. Inclina, ó Senhor, o teu ouvido, e ouve; abre, Senhor, os teus olhos, e olha; e ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele mandou para afrontar o Deus vivo. Verdade é, Senhor, que os reis da Assíria assolaram todos os países, e suas terras. E lançaram no fogo os seus deuses; porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram. Agora pois, ó Senhor nosso Deus, livra-nos da sua mão, para que todos os reinos da terra conheçam que só tu és o Senhor!” (Is. 37:16-20). Deus respondeu a esta oração feita com fé de facto “enviou um anjo que destruiu no arraial do rei da Assíria todos os guerreiros valentes, e os príncipes, e os chefes. E o rei envergonhado voltou para a sua terra” (2Cron. 32:21). O rei Ezequias venceu pela fé o exército do rei da Assíria. Também neste caso um homem experimentou uma grande libertação de Deus pela a sua fé; simplesmente porque confiou com todo o seu coração em Deus. Na verdade pela fé que Deus nos deu se podem experimentar poderosas libertações, digo se podem, porque a fé é necessária exercitá-la no meio da angústia para ver Deus operar em nosso favor. O soldado pode também ter o escudo mas permanece o facto que se não o usa quando o inimigo lhe lança as suas setas não lhe será de nenhuma utilidade. Assim nós, se em necessidade confiamos no braço do homem e não no braço do Senhor não podemos afirmar que nos estamos opondo ao diabo com o escudo da fé e isto porque recusamos colocar a nossa confiança em Deus; podemos dizer ter fé em Deus com a boca, mas na verdade os homens vendo os factos que testificam o contrário não poderão afirmar que somos daqueles que têm plena confiança no seu Deus. Se se diz ter confiança em Deus é necessário também demonstrar com a própria vida que se confia em Deus; palavras fingidas a gente do mundo ouvem muitas e por muitas pessoas; procuremos que não as ouçam também de nós!

Ø Um outro exemplo de fé que me parece grande é aquele daquela mulher do fluxo de sangue que pela sua fé no Senhor foi curada do seu flagelo depois de doze anos de sofrimento. Está escrito: “E certa mulher, que havia doze anos tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito com muitos médicos, e dispendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior; ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou no seu vestido. Porque dizia: Se tão-somente tocar nos seus vestidos, sararei. E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal. E Jesus, voltando-se, e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou” (Mar. 5:25-29; Mat. 9:22). Também neste caso uma pessoa que estava em necessidade e que ninguém podia ajudar repousou a sua confiança no Senhor e por meio da sua fé obteve o que desejava. Aquela mulher não duvidou nem sequer por um instante; tinha ouvido falar de Jesus e das suas obras poderosas em favor dos enfermos e estava convicta que se tocasse a orla do seu vestido seria curada. Avançou entre a multidão que apertava Jesus e lhe tocou no vestido e foi curada no instante; neste caso o escudo da fé se revelou uma arma poderosa contra a doença. A fé no Senhor se revelou ainda uma arma invencível contra a qual todas as setas do diabo foram quebradas sem poder impedir ao crente de receber o cumprimento das promessas de Deus.

Ø Por cima de todos os exemplos de fé se ergue aquele que nos deixou o nosso Senhor Jesus Cristo. A Escritura diz: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, capitão e perfeito exemplo da fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Heb. 12:1,2). No livro do profeta Isaías está escrito: “Depois de ter dado a sua vida em sacrifício pela culpa, ele verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a obra do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do tormento da sua alma, e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos” (Is. 53:10,11). Ora, o Senhor sabia que para fazer justos muitos devia primeiro oferecer-se a si mesmo pelas nossas iniquidades, e portanto devia primeiro sofrer e depois ressuscitar (de facto Paulo diz que Cristo “ressuscitou para nossa justificação” [Rom. 4:25]). Ele, sabendo isto antecipadamente, isto é, tendo este grande gozo diante dele, que muitos pelos seus sofrimentos seriam conduzidos à glória, pela fé, suportou a cruz desprezando a afronta. O nosso Senhor não recuou perante a morte mas a enfrentou pela fé, certo de que o seu Pai não deixaria a sua alma no Hades e que Ele não lhe faria ver a corrupção. Recordai-vos que também Jesus deveria ter fé em Deus para cumprir a vontade do Pai e que se nós hoje jubilamos no Senhor por ter obtido a libertação dos nossos pecados o devemos à fé inabalável que o Filho de Deus, nos dias da sua carne, teve em Deus seu Pai. Deus é grande irmãos, tende fé n`Ele no meio das vossas angústias; não deis lugar à dúvida que o diabo procura pôr-vos na mente porque ela vos destruiria.

Para vos fazer perceber como duvidando as promessas de Deus resultam ineficazes lembro-vos um episódio que aconteceu no mar de Tiberíades aos dias de Jesus. Está escrito: “E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário; mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles; caminhando por cima do mar. E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. E respondeu-lhe Pedro e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me. E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?…” (Mat. 14:24-31). Neste caso o apóstolo Pedro recebeu de Cristo a ordem de ir a ele sobre as águas e quando ouviu proferir-lhe a palavra: “Vem” (Mat. 14:29), desceu logo do barco e se pôs a andar sobre as águas em direcção a Jesus. Mas que sucedeu pouco depois? Sucedeu que Pedro vendo o vento teve medo e este medo o levou a dúvidar da ordem de Cristo, e a dúvida o fez afundar nas águas tanto que clamou ao Senhor para salvá-lo. Como podeis ver Pedro, inicialmente creu e por meio da sua fé andou sobre as águas mas a seguir duvidou e começou a submergir. O vento soprava também quando ele cheio de fé começou a andar sobre as águas, portanto o facto de ele a um certo ponto começar a submergir na água está a indicar que ele não perseverou na fé até ao fundo mas se deixou tomar pelo medo de não conseguir. Deste episódio acontecido na vida de Pedro aprendemos que o escudo da fé durante a nossa vida o devemos ter sempre à mão para opô-lo aos nossos inimigos quando estes tentam nos fazer duvidar das promessas de Deus pelo medo. Sim, porque se é levado a duvidar da fidelidade e do poder de Deus exactamente pelo medo de não conseguir, de ficar envergonhado ou pelo medo de ficar sozinho contra todos. Vos recordais dos Israelitas no deserto? Não foi porventura pelo medo que tiveram dos gigantes, que eles se rebelaram a Deus e não tiveram confiança no seu nome? Certo, foi exactamente pelo medo que tiveram que não creram na palavra de Deus e não puderam herdar a terra que Deus lhes tinha prometido dar. Tende-os presentes diante de vós estes episódios porque eles fazem entender como à nossa fé em Deus, o diabo opõe a dúvida destruidora.

Amados, nas vossas angústias, mantei-vos firmes na fé até ao fim, a custo de ficarem sozinhos contra todos, e vereis as grandes libertações que Deus operará para vós, para a glória do seu nome; sim, porque Deus vos liberta de todas as vossas angústias para que o seu nome seja glorificado por meio de vós, conforme está escrito: “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sal. 50:15).

Ÿ “Tomai também o capacete da salvação” (Ef. 6:17). Como o capacete, o soldado o põe na cabeça, e Paulo diz que devemos tomar “por capacete a esperança da salvação” (1Tess. 5:8), assim nós nos devemos armar deste pensamento, a saber: que nós fomos salvos em esperança. Ora, nós que cremos fomos salvos dos nossos pecados e temos a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor porém permanece o facto que ainda não obtivemos “a redenção do nosso corpo” (Rom. 8:23); esta é a razão pela qual nós dizemos de esperar aquela que Paulo chama “a plena redenção da possessão adquirida” (Ef. 1:14), a qual será manifestada quando o nosso Senhor Jesus aparecer do céu. É mesmo assim irmãos; por isso nós filhos de Deus neste tabernáculo, que é a nossa morada terrena, “gememos” (Rom. 8:23), porque desejamos que o que é mortal (o nosso corpo) seja revestido da nossa habitação que é celestial. Nós sabemos que este nosso bom desejo será ouvido na ressurreição dos justos, quando ao soar da trombeta de Deus os mortos em Cristo ressuscitarão e os santos que estiverem vivos serão transformados num abrir e fechar de olhos para ir juntamente com os ressuscitados a encontrar o Senhor nos ares. Aquele é o dia da nossa salvação que nós vemos aproximar-se rapidamente e que esperamos ver. É verdade que quando falamos da nossa redenção falamos de uma coisa que não vemos mas por outro lado não pode ser de outra forma porque “a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?” (Rom. 8:24); mas nós temos a fé que Deus nos deu, a qual é a certeza de coisas que se esperam, e sustentados por esta fé, com a paciência produzida pelas nossas tribulações e mediante a consolação das Escrituras nós esperamos o que não vemos, seguros que o Senhor Jesus nos salvará da ira vindoura quando naquele dia vier com os anjos do seu poder para nos tomar a nós seus eleitos para levar-nos ao céu. Para entrar no Paraíso com um corpo devemos possuir um corpo imortal e incorruptível porque “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (1Cor. 15:50), e para obtê-lo devemos esperar aquele dia: Deus estabeleceu assim, é a sua vontade, portanto irmãos continuemos a esperar o Senhor porque de certo, ele, no tempo fixado por Deus aparecerá do céu “aos que o esperam para salvação [aos santos]” (Heb. 9:28) e nos dará um corpo glorioso e poderoso com o qual poderemos herdar o Reino eterno de nosso Senhor Jesus Cristo.

Ÿ “E a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef. 6:17). A Palavra de Deus é chamada “a espada do Espírito” (Ef. 6:17) porque ela é inspirada pelo Espírito Santo de facto Pedro diz que “nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Ped. 1:20,21); também Paulo confirma isso, quando diz: “Toda Escritura é divinamente inspirada” (2Tim. 3:16). Sabei que nós crentes com esta espada metemos medo aos nossos adversários porque com ela conseguimos destruir as suas fortalezas, isto é, todos aqueles raciocínios que se levantam contra o conhecimento de Deus. É com a Palavra de Deus que nós anulamos todas as falsas doutrinas que o diabo conseguiu introduzir no mundo e mesmo no seio da irmandade; não há uma falsa doutrina que a Palavra de Deus não possa destruir, isto é o que nós temos e estamos experimentando; somos consolados em constatar que não há arma do inimigo que possa resistir perante esta poderosa espada. Para o adversário são ruinas quando tenta erguer os seus vãos raciocínios contra a sã doutrina de Deus, porque a Escritura não pode ser anulada por ele; o diabo se opõe a ela mas não consegue destruí-la. Irmãos, o conhecimento das Escrituras é necessário no nosso combate porque nós nos encontramos a combater inimigos que com a sua astúcia procuram fazer-nos passar a mentira por verdade e a verdade por mentira e devemos por isso desembainhar a espada do Espírito e afiá-la contra eles para não sermos enganados e desviados da verdade. Da eficácia da Palavra de Deus no combate contra o diabo temos uma clara demonstração na tentação que o Senhor enfrentou, de facto Jesus Cristo a todas as três tentações do tentador lhe respondeu com a Palavra de Deus porque por bem três vezes lhe disse: “Está escrito” (Mat. 4:4,7,10). Jesus citou a lei para se defender dos ataques do adversário; não procurou persuadir o diabo que não tinha razão com discursos persuasivos de sabedoria humana ou com excelência de palavras ou com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a Palavra de Deus. Isto nos ensina que ao diabo nos devemos opôr com a palavra de Deus não adulterada para não ser vencido pelas suas maquinações. Digo com a Palavra de Deus não adulterada porque o exemplo de Eva no jardim do Éden nos ensina que fazer oposição ao diabo com a palavra de Deus misturada com a mentira não serve de nada. Quando a serpente disse a Eva: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” (Gen. 3:1), a mulher lhe respondeu assim: “Do fruto das árvores do jardim comeremos. Mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais” (Gen. 3:2,3). A mulher disse palavras que Deus não tinha de dito de modo nenhum ao homem, de facto Deus não tinha dito ao homem para não tocar no fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas só para não comê-lo, enquanto a mulher disse que Deus também tinha dito para não tocá-lo. Também o facto de a mulher dizer: “Para que não morrais” (Gen. 3:3) em vez de: ‘Certamente morrerás’, faz-nos perceber como a mulher fez a ameaça do Senhor um pouco mais fraca do que aquela que Ele tinha dirigido ao homem. As palavras do Senhor são poderosas e puras mas se nós as adequamos aos gostos dos outros faremos com que ela perca o seu poder e pureza por isso devemos estar atentos a citar as palavras de Deus assim como estão escritas sem procurar amaciar o que não agrada à carne ou aos rebeldes porque é duro. Considerando as especificas tentações que enfrentou Jesus, podemos ver como também a lei de Moisés, se usada legitimamente é uma arma eficaz contra o diabo, e isto nos recorda as palavras de Paulo aos santos de Roma: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei” (Rom. 3:31), e aquelas dirigidas a Timóteo: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente..” (1Tim. 1:8). Digo isto para reiterar que a lei é a Palavra de Deus a par das palavras de Jesus e das dos apóstolos, e que nós não devemos desprezar a lei mas conhecê-la para estar apto a proclamá-la para destruir tudo o que é contrário à sã doutrina. Também nesta geração existem homens como Janes e Jambres que contrastam Moisés (a lei de Moisés) afirmando que os mandamentos que Deus deu a Moisés são inadequados aos tempos. Quando falo dos mandamentos da lei não me refiro aos relativos às festas judaicas ou ao sábado ou à circuncisão ou aos alimentos, mas aos que condenam a incredulidade, o adultério, a falsidade, a mentira, os pecados contra a natureza, a blasfémia, a feitiçaria (não importa se ela é chamada magia branca ou negra), e tantas outras iniquidades que são perpetradas sobre a terra, e que uma certa categoria de pessoas reprovadas quanto à fé e privadas da verdade chamam coisas boas e úteis aos homens. Irmãos, tomai a palavra da verdade e embandeirai-a a fim de confutar as perversas doutrinas dos de fora; levantai-vos em favor do Evangelho demonstrando com a lei e os profetas que Jesus de Nazaré é o Cristo, o Filho do Deus vivo, Aquele de quem falaram Moisés e os profetas; “a palavra de Cristo habite em vós abundantemente” (Col. 3:16) a fim de tê-la pronta sobre os vossos lábios para vos opordes aos contradizentes e convencê-los. Guardai-a dentro de vós para a tirar para fora e edificar a igreja; sim, porque também vós podeis edificar a igreja, mas o podeis fazer fazendo uso da verdade e não da mentira. O diabo usa as mentiras para destruir os santos, mas nós nos opomos a ele com a verdade para destruir as suas fortalezas e ver os remidos edificados, instruidos, corrigidos, e consolados pelas Sagradas Escrituras.

Ÿ “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica pelo Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com franqueza, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar” (Ef. 6:18-20). Por estas palavras se compreende claramente como tanto a oração feita pelo Espírito Santo como a oração feita com a própria inteligência são armas eficazes contra os nossos inimigos. A oração é uma arma como podeis ver; por isso nós dizemos lutar em oração pelos santos, porque estamos conscientes de combater em seu favor quando oramos por eles. Quando nós oramos a Deus em favor dos nossos irmãos pedimos a Deus para fazer, de uma maneira ou de outra, sempre o bem aos santos; exactamente aquilo que o diabo não quer que eles recebam da mão de Deus. Amados, não subvalorizeis a oração porque por meio dela os irmãos são ajudados, consolados, corrigidos, e abençoados pelo Senhor; considerai que vós com as vossas orações podeis fazer bem a irmãos que não conheceis ou que não vedes perto de vós enquanto vós orais por eles, a fim de perceber como vós também, no vosso quarto, em secreto, podeis combater a boa guerra. Sabei que não combatem a boa guerra somente os que anunciam o caminho da salvação aos incrédulos nos lugares remotos da terra, ou os que pregam a Palavra no local de culto, mas também os que oram com fervor em prol de todos os santos; estai entre estes, por amor do Senhor e do seu povo. O amor para com a irmandade mostra-se também orando pela irmandade; sabei-o.

Mas quero agora debruçar-me sobre aquilo que Paulo disse para pedir a Deus por ele. O apóstolo Paulo desejava anunciar o Evangelho com toda a franqueza e considerava que os santos o poderiam ajudar a pregar com franqueza orando a Deus por ele. Nós também cremos ter necessidade das vossas orações para anunciar com franqueza o mistério do Evangelho, por isso vos pedimos de orar por nós para que possamos anunciar a Palavra como convém. Sim, porque é assim que a Palavra deve ser pregada, e não com discursos persuasivos de sabedoria humana ou com excelência de Palavras para não fazer ineficaz a Palavra de Deus. Alguém dirá: ‘Mas como pode ser feita ineficaz a Palavra?’ A Palavra é feita ineficaz exactamente quando é transmitida com discursos persuasivos de sabedoria humana ou com excelência de palavras porque Paulo escreveu: “Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã” (1Cor. 1:17); portanto o diabo tem todo o interesse de fazer com que a Palavra de Cristo seja anunciada com sabedoria de palavras. E este seu interesse o manifesta porque conseguiu introduzir na pregação da palavra da cruz feita por alguns os elementos que ele sabe, que farão vã a cruz de Cristo, e estes elementos danosos ao Evangelho são os discursos persuasivos de sabedoria humana e a excelência de palavras. Por excelência de palavras se entendem todos aqueles verbos e todas aquelas palavras cujo significado é desconhecido da maioria das pessoas e que são usados muitas vezes e voluntariamente nos seus discursos pelos políticos, os cientistas, os economistas, os professores, os filósofos, e ai de mim, também por alguns que pregam a Palavra, e isto me entristece porque desta maneira a palavra da cruz de Cristo é esvaziada da sua eficácia. Para compreender de que maneira deve ser pregado o Evangelho é suficiente ler como Cristo evangelizava e como pregavam os apóstolos dado que estão transcritas também algumas pregações tanto do apóstolo Pedro como do apóstolo Paulo. Lendo as pregações dos apóstolos se chega à inevitável e inequívoca conclusão que hoje muitos não anunciam a Palavra com a mesma franqueza e com a gravidade que caracterizavam as suas pregações. Hoje, muitos pregam o Evangelho com anedotas e piadas, misturando o sagrado com o profano; parte-se-me o coração ao constatar que são mais sérios alguns falsos profetas quando pregam as suas mentiras que muitos pregadores do Evangelho quando pregam a verdade. É vergonhoso e escandaloso ver pregadores que entretêm o seu auditório com as suas piadas e as suas brincadeiras; e se põem a rir também com gosto das coisas inúteis que dizem e que não edificam de maneira nenhuma! Mas há uma outra coisa que entristece, é que muitos falam, falam, sem conseguir dizer o que deveriam com toda a franqueza dizer, porque enchem as suas pregações com a sua tão amada sabedoria humana. Deus disse a Jerusalém: “O teu vinho se misturou com água” (Is. 1:22); ora, nós sabemos que se o vinho é misturado com água perde o seu sabor original e que quanto mais água se põe menos forte se torna. Não é porventura aquilo a que se assiste hoje? Não é porventura verdade que a Palavra de Deus em muitos casos, em vez de ser anunciada com o Espírito é anunciada com discursos persuasivos de sabedoria humana? Não é porventura verdade que algumas pregações não têm quase nenhum sabor justamente porque estão cheias de coisas inconvenientes? A palavra é menos forte do que aquela que anunciavam os apóstolos, irreconhecível algumas vezes, porque está distorcida por discursos inúteis nos quais têm prazer somente aquela gente que cuida mais da estética que da substância. Quase todos procuram amaciar o que não deve ser amaciado, e de falar apenas de coisas agradáveis; para evitar que o auditório seja abalado, para que quem escuta não se ponha a chorar e não se ponha a clamar: ‘Que devo fazer para ser salvo?’ É tudo diferente da forma como a mensagem do Evangelho era proclamada pelos apóstolos porque também muitos tiraram certas expressões fortes das suas pregações e as fizeram menos fortes também com a cumplicidade de alguns tradutores das Escrituras. É raro ouvir pregar a Cristo e ele crucificado e acerca da sua gloriosa ressurreição como falavam disso os apóstolos porque tem feito raiz no seio da irmandade um particular modo de pregar o Evangelho que não edifica e que difere à vista dos olhos do transcrito. Mas por outro lado para satisfazer os gostos da maioria que quer ouvir coisas agradáveis e não palavras que encutem temor ou medo, é necessário forçosamente aprender a pregar desta maneira! Pelo que se vê parece mesmo que os pecadores na congregação dos justos devem-se sentir cómodos, ou como dizem alguns em sua casa; eles não devem ser tomados por tremor ou pelo medo das chamas eternas e nem ainda se devem sentir tão grandes pecadores diante do nosso Deus. Isto é o que alguns conseguem fazer fazendo também com que os crentes aplaudam para dar umas calorosas boas-vindas aos pecadores ao seu meio! Mas por outro lado, porque estes pregadores falam do pecado à sua maneira fazendo-o passar por nada de tão grave, nada de tão pesado para quem é escravo dele; os se ouve muitas vezes dizer: ‘Vinde a Jesus e ele resolverá todos os vossos problemas e encontrareis nele um grande amigo’, mas nunca: “Convertei-vos dos vossos maus caminhos” (Ez. 33:11), ou: “Salvai-vos desta geração perversa” (Actos 2:40), ou ainda: “Arrependei-vos, e crede no Evangelho” (Mar. 1:15); porque eles não querem parecer aos olhos dos demais ‘demasiados sérios’ ou ‘exagerados’ ou ‘antiquados’ (assim são rotulados por alguns os que exortam os pecadores a se arrependerem) e temem fazer sentir em perigo e em culpa os pecadores. Mas eu vos pergunto: ‘Mas segundo vós os pecadores como se devem sentir?’ Como pessoas que têm somente ais e dores porque não querem ouvir a voz de Deus ou também como pessoas escravas do pecado e de Satanás que podem ser libertadas somente pelo Senhor se se arrependerem e crerem no nome de Jesus Cristo? Arrependimento? Mas parece mesmo que esta geração não se tem que arrepender de nenhum pecado porque é santa, justa e irrepreensível, porque é um vocábulo em desuso nas pregações. Um verbo tão usado nas pregações de Jesus e dos apóstolos hoje é tão desprezado, naturalmente sempre pelo medo de atemorizar os pecadores. Segundo alguns, afinal aos pecadores não é necessário fazê-los perceber que arrependerem-se é uma questão de vida eterna ou de tormento e vergonha eterna, porque pensam ganhar as almas sem lhes falar de arrependimento. Mas como se pode pensar uma tal coisa quando Jesus um dia disse: “Se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3), e quando a Escritura diz que “se o homem se não converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado; e já para ele preparou armas mortais, e porá em acção as suas setas inflamadas” (Sal. 7:12,13)? Dilectos, os pecadores não devem ser lisonjeados porque assim fazendo se lhes estende uma armadilha diante dos seus pés e os se engana; eles estão sobre o caminho da perdição que conduz ao fogo que nunca se apaga, e não sobre qualquer caminho que no final por alguma parte vai dar ao paraíso de Deus. Eles devem ser conjurados a abandonar o caminho no qual estão e não se lhes deve fazer com que se sintam tranquilos sobre este seu caminho. Considero que é necessário que se volte a pregar o arrependimento das obras mortas com força, sem medo de nada e de ninguém; mas que querem fazer perceber aos pecadores? Que unir-se a nós significa mudar de religião, ou significa somente mudar as práticas relativas ao culto? Nós devemos fazer perceber aos pecadores que unir-se a nós significa unir-se ao povo de Deus adquirido por ele com o seu próprio sangue, e que só o podem fazê-lo arrependendo-se das suas obras mortas e crendo em nosso Senhor Jesus Cristo. É hora de levantar a voz e de pregar o arrependimento para ver almas converterem-se verdadeiramente ao Senhor. Judas diz a todos nós: “Salvai-os, arrebatando-os do fogo” (Judas 23), mas parece que alguns com o seu modo de falar não querem salvar os pecadores arrebatando-os do fogo, porque se alegram em vê-los a rir e confortáveis na congregação dos justos e não em vê-los chorar e a se entristecerem ao ouvir o fim que os espera se não se arrependerem. Mas por outro lado hoje o mote que muitos embandeiram é: ‘Quantos mais somos melhor é!’, porque não pensam em mais nada senão em encher a sua denominação para fazê-la parecer grande e sempre mais prestigiosa aos olhos da sociedade e das outras denominações; quanto mais são numericamente mais seguros e mais poderosos alguns se sentem, não lhes importa nada se as almas que vão ouvi-los não se arrependem porque o importante para eles é que o local no domingo esteja cheio em cada lugar para não trazer desonra ao nome prestigioso da sua denominação. E depois pensam, é melhor não falar de arrependimento e ter as ofertas dos rebeldes, que falar e ver as ofertas diminuir. E que dizer do fogo eterno? É tão raro ouvir falar que parece mesmo ou que desapareceu ou que nunca existiu. No entanto o fogo naquele lugar continua a arder, no entanto foi preparado pelo Senhor para o diabo e para os seus anjos e lá serão lançados no dia do juízo todos aqueles que recusaram obedecer ao Evangelho. Mas então porque é esquecido falar dele, quando é um lugar tão real como qualquer lugar sobre esta terra? Irmãos, quem anuncia o Evangelho deve fazê-lo com o Espírito Santo, com poder e grande convicção para que os pecadores se arrependam dos seus pecados e creiam no Evangelho, portanto orai a Deus pelos seus servos para que lhes conceda isto. Mas quero dizer uma outra coisa, é que se os apóstolos vivessem hoje, pregariam como faziam então e não mudariam o modo de falar para agradar ao seu auditório ou a alguma denominação. Agora, alguns para cativar a amizade e o sustento financeiro de alguns grupos denominacionais não falam mais de toda a sã doutrina de Deus mas somente de uma pequena parte para não ferir o ânimo daqueles que recusam aceitar a outra parte; mas então se é assim, cativemos também a amizade dos pecadores, dos bêbados, dos sedomitas, dos ladrões e dos fornicadores dizendo-lhes apenas que Jesus os amou e deu a sua vida também por eles, e não lhes digamos para se arrependerem das suas obras mortas, e não lhes digamos tampouco que se não se arrependem perecerão no fogo eterno, porque isto poderia irritá-los! Longe de nós isto! Paulo disse aos Gálatas: “Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gal. 1:10), portanto quem procura o favor de Deus não deixa de anunciar nenhuma parte do conselho de Deus porque a ele não importa nada o favor dos homens; quem ao invés o faz demonstra ter o favor dos homens em mais alta consideração do que o favor de Deus e nisto age mal. João o Batista repreendeu Herodes o Tetrarca por causa de Herodias, mulher de seu irmão, com quem ele se tinha casado (e também por todas as maldades que ele tinha cometido), e não lhe disse: ‘Herodes, escuta, Herodias te é licito tê-la se ela deixou o marido porque ele lhe foi infiel’, ou: ‘Te é licito tê-la se ela e Filipe de mútuo consentimento se decidiram divorciar’, mas disse-lhe: “Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão!” (Mar. 6:18), e basta; e por esta razão Herodias lhe guardava rancor e desejava matá-lo. Certamente, se João tivesse procurado o favor dos homens ou o do próprio Herodes que vivia em adultério não repreenderia Herodes daquela maneira. Também Jesus se tivesse procurado o favor dos homens não chamaria Deus seu Pai, e não teria repreendido também os escribas e os Fariseus por causa da sua maldade e hipocrisia. O apóstolo Paulo sabia que os filósofos gregos não criam na ressurreição dos mortos, mas isso não obstante em Atenas, quando teve a oportunidade de falar no Aerópago não procurou não mencioná-la por medo da reacção dos Atenienses e dos forasteiros que o ouviam. Diante de Félix, o governador, quando este o mandou chamar o apóstolo falou com franqueza da justiça, da temperança e do juízo vindouro tanto que Félix todo atemorizado o enviou de volta. Paulo não lisonjeou de modo nenhum Félix porque não foi tomado pelo medo de que lhe falar daquela maneira poderia significar atrair a sua inimizade e até mesmo permanecer na prisão ainda mais tempo do que o previsto. Em Cesaréia, na sala de audiências, diante do rei Agripa e de Berenice e dos tribunos e dos principais da cidade Paulo falou com franqueza da forma como se tinha convertido ao Senhor e como o Senhor Jesus lhe tinha aparecido numa visão e lhe tinha falado não preocupado de qual seria a reacção daqueles que o ouviam. E o tempo não chegaria se falasse de como falaram os profetas ao povo de Israel, aos seus chefes, aos seus sacerdotes, aos seus pastores que tinham abandonado o Senhor e a sua lei. Mas sabeis porque os profetas sofreram escárnios, castigos, cadeias e prisões e muitos deles foram mortos à espada e apedrejados? Porque falaram com franqueza da parte de Deus, sem omitir nada daquilo que Deus lhes mandava dizer ao povo teimoso e rebelde. Se quereis saber o que significa falar com franqueza ide ler aquilo que disseram os antigos profetas aos rebeldes e percebereis como eles exposeram as suas vidas e as arriscaram precisamente porque com toda a franqueza disseram ao povo o que devia fazer e o que devia deixar de fazer para agradar a Deus. Mas que piada alguma vez disseram os profetas aos rebeldes para alegrá-los?

 

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