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Confutação de algumas heresias da Igreja Católica Romana: sobre as as prescrições da assembleia de Jerusalém

 

A doutrina dos teólogos papistas

As decisões tomadas pela assembleia de Jerusalém caíram por si e por isso não são mais válidas. A igreja católica romana ensina que a deliberação da assembleia de Jerusalém de nos devermos abster do sangue, das coisas sufocadas e das coisas sacrificadas aos ídolos hoje não é mais válida. Em 1442 o concílio de Florença de facto deliberou quanto segue: 

‘Também a proibição dos apóstolos das coisas imoladas aos simulacros, do sangue e das carnes sufocadas era adequada ao tempo em que dos judeus e gentios, que antes viviam praticando diferentes ritos e segundo diferentes costumes, surgia uma só igreja. Em tal modo judeus e gentios tinham observâncias em comum e a ocasião de se encontrarem de acordo num só culto e numa só fé em Deus, e vinha removida matéria de dissensão (…) Mas quando a religião cristã foi tão afirmada de forma a não haver mais nela algum Judeu carnal, mas antes todos de acordo tinham passado para a igreja, compartilhando os mesmos ritos e cerimónias do Evangelho, persuadidos que para os que são puros todas as coisas são puras, então desapareceu a causa daquela proibição, e por isso também o efeito’ (Concílio de Florença, Sess. XI de 4 de Fevereiro de 1442).

A esta declaração acrescentamos as seguintes confirmações.

No periódico Alleluja Francis A. Sullivan (teólogo do movimento carismático católico) após ter exposto os artigos de fé da Igreja Cristã Evangélica Pentecostal assim como são expostos no periódico Risveglio Pentecostale de Novembro de 1953, entre cujos artigos está o seguinte:

‘Nós cremos na necessidade de nos abster das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação, em obséquio a quanto decretado pelo Espírito Santo no primeiro Concílio de Jerusalém’, fazendo notar as divergências mais importantes que existem entre a fé pentecostal e a católica afirma: ‘A insistência dos pentecostais sobre a obrigatoriedade permanente dos ‘decretos’ do Concílio de Jerusalém é um exemplo de interpretação ‘fundamentalista’ da Sagrada Escritura. Tais prescrições tiveram razão na situação da igreja primitiva, quando haviam muitos cristãos convertidos do judaísmo que ainda observavam a Lei Mosaica. Mudada a situação, não têm mais razão ou força por quanto respeita às prescrições dietéticas’ (Alleluja, Marzo-Aprile 1976, pag. 4-5).

Na Bíblia católica (Ed. Paulinas de 1971) numa nota que fala da assembleia de Jerusalém lê-se:

‘Tiago, depois de ter confirmado as palavras de Pedro com a Escritura (Am. 9,11-12), propõe prudenciais medidas disciplinares que, tendo o fim provisório de tornar mais fácil as relações entre os Gentios e os Judeus, caíram por si, quando a fusão foi completa’. Notai que neste caso também a abstenção da fornicação está incluída entre as medidas disciplinares que caíram por si; enquanto nas palavras de Sullivan acima expostas a fornicação permanece ainda válida.

Na New Catholic Encyclopedia (1967) na palavra ‘Jerusalém, Concílio de’ lê-se a respeito das instruções dadas naquele Concílio quanto segue:

‘Fora dos Actos nenhuma menção delas é feita; Paulo nunca se referiu a elas (cf. 1 Cor 8.1-10.30) nas suas Epístolas, uma indicação que elas eram só de importância local e temporal’.

Portanto, para recapitular, o que pareceu bem ao Espírito Santo e aos apóstolos e aos anciãos impor a nós Gentios para o nosso bem não é mais válido hoje porque as circunstâncias mudaram.
 

Confutação

 
As decisões da assembleia de Jerusalém devem ser ainda observadas por todos os santos dentre os Gentios
 

O ensinamento papista acima exposto é falso; ele significa fazer dizer à Palavra de Deus a que ela não diz. Mas vamos à confutação desta outra heresia da igreja católica romana. Responderemos ponto por ponto às suas objecções para demonstrar quanto elas são vãs.

1) Estas medidas disciplinares caíram por si quando a fusão entre Judeus e Gentios foi completa.

Nós perguntamos: ‘E quando a fusão foi completa?’ É bom recordar que a fusão entre Judeus e Gentios já estava completa quando houve a assembleia de Jerusalém. Com isto queremos dizer que já haviam igrejas formadas por Judeus convertidos e Gentios convertidos que com a graça de Deus iam avante nos caminhos de Deus. Porque Cristo mediante a sua morte tinha feito de ambos os povos um só e tinha derrubado a parede de separação que havia entre Judeus e Gentios com o desfazer na sua carne a causa da inimizade, ou seja, a lei feita de mandamentos que consistia em ordenanças. Não é que se teve que esperar a assembleia de Jerusalém para ver Judeus crentes e Gentios crentes andar de acordo; porque este acordo já havia em Cristo: eles eram irmãos membros de um mesmo corpo. Em Antioquia da Síria por exemplo havia tanto Judeus como Gentios que tinham crido (cfr. Actos 11:19-21); como também em Antioquia da Pisídia (cfr. Actos 13:43,48) e Icônio (cfr. Actos 14:1) onde tinham estado a pregar Paulo e Barnabé na sua viagem missionária.

Mas então por que razão se reuniu aquela assembleia em Jerusalém? Porque depois de Paulo e Barnabé terem voltado a Antioquia da sua missão em que Deus tinha aberto a porta da fé aos Gentios, Judeus vindos da Judeia puseram-se a ensinar que sem a circuncisão segundo o rito de Moisés não se podia ser salvo; e por causa disso nasceu uma grande discussão entre Paulo e Barnabé e esses Judeus: o motivo é evidente. Ensinar a circuncisão significava anular a graça de Deus porque a salvação não era mais por graça mas por obras. Foi decidido então que Paulo e Barnabé e outros irmãos subissem a Jerusalém para discutir a questão com os apóstolos e os anciãos. Então naquele encontro foi decidido que aos irmãos dentre os Gentios não se devia impor nem a circuncisão e nem a observância da lei para serem salvos porque isso significaria tentar Deus, e pôr sobre o pescoço dos discípulos um jugo pesado insuportável no lugar do jugo leve de Jesus Cristo.

Mas apesar de não ter sido imposta aos Gentios a observância da lei para a sua salvação, todavia pareceu bem ao Espírito Santo impor-lhes que se abstessem da fornicação, onde por fornicação se entende a relação carnal ilícita com uma mulher que não é a sua própria mulher (consideramos de qualquer modo que também o casar com a própria irmã ou a própria tia ou sobrinha significa transgredir a Palavra de Deus), das coisas sufocadas, das coisas sacrificadas aos ídolos e do sangue; que eram todas coisas que estavam contidas na lei de Moisés. Quereria fazer notar que estas prescrições foram deliberadas pelo Espírito Santo antes de mais porque os apóstolos disseram: “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…” (Actos 15:28), o que faz claramente perceber que essas prescrições não podem ser um jugo pesado para os que estão debaixo da graça, e de facto não o são. Nós Gentios de nascença não temos nenhuma dificuldade em reconhecê-lo.

Deve ser notado depois que o facto de terem sido dadas aos Gentios só estas prescrições contidas na lei, não significa que outras prescrições como por exemplo a de não consultar os espíritos, ou os adivinhos, e outras de natureza comportamental ou moral não devessem ser observadas pelos Gentios, mas apenas que naquela ocasião o Espírito Santo quis pôr a atenção sobre aquelas prescrições necessárias, provavelmente porque elas estavam entre as mais transgredidas pelos Gentios e por isso quando os Gentios se convertiam a Cristo eram tentados a continuar a transgredi-las com muita facilidade.

Mas há ainda uma coisa por dizer: Tomemos somente as prescrições que dizem respeito a alimentação, dado que alguns comentadores católicos entendem a fornicação banida pela assembleia como a entendemos nós e consideram por isso que a sua proibição seja ainda válida; por que motivo hoje não deveriam ser mais válidas quando ainda hoje há Judeus que crêem e Gentios que crêem e em qualquer Igreja onde se encontram juntos podem ainda introduzir-se Judeus que dizem que se os Gentios não se fazem circuncidar e não observam a lei de Moisés não podem ser salvos e se apresentariam de novo assim as mesmas circunstâncias que se verificaram em Antioquia e em Jerusalém? Não é porventura este um motivo pelo qual é errado considerar caídas aquelas prescrições dietéticas quando aquelas mesmas circunstâncias podem apresentar-se de novo em todos os tempos?

 E ainda: Mas porquê considerá-las caídas quando ainda hoje muitos dentre os Gentios em todo o mundo matam animais sufocando-os, sacrificam carnes e outros alimentos aos ídolos, e comem o sangue exactamente como faziam os Gentios aos dias dos apóstolos? É verdade que aquelas prescrições dietéticas foram dadas oficialmente aos Gentios naquela circunstância particular para aplanar o caminho dado que tinha vindo a criar-se aquele grave problema mas porventura o Espírito Santo quis dar aquelas prescrições apenas por um tempo à espera de tempos ‘melhores’? De maneira nenhuma; se tivesse sido assim o teria dito. Também os apóstolos teriam sublinhado com força que aquelas prescrições dietéticas não mais teriam força ou razão de ser quando Judeus e Gentios estivessem bem misturados. 

Mas eis que chegaram os teólogos católicos romanos e com um sofisma cancelaram a validade daquelas prescrições. Somos fundamentalistas para eles porque interpretamos a Escritura de maneira fundamentalista; mas se é por isso então estamos em boa companhia porque o eram também os apóstolos ‘fundamentalistas’. 

A observância das prescrições dietéticas dadas em Jerusalém também não é uma coisa deixada à vontade dos crentes ou como dizem outros ‘uma questão de liberdade cristã’; porque elas não são facultativas pelo que quem quer as pode observar e quem não quer pode não as observar; ela nos é imposta pelo Espírito Santo. Aqui não se trata de considerar pessoalmente a carne de coelho impura e de abster-se dela, ou de não querer beber vinho por opiniões pessoais, porque nestes casos um é livre de agir com base na sua convicção pessoal e não deve ser julgado (sempre que não o imponha a outros); aqui trata-se de transgredir mandamentos dados por meio do Espírito Santo, que embora dizendo respeito a alimentos são muito importantes tanto que são postos juntamente com a prescrição de abstermo-nos da fornicação. Ninguém pois vos engane irmãos.

2) Aquelas prescrições dietéticas tinham valor apenas localmente.

É verdade que a carta que os apóstolos e os anciãos escreveram foi endereçada aos irmãos dentre os Gentios que se encontravam em Antioquia, na Síria e na Cilícia porque assim diz o texto (cfr. Actos 15:23); mas isso não significa que o seu conteúdo tivesse valor apenas para os crentes que habitavam naquelas zonas. Seria como dizer que a epístola de Paulo aos Colossenses era válida apenas para os crentes de Colossos ou aquela aos Romanos apenas para os santos de Roma só porque não está escrito que elas eram dirigidas a todos os santos sobre a face da terra. É claro que essas cartas foram escritas numa particular circunstância a Igrejas específicas, mas a sua mensagem é válida para todos os crentes de todas as idades: a mesma coisa deve ser dita daquela carta escrita àqueles crentes daquelas zonas acima mencionadas.

E que é assim é confirmado pelo facto que depois dessa carta ter sido levada a Antioquia e lida lá; quando Paulo e Silas partiram para visitar os irmãos nas cidades onde tinham anteriormente estado Paulo e Barnabé está escrito que “quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (Actos 16:4). Por quais cidades? Derbe, Listra, Icônio, Antioquia da Pisídia, e outras que não faziam parte nem da Síria e nem da Cilícia que são zonas de que se fala na carta redigida por aqueles de Jerusalém.

Temos uma outra confirmação que aquelas prescrições eram válidas também para os crentes de outras zonas no facto de na Igreja de Tiatira haver uma mulher de nome Jezabel que ensinava e seduzia os servos do Senhor para que comessem coisas sacrificadas aos ídolos (cfr. Ap. 2:20), e na Igreja de Pérgamo haviam aqueles que professavam a doutrina de Balaão ensinando a comer as coisas sacrificadas aos ídolos (cfr. Ap. 2:14); em ambos estes casos o Senhor reprova o comer as coisas sacrificadas aos ídolos por parte de seus discípulos. E cuidai que Tiatira e Pérgamo eram cidades da Ásia (cfr. Ap. 1:4,11), e não da Síria ou da Cilícia.

As razões que aduzem pois os Católicos para este ‘cair por si’ das prescrições dietéticas são elas que não têm força, são elas que não têm razão de ser. Reitero com força que nós crentes em Cristo Jesus dentre os Gentios, em obediência ao Espírito Santo, devemos observar e fazer observar ainda hoje as prescrições dadas para nós Gentios porque elas são ainda válidas, tal e qual como eram aos dias da assembleia de Jerusalém. Mas também que em obediência ao Espírito Santo devemos rejeitar todos aqueles preceitos dietéticos e não dietéticos que se opõem à Palavra de Deus tomados por todos os concílios da história do cristianismo, que são muitos.

3) O apóstolo Paulo nas suas epístolas nunca se refere às prescrições dietéticas da assembleia de Jerusalém por isso elas devem ser consideradas decaídas. 

Em particular os sustentadores desta tese fazem presente o facto de que quando Paulo fala aos Coríntios das coisas sacrificadas aos ídolos ele permite aos crentes daquela cidade comê-las o que vai abertamente contra o decreto de Jerusalém. Mas as coisas não são de forma nenhuma assim; porque lendo atentamente as palavras de Paulo aos Coríntios sobre esta específica questão se notará que ele não queria que os crentes comessem as coisas sacrificadas aos ídolos. Para confirmar isso fazemos notar as seguintes afirmações de Paulo.

Ÿ “Alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada” (1 Cor. 8:7). Portanto na Igreja de Corinto haviam alguns crentes que continuavam a comer coisas sacrificadas aos ídolos e a sua consciência ficava contaminada por este acto.

Ÿ “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demónios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demónios” (1 Cor. 10:20). Portanto Paulo estava persuadido que para um crente comer coisas sacrificadas aos ídolos significava ser participante com os demónios porque essas coisas estavam contaminadas.

Por quanto respeita às afirmações de Paulo segundo as quais os crentes podiam comer tudo o que vendiam no mercado e tudo o que era posto diante deles pelos incrédulos se convidados por eles (cfr. 1 Cor. 10:23-30), dizemos isto: com elas Paulo não contrastou de forma nenhuma o decreto de Jerusalém porque ele apenas disse para comer o que é vendido no mercado ou que nos é posto diante de nós por pessoas do mundo sem perguntar nada; notai o “sem perguntar nada” (1 Cor. 10:25,27); e portanto mesmo que essas coisas tivessem sido sacrificadas aos ídolos, nós não sabendo nada disso, não somos participantes com os demónios, porque nos chegamos a essas coisas não como se fossem coisas sacrificadas aos ídolos mas como um qualquer tipo de alimento. Outra coisa, pelo contrário, é se nós sabendo que essas coisas são sacrificadas aos ídolos nos chegamos a elas considerando que essas coisas se comidas podem nos ser de alguma utilidade espiritual; então neste caso nós seremos participantes com os demónios e provocaremos Deus a ciúmes. Por isso é errado pensar que Paulo com essas palavras tenha querido demonstrar que o decreto de Jerusalém respeitante às coisas sacrificadas aos ídolos tinha sido apenas circunscrito a um tempo e a um lugar.

Fonte: portoghese.lanuovavia.org

 

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