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Fomos libertados do pecado para servir a justiça

Paulo diz:

“Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rom. 6:11).

Irmãos, como quanto ao morrer de Jesus Cristo “de uma vez por todas morreu para o pecado” e “quanto ao viver, vive para Deus” (Rom. 6:10), assim nós também devemos considerar estar mortos para o pecado mas vivos para Deus, o que significa que não devemos mais servir ao pecado, tendo sido vivificados com Cristo para viver para aquele que morreu e ressuscitou por nós. O pecado, para nós que estamos debaixo da graça de Deus, não tem mais domínio sobre nós porque fomos libertados dele; nós agora somos livres, mas cuidai bem que nós agora não somos livres de fazer aquilo que nos parece e agrada porque fomos feitos “servos da justiça” (Rom. 6:18). Nós como escravos de Cristo, devemos seguir a justiça e não usar a liberdade “como cobertura da malícia” (1 Ped. 2:16), de facto Paulo disse aos santos que estavam em Roma: “Pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação” (Rom. 6:19). Mas o que quer dizer Paulo com estas palavras? Ora, considerai alguns dos vossos membros e como, antes de conhecer Deus, vós os apresentastes ao serviço da imundícia e da maldade; tende presente que os membros do vosso corpo agora não são materialmente diferentes daqueles que tinheis antes de vos converterdes ao Senhor, mas é o serviço que lhes fazeis fazer e que deveis fazê-los fazer que é diferente, porque, lhes fazeis servir a Deus.

Os vossos pés, por muitos anos se dirigiram para locais cheios de demónios, como salas de dança, salas de jogos de azar, cinema, teatros, basílicas chamadas de “cristãs”, mas que na realidade estão cheias de ídolos e de demónios; eles tinham prazer em andar junto com pessoas perversas para ir pecar, mas agora, eles se dirigem para o local de culto para se reunirem com os outros crentes, se dirigem para as casas dos crentes para visitá-los, para os hospitais e para as prisões, para visitar os doentes e os prisioneiros, por causa do Evangelho, a suas metas preferidas são precisamente aquelas para as quais um tempo provavam desgosto. Os nossos pés agora se mantêm longe das veredas tortuosas que pisaram por muitos anos e não têm mais prazer em ir para as tendas dos pecadores ou a deterem-se nos seus caminhos. Os nossos pés, não se apressam mais para o mal, agora se apressam a levar-nos a falar do Evangelho; estes nossos membros estão ao serviço da justiça e o devem permanecer até ao fim.

As vossas mãos que antes roubavam, batiam no próximo e faziam gestos ameaçadores, agora trabalham honestamente, agora as estendeis ao necessitado, agora as levantais ao alto para bendizer a Deus e não mais com ira para com alguém; dilectos, continuai a apresentar as vossas mãos ao serviço da justiça.

A vossa boca que por muitos anos proferiu toda a sorte de maldicência, gracejos indecentes e toda a sorte de vãos e perversos raciocínios, agora canta a Deus, dá graças a Deus, fala com salmos, hinos e cânticos espírituais, com ela dais testemunho da Palavra da graça, consolais os desanimados, amparais o fraco, bendizeis quem vos maldiz, orais pelos que vos perseguem; aquela que antes estava cheia de perversidade agora é rica de sabedoria e tudo isto vem de Deus.

Com os vossos olhos com os quais tinheis prazer em ver o mal, agora ao invés tendes prazer em ver as coisas justas e verdadeiras e com eles não contemplais mais a vaidade, as coisas altas e luxuosas, porque vos deixais atrair pelas coisas humildes; não sois mais altivos porque fostes libertados da altivez para servir a humildade.

Com os vossos ouvidos antes ouvieis música diabólica, canções mundanas, discursos perversos, mas agora com eles quereis ouvir as canções espirituais dirigidas a Deus, discursos sensatos e tudo o que vos edifica espiritualmente.

Irmãos, o vosso corpo não pertence a vós mesmos não vos enganeis; ele “é o templo do Espírito Santo” (1 Cor. 6:19) e o templo de Deus deve ser conservado em santidade e honra; todos aqueles que o profanam, isto é, que o usam de modo indigno, sofrerão a pena disso, porque o templo de Deus é santo. Jesus um dia falando aos Judeus disse: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei” (João 2:19); ora, os Judeus pensaram que ele tivesse falado do templo que estava em Jerusalém, mas Ele tinha falado “do templo do seu corpo” (João 2:21). Porque é que Jesus chamou o seu corpo ‘templo’? Porque Deus e seu Pai estava nele, de facto ele disse: “O Pai que está em mim, é quem faz as obras” (João 14:10). Recordai-vos que em Cristo “foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse” (Col. 1:19), portanto o seu corpo sendo o templo de seu Pai era santo. Ora, mas Jesus que uso fez do seu corpo? Ele apresentou o seu corpo ao serviço de Deus e isto o testifica Paulo quando diz: “Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacríficio a Deus, em cheiro suave” (Ef. 5:2). Jesus Cristo deu a sua vida pelo mundo de facto disse: “Eu sou o pão da vida: e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo” (João 6:35,51); sim, Jesus ofereceu a sua carne em sacrifício vivo e agradável a Deus, cumprindo assim a vontade do Pai, que o tinha enviado. Ora, mas nós que somos o corpo de Cristo que uso devemos fazer do nosso corpo? Paulo diz: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual” (Rom. 12:1); irmãos, sabei que nós, renunciando às mundanas concupiscências e fazendo uma vida santa e justa, prestamos o nosso culto a Deus porque o glorificamos com o nosso corpo. Mas que pensais? Que Deus deva ser glorificado só com a boca? Que Deus deva ser glorificado só quando se está reunido no local de culto? Não está escrito para glorificar a Deus só com a boca mas com todo o corpo, portanto com todos os outros membros dele, porque o corpo não se compõe de um só membro; isto significa que não podemos ir onde queremos, mas também que não podemos ver, fazer, dizer, comprar tudo aquilo que queremos. Se nós fizessemos da liberdade à qual fomos chamados, uma ocasião para a carne, nós cessaremos de andar pelo Espírito e começaremos a andar segundo os desejos da carne, o que equivale a dizer que cessaremos de apresentar os nossos membros (que são os membros de Cristo) ao serviço da justiça para a nossa santificação.

Paulo disse: “Tendes por vosso fruto a santificação, e por fim a vida eterna” (Rom. 6:22); irmãos, vós não vos deveis lembrar apenas que tendes por fim a vida eterna, mas também que tendes por fruto a vossa santificação e que este fruto o podeis dar somente se renunciardes às mundanas e carnais concupiscências para fazer a vontade de Deus. Mas qual é a vontade de Deus? “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da fornicação; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas…” (1 Tess. 4:3-6). Irmãos, servi a Deus com os membros do vosso corpo porque isto é o que Ele quer de cada um de nós.

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