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Confutação de algumas heresias da Igreja Católica Romana: sobre o furto

A doutrina dos teólogos papistas

O furto em alguns casos não é uma injustiça.

‘O furto em caso de necessidade ou o direito dos pobres – É um problema clássico e revela bem o espírito do cristianismo, o qual recusa dar um carácter absoluto ao direito de propriedade. É chamado também o direito dos pobres. É necessário distinguir dois casos: a miséria e a simples pobreza. a) Há miséria quando faltam os bens necessários à sobrevivência e indispensáveis para a vida física. Quem se encontra nesta situação tem a vida em perigo. Neste caso, se não tem outros modos para sair da miséria, não só pode, mas deve tomar o bem de que tem imediatamente necessidade lá onde se encontra, salvo obviamente junto de quem é igualmente ou mais miserável do que ele, sem cometer nem furto, nem injustiça. Até, neste caso, uma terceira pessoa pode ajudar o necessitado com os bens de um outro’ (Jean-Marie Aubert, op. cit., pag. 405).

Confutação

O furto é abominável a Deus

A Escritura diz: “Não furtarás” (Ex. 20:15). Isto o diz ao rico e ao pobre, ao sábio e ao ignorante, aos Judeus e aos Gentios, em suma a todos. Se desta ordem estivessem dispensados os miseráveis Deus faria acepção de pessoas em relação aos miseráveis, mas o mandamento é também para eles e se o infringem pecam porque o pecado é a transgressão da lei. Certo, a Escritura diz que “não se injuria o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome” (Prov. 6:30), mas atenção, a Escritura não o justifica, porque logo depois diz que “se for achado pagará o tanto sete vezes; terá de dar todos os bens da sua casa” (Prov. 6:31). Isto significa que também a consciência de quem furta por fome acusa o ladrão; por que motivo de facto ele estaria disposto a reparar o dano feito pagando o tanto sete vezes ou todos os bens da sua casa se fosse achado? Não é porventura porque percebe, em virtude da voz da sua consciência, que ele está fazendo algo de mal? E depois não diz porventura a sabedoria também que “suave é ao homem o pão defraudado, mas depois a sua boca se encherá de cascalho” (Prov. 20:17)? Portanto também quem rouba o pão do outro para matar a fome no fim sentirá o remorso da consciência dentro dele. E isto porque ele pecou contra Deus, e o salário do pecado é a morte. Pensai em Jesus no deserto depois que passou quarenta dias sem comer; ele teve fome. Segundo a teologia romana ele poderia matar a fome roubando a alguém o que lhe faltava para sobreviver sem cometer uma injustiça! Mas que fez Jesus? Confiou no seu Pai e o esperou, e Ele enviou os seus anjos para servi-lo. Jesus naquela ocasião nunca se permitiria a roubar sequer uma migalha ao seu próximo porque ele temia e amava a Deus. Se ele tivesse raciocinado como raciocinam os papas ele teria pecado e não teria podido nos redimir. Mas como vimos para a teologia papista também é lícito a alguém roubar para ajudar os necessitados com o que roubou, porque também isto não é uma injustiça.

E também aqui temos que dizer que esta doutrina é do diabo e não de Deus porque o mandamento de não roubar vale em todas as circunstâncias da vida. Não se pode roubar a alguém para poder suprir as necessidades dos outros com o objecto roubado porque a Escritura diz:

“Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade” (Ef. 4:28).

Notai que é trabalhando honestamente que se deve vir ao encontro dos necessitados e não roubando aos outros. O apóstolo diz também num outro lugar que “se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem” (2 Cor. 8:12) ou que tem por tê-lo roubado aos outros. Em outras palavras se estamos prontos a ajudar o nosso próximo a nossa prontidão será aceitável aos olhos de Deus com base no que temos mas também que obtivemos honestamente. Se na lei era proibido trazer para a casa de Deus o salário de uma meretriz porque a oferta estava contaminada pelo pecado (neste caso pelo pecado de fornicação), por que deveria ser aceitável a Deus uma oferta feita ao nosso próximo necessitado com dinheiro ou com outra coisa roubado? Não seria esta uma contradição em que Deus cairia? Não, Deus não caiu em nenhuma contradição porque proíbe o roubar em qualquer circunstância e por qualquer motivo.

O fim não justifica os meios para o cristão. Queres ajudar o teu próximo, diz Deus? Fá-lo honestamente, com os teus bens e não vás roubar os dos outros. A Palavra de Deus é clara e não deixa espaço para opiniões de nenhum género. Mas nós queremos perguntar a estes teólogos papistas? Mas nunca lestes que Deus disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mat. 22:39) e ainda que “o amor não faz mal ao próximo” (Rom. 13:10)?Ou que nós devemos fazer aos outros tudo o que queremos que os outros façam a nós (cfr. Mat. 7:12)? Como podeis pois dizer que roubar a alguém para ajudar os necessitados seja lícito? E depois ainda: Mas não vos dais conta que tendo uma semelhante conduta, mesmo se o fim é bom, não se acaba senão por fazer blasfemar a doutrina e o nome de Deus? Arrependei-vos, deixai de raciocinar desta maneira perversa.

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