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Não é verdade que um crente não pode perder a salvação

Certamente se um crente permanece unido ao Senhor durante todo o seu caminho cristão, crendo nele e observando os seus mandamentos até ao fim por certo será salvo e nada e ninguém poderá separá-lo do amor de Cristo. Apesar de ele errar em muitas coisas (quem de nós pode dizer o contrário?) ele no fim será salvo porque terá guardado a sua fé e terá combatido o bom combate até ao fim. Mas se ele, aum certo ponto da sua vida, lança fora a fé que tem no Senhor e deixa de observar os seus mandamentos, cometendo o pecado para a morte certamente não será salvo mas será condenado, mesmo se no início tinha também ele crido. Vejamos agora algumas Escrituras que testificam que a salvação se pode perder se recuamos.

Ÿ Está escrito: “Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro, e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério. Pois a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção da parte de Deus; mas se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada” (Heb. 6:4-8). Antes de tudo vejamos de perto as características daqueles que se caírem é impossível conduzi-los outra vez ao arrependimento porque elas são características que podem ter e têm só verdadeiros filhos de Deus lavados dos seus pecados com o sangue do Cordeiro. Digo isto porque alguns fazem passar esta queda como uma queda que cometem pessoas que ainda não tinham aceitado a Palavra de Deus  completamente ou que se estavam aproximando do Senhor, o que não é de modo nenhum verdade porque aqueles de quem o escritor fala aos Hebreus nestes versículos são verdadeiros crentes. Irmãos, quem, depois de ter ouvido o Evangelho da graça se aproximou de Deus reconhecendo-se pecador e necessitado de ser salvo foi iluminad o por Deus que é luz; e quando ele crê com o seu coração no nosso Senhor Jesus Cristo obtendo a remissão dos seus pecados e a vida eterna ele prova o dom celestial que é Cristo Jesus porque está escrito: “O dom gratuito de Deus é a vida eterna” (Rom. 6:23) e porque João, falando do Filho de Deus, diz: “Este é .. a vida eterna” (1 João 5:20); e quando ele é batizado com o Espírito Santo é feito participante do Espírito Santo. Ter provado a boa Palavra de Deus significa ter-se alimentado não só do ”puro leite espiritual” (1 Ped. 2:2) mas também do alimento sólido que é para adultos; e ter provado “os poderes do mundo vindouro” (Heb. 6:5) significa ter recebido dons do Espírito Santo. Ora, se, quem experimentou todas estas coisas rejeita o Senhor, e recua (deixando-se envolver e vencer pelas contaminações do mundo), tomando a decisão de não querer mais seguir o Senhor e de renunciar a Cristo e de não querer mais ouvir falar dele, esse tal comete o pecado que é para morte e por esse tal não se deve orar porque é impossível conduzi-lo outra vez ao arrependimento porque crucifica por sua conta de novo o Filho de Deus e o expõe ao vitupério. O escritor desta epístola diz que a terra que é regada por Deus e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada é abençoada por Deus, mas se produz espinhos e abrolhos é rejeitada e maldita e o fim que a espera é ser queimada; assim é com o crente, porque se ele permanece no Senhor o Senhor permanece nele, ele dá muito fruto para a glória de Deus e Deus o abençoa; mas se ele deixa de permanecer no Senhor, o Senhor deixará de permanecer nele e ele produzirá apenas espinhos e abrolhos, tornando-se um homem reprovado quanto à fé, um filho de maldição que no fim será lançado no lago ardente de fogo e enxofre para ser queimado e atormentado pela eternidade. A razão pela qual o escritor desta epístola escreveu estas coisas aos Hebreus que tinham crido no nosso Senhor Jesus Cristo é a seguinte: estes crentes estavam suportando uma grande perseguição por causa da sua fé em Jesus Cristo e eram tentados, no meio da perseguição, a recuar e o Escritor, que conhecia tanto eles como os sofrimentos que eles tinham que suportar por causa do Evangelho, os exortou a reter firme até ao fim a sua confiança em Cristo e os alertou para não voltarem atrás e para não renunciarem à graça para voltarem a oferecer aqueles sacrifícios pelo pecado cujo sangue não podia cancelar os pecados, porque se o fizessem se condenariam a eles mesmos à eterna perdição porque pisariam o Filho de Deus e teriam por profano o sangue do pacto com o qual tinham sido santificados, e ultrajariam o Espírito da graça. Ele falou da sorte que espera quem recua e do castigo que este é digno de receber do Deus vivo nestes termos: “Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo . Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Heb. 10:26-31). Estas palavras são também elas dirigidas a todos nós que cremos porque o próprio escritor que era um crente se inclui dizendo: “Se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade.. ” (Heb. 10:26) (nós filhos de Deus recebemos o conhecimento da verdade), e porque nós somos aqueles que foram santificados com o sangue do pacto. Portanto irmãos, se aqueles que conheceram a verdade que está em Cristo Jesus, pecarem voluntariamente, isto é, se pecarem para morte, eles cometem um pecado que não lhes poderá ser perdoado (pecado que paga ao transgressor com a morte eterna), e para eles não restará mais alguma esperança de serem salvos porque perderão a boa esperança que têm; aquilo que restará para eles será só a terrível  expectação do juízo de Deus. Eles serão julgados dignos de receber um castigo maior do que aquele que recebiam os que transgrediam a lei de Moisés e que eram condenados à morte, porque pisarão o Filho de Deus, tendo por profano o sangue de Cristo com o qual foram aspergidos e ultrajarão o Espírito da graça, ou seja, o Espírito Santo que está nos nossos corações e por meio do qual clamamos: Aba! Pai!; (lembrai-vos que Jesus disse: “Aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão, mas será réu de pecado eterno” [Mar. 3:29]). Devo dizer que tanto aexpressão “e depois caíram” (Heb. 6:6) como aquela “se pecarmos voluntariamente” (Heb. 10:26) fazem referência ao pecado para a morte e não a qualquer pecado porque doutra forma isto significaria que para uma qualquer violação da lei seria impossível, para quem a comete, arrepender-se dela e obter o perdão dela e que não haveria mais alguma esperança para ele porque é condenado ao fogo eterno. Mas existem aqueles que recuam para a sua perdição? Certamente, com efeito, o escritor aos Hebreus diz: “ Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma” (Heb. 10:39). Reconhecei pois que não só existe a possibilidade de perder a salvação, mas existem também aqueles que a lançam fora indo assim para a perdição. Mas nós não estamos entre esses, mas entre aqueles que crêem para a conservação da sua alma. 

Ÿ Jesus Cristo disse: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanece em mim é lançado fora, como a vara, e seca; tais varas são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas” (João 15:1-6). Ora, Jesus Cristo é a videira e nós que somos os seus discípulos somos as varas e ele nos ordena permanecer nele para dar fruto para a glória de Deus. Mas o que significa permanecer nele? Permanecer nele significa guardar os mandamentos de Deus porque está escrito: “Quem guarda os seus mandamentos, em Deus permanece e Deus nele” (1João 3:24). Quais mandamentos? João diz que “o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou” (1João 3:23), portanto, se nós continuarmos a crer no nome do Filho de Deus até ao fim e a guardar os mandamentos de Deus até ao fim continuaremos a dar frutos de justiça até ao fim, permaneceremos apegados à videira e herdaremos assim a vida eterna. Mas o que acontecerá, pelo contrário, se nós cessarmos de crer no nome do Filho de Deus e cessarmos de guardar os seus mandamentos? Sucederá que deixaremos de dar fruto e Deus nos lançará fora porque não serviremos mais para nada. Jesus disse, com efeito, que as varas que não dão fruto porque não permanecem na videira “são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas” (João 15:6), portanto cuidemos de nós mesmos e permaneçamos no Senhor até ao fim para não nos vermos um dia lançados juntamente com os pecadores impenitentes no lago ardente de fogo e enxofre!

Ÿ Jesus, falando da semente caída nos lugares pedregosos disse: “Os que estão sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; mas estes não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, mas na hora da provação recuam” (Lucas 8:13). Como podeis ver aqueles que recebem a boa semente nos lugares pedregosos são os que ouvem a Palavra e a recebem logo com alegria crendo nela, porém não perseveram até ao fim na fé porque quando chega a perseguição por causa da Palavra recuam. Está dito claramente deles que crêem por algum tempo e recuam e nós sabemos que o Senhor disse: “Mas o meu justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Heb. 10:38); portanto aqueles que recuam deixam de ser agradáveis ao Senhor porque deixam de crer em Deus. E como poderia continuar a agradar a Deus um homem que deixa de ter fé em Deus quando a Escritura diz que “sem fé é impossível agradar-lhe” (Heb. 11:6)?

Ÿ Paulo disse a Timóteo: “Palavra fiel é esta:… Se o negarmos, também ele nos negará” (2 Tim. 2:11,13). Estas palavras nos dizem claramente que se nós que cremos negarmos o Senhor e as suas palavras no meio desta geração também o Senhor nos negará. Esta afirmação de Paulo (notai que Paulo se incluiu, como o escritor aos Hebreus que disse: “Se pecarmos voluntariamente…” [Heb. 10:26]) está em acordo com as palavras do Senhor Jesus que disse aos seus discípulos: “Todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mat. 10:32,33) e também: “Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” (Mar. 8:38). É pois uma coisa muito grave envergonharmo-nos do Senhor e das suas palavras neste mundo; Paulo sabia isto, por isso disse a Timóteo: “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor” (2 Tim. 1:8). Dilectos, não nos envergonhemos do Senhor e ele não se envergonhará de nós.

Ÿ Paulo, falando no nosso enxerto na oliveira legítima disse aos santos de Roma: “Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará a ti também. Considera, pois, a benignidade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado” (Rom. 11:21,22). Nós sabemos que os Judeus desobedientes são os ramos naturais que foram quebrados da sua oliveira legítima a que Paulo faz referência. Eles “pela sua incredulidade foram quebrados” (Rom. 11:20), por isso não gozam as bênçãos de Cristo (a sua salvação, a sua paz, os seus dons) precisamente por causa da sua incredulidade. Nós Gentios que cremos, pelo contrário, fomos enxertados na oliveira legítima por causa da nossa fé e ainda por esta mesma fé subsistimos nesta oliveira. Tudo isto nos leva a perceber a severidade de Deus para com aqueles Judeus que não crêem no seu Filho Jesus Cristo, mas também a sua benignidade para com nós Gentios que cremos. Mas esta benignidade de Deus para connosco, Deus continuará a manifestá-la para connosco fazendo-nos permanecer na oliveira legítima na condição de nós guardarmos até ao fim a fé que tínhamos a princípio, quando cremos, doutra maneira também nós seremos quebrados da oliveira legítima. Quero que saibais que não se pode subsistir na oliveira legítima sem fé, portanto aqueles que crêem por algum tempo e depois recuam são cortados da oliveira legítima e não podem entrar no repouso de Deus que Ele preparou para aqueles que crêem. Como os Israelitas que se rebelaram a Deus no deserto não poderam entrar no repouso de Deus por causa da sua incredulidade assim também os que um dia creram e depois deixaram de crer não poderão entrar no Paraíso de Deus porque vão para a perdição. A Escritura diz que “nós, os que temos crido, entramos no repouso” (Heb. 4:3), mas ela ensina também que os que crêem por algum tempo e depois recuam não podem entrar nele.

Irmãos, a Palavra de Deus não nos lisonjeia; ela de modo nenhum nos induz a pensar que mesmo se descuidarmos desta grande salvação no fim Deus terá misericórdia de nós, porque ela diz: “Convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas. Pois se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu justa retribuição, como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação?” (Heb. 2:1-3) e ainda: “Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles quando rejeitaram o que sobre a terra os advertia, muito menos escaparemos nós, se nos desviarmos daquele que nos adverte lá dos céus” (Heb. 12:25). Há uma palavra de exortação na Escritura que nos diz para ter cuidado de que nenhum de nós fique privado da graça de Deus e de que nenhum de nós seja “profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura” (Heb. 12:16) o qual, “querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado; porque não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscou diligentemente com lágrimas” (Heb. 12:17). Ora, vós sabeis que Esaú vendeu a sua primogenitura a Jacó por um guisado de lentilhas. Considerai que o direito de primogenitura debaixo do antigo pacto permitia ao primogénito herdar do pai uma dobrada porção de tudo quanto ele tivesse, portanto não era uma coisa de nada o direito de primogenitura que tinha Esaú. Mas que fez ele? Desprezou a sua preciosa primogenitura vendendo-a a Jacó por um guisado de lentilhas. É mesmo verdade a palavra que diz que “até por um bocado de pão prevaricará o homem” (Prov. 28:21), com efeito, está escrito que “Jacó deu a Esaú pão e o guisado de lentilhas” (Gen. 25:34) em troca da sua primogenitura, portanto Esaú prevaricou até por um bocado de pão.

Irmãos, guardemo-nos de desprezar o direito de sermos chamados filhos de Deus para nos virarmos para os prazeres do pecado que o diabo através deste mundo mau nos oferece continuamente (querendo-nos fazer crer que pelas coisas deste mundo vale a pena voltar as costas ao nosso Senhor e descuidar desta tão grande salvação), porque se o desprezarmos tornaremo-nos profanos como Esaú e não herdaremos de certo o Reino de Deus e a bênção de Deus, porque iremos direitos para o fogo que não se apaga, para aquele fogo que está destinado aos ímpios onde há “pranto e ranger de dentes” (Mat. 25:30). Deitar fora o que de mais precioso existe em toda a criação e que nos foi adquirido pelo Filho de Deus com o seu sangue, isto é, a salvação eterna, é loucura e aqueles que o fizeram colhem ainda os tormentos que esta louca decisão faz colher àqueles que a tomam, com efeito, estão no Hades a prantear e a ranger os dentes sem gota de água para matar a sede e sem ninguém que possa aliviar as suas dores ou enxugar as suas lágrimas. As lágrimas que eles derramam podem ser comparadas às lágrimas que Esaú derramou quando quis herdar a bênção de Isaque; aquelas foram lágrimas derramadas sem arrependimento que não comoveram Isaque e não o induziram a abençoar Esaú. Assim da mesma maneira aqueles que desprezaram a salvação que está em Cristo Jesus e tiveram por profano o sangue de Cristo com o qual tinham sido lavados um dia, estão no fogo do Hades a chorar de dor, sem a mínima possibilidade de obter misericórdia e de herdar a salvação eterna. Portanto irmãos, estejamos firmes na fé, não recuemos na provação, sabendo ter no céu uma cidade que nos foi preparada por Deus, da qual ele é o arquitecto e o construtor. Ela é a esperança dos santos, mas para poder entrar nesta cidade de ouro puro, cujas portas são pérolas, e no meio da qual corre o rio da água da vida, límpido como cristal, é necessário que nós perseveremos até ao fim na fé e nas obras de Cristo; sim, até ao fim e não apenas por algum tempo, então sim naquele dia os nossos olhos contemplarão o Rei da glória na sua beleza; então sim entraremos no Reino eterno do nosso Senhor Jesus Cristo e nos sentaremos na sua mesa juntamente com Abrão, Isaque e Jacó e todos os profetas. Dilectos, vale a pena sofrer pelo Senhor sobre a terra; tendo presente que nós um dia provaremos e veremos a glória de Deus pela eternidade dizemo-vos irmãos amados: ‘Vamos avante com perseverança, lutemos com zelo pela causa do Evangelho, não nos distraiamos olhando para a direita ou para a esquerda, mas olhemos em frente fixando o nosso olhar em Jesus, autor e consumador da fé, “o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta” (Heb. 12:2); também à nossa frente está proposto um grande gozo, desprezemos a afronta também nós para herdá-lo e para ouvirmos dizer naquele dia: ‘Entrai no gozo do vosso Senhor vós seus servos fiéis’. A Deus que nos chama ao seu reino e à sua glória, seja o louvor eternamente. Amen.

 

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6 Comments

  1. Ou seja, a salvação depende da obra, a obra da perseverança. Pois se o sujeito não persevera, perde a salvação, e por oposição, só mantém a salvação se persevera. No fim das contas, é impossível se ter certeza da salvação, pois se no último instante o sujeito comete um deslize, está perdido.

    • Não, a salvação depende de DEUS porque a Ele pertence o salvar. Tambèm a perseverança è algo que vem do Senhor, pois ninguem pode perseverar na fè se DEUS não o permite. Mas mesmo assim, DEUS na Sua palavra nos diz que temos que perseverar atè o fim e que se nao perseverarmos na fè, Ele nos jogarà no fogo. Isto è o que as Escrituras ensinam.
      Todos os crentes, nascidos de novo tem a certeza da Salvação, ou seja que irão para o cèu, porque o Espirito de DEUS testemunha isto. Infim ccho tambèm importante lembrar que ainda hà uma salvação que temos que experimentar e è aquela da ira vindoura (cfr Rm 5). Se um crente se desvia ou se dà ao pecado então a ira de DEUS cairà sobre ele e ele irà para o inferno, mesmo que tenha experimentado o novo nascimento.

      • Acho que vc confundiu as coisas. Primeiro: a passagem sobre “perseverar atè o fim” diz respeito ao período da Tribulação e não à salvação eterna. Segundo, não existe essa ameaça de “que se nao perseverarmos na fè, Ele nos jogarà no fogo”. Não sei em que vc se baseou para afirmar isto, a menos que tenha pego versículos soltos para construir essa doutrina. E finalmente é impossível alguém nascido de novo “ir para o inferno, mesmo que tenha experimentado o novo nascimento”. Como é possível alguém experimentar o novo nascimento (palavras suas) e ir para o inferno??? O próprio Senhor Jesus afirma às Suas ovelhas (João 10:28) que “eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão”. Isto é suficiente. Quanto aos que se perdem, é porque nunca foram salvos. Estavam “na igreja” (templo), mas não “na Igreja” (Corpo de Cristo), e por isso Ele lhes dirá: “Nunca vos conheci” (Mateus 7:23, cf. João 10:14).
        Gente, esse assunto é simples. Não procurem complicar o que é simples. Se é possível perder a salvação, então não existe certeza de salvação e todo o corpo doutrinário do Evangelho cai por terra.

        • Georges, voce jà tem lido os primeiros 6 versículos de João 15? Parece que não. Ou se voce ja tem lido, não tem meditado correctamete. Para afirmar “que se não perseverarmos na fè, Ele nos jogarà no fogo”, eu me baseio em alguns versiculos da biblia, entre os quais està a passagem de João 15:1-6. Està Escrito: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. 2 Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto. 3 Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. 4 Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. 5 Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Quem não permanece em mim é lançado fora, como a vara, e seca; tais varas são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas.” (Jo 15:1-6). Nesta passagem Jesus disse que toda vara che ESTA’ NELE , que não dà fruto, o Pai a corta e joga fora. E tais varas são recolhidas e jogadas NO FOGO. Então quem são aqueles que ESTAO EM CRISTO? As Escrituras nos dizem que são as novas Criaturas, segundo que està escrito: “Pelo que, SE ALGUEM ESTA’ EM CRISTO, NOVA CRIATURA E'; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Co 5:17). Assim, tomando conta destas duas passagens, è CLARO que se uma nova Criatura que està em Cristo não dà fruto serà cortada e jodada no fogo. Em outras palavras,se um Cristão, nascido de novo, para de dar fruto, vai ser jogado primeiro no inferno e depois no lago de fogo e de enxofre.

          • Essa passagem da videira diz respeito ao julgamento das obras, cf. I Co 5. Como você, muitos confundem julgamento das obras com o julgamento das almas, algo pelo qual os salvos não passarão. As varas que são cortadas e lançadas fora são as que não dão fruto. Compare com Mateus 8:12; 22:13 e 25:30. Os servos ali são punidos pelas más obras (negligência etc.). Diferente de Mateus 7:23, onde Jesus diz que nunca conheceu aqueles obreiros. Aqui em 8:12; 22:13 e 25:30 não, bem como em João 15: o tratamento do Senhor é “servos”, “filhos do reino”. É severo, mas é diferente. As obras é que são o motivo da punição.
            Por último aconselho-o a ler o livro de Watchman Nee, “O dano da segunda morte”. Mas tudo bem, sei que não fará isto, então OK, lhe desejo boa sorte. Para mim basta dessa discussão, pois você não mudará de idéia. Boa sorte na eternidade, espero que não perca sua salvação.

          • O que voce està dizendo? Aquela passagem não tem nada a ver com os julgamentos da obras. Aqueles servos que vão ser jogados nas trevas aonde terà ranger de dentes, são servos MAUS. E servos maus nao entram no reino de DEUS e não serão salvados. Voce està muito confudido. Te exorto a se arrepender e de abandonar estes vãos raciocinios que são contra as Escrituras. Pare de crer nesta heresia
            e pare de ensinar a mesma.

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