Pages Menu
Facebook
Categories Menu

Posted | 0 comments

Confutação de algumas heresias da Igreja Católica Romana: o natal

A doutrina dos teólogos papistas
 

albero-di-natale-con-regaliO natal é uma festa de preceito a santificar. Boa coisa é fazer o presépio pelo natal. Entre as festas quea igreja romana ordena observar está também a festa de natal, com efeito, ela no seu catecismo, está entre as chamadas festas de preceito da Igreja da qual eles devem lembrar-se para santificá-la segundo o seu mandamento. Ela é celebrada com três missas das quais uma à meia-noite porque segundo a tradição Jesus foi dado à luz por Maria nessa hora. À festa do natal estão ligados muitos costumes: um destes é o de fazer o presépio. Ele consiste numa representação figural feita com estatuetas do evento do nascimento de Jesus Cristo. O catecismo católico refere a origem do presépio nestes termos: ‘São Francisco de Assis tinha grande devoção ao mistério do Natal do Salvador. Levantava-se muitas vezes à meia-noite para adorar Jesus na hora em que fez a primeira aparição no mundo. Mais tarde, em 1220, pediu e obteve do papa, Honório III, a permissão de fazer o presépio durante a Missa da meia-noite de Natal, e isso no meio de um bosque que havia ao lado do mosteiro de Greccio. Formou uma espécie de caverna com pedras, musgo e ramos de árvores; ali pôs uma manjedoura, introduziu também um boi e um jumento, e ali levantou um altar para a celebração da Missa. Uma grande multidão de povo acorreu à função iluminando a floresta com fachos. Mais tarde fez-se o presépio com estatuetas, em primeiro lugar em Nápoles no século XV, e depois na Sicília e em outras regiões da Itália e do estrangeiro’ (Giuseppe Perardi, op. cit., pag. 143-144).
 

História do natal
 

Vejamos antes de mais como nasceu esta festa. Originariamente a Igreja não celebrava o nascimento de Jesus. Com o passar do tempo, todavia, os Cristãos do Egipto começaram a considerar o 6 de Janeiro como data da natividade. O costume de celebrar o nascimento de Jesus naquele dia foi-se difundindo em todo o Oriente e resulta como dado por adquirido no início do século IV. Mais ou menos na mesma época, a Igreja do Ocidente, que nunca tinha reconhecido o 6 de Janeiro como o dia da natividade, assumiu como data celebrativa o 25 de Dezembro.
Ela foi posteriormente adoptada também pela igreja do Oriente. As razões que levaram muitos bispos a deslocar a festa de natal de 6 de Janeiro para 25 de Dezembro foram as seguintes: naquele dia segundo um costume pagão do tempo era celebrado ‘o deus sol’, ou melhor o nascimento do sol ao qual se acendiam fogos em sinal de festa, e como muitos que se tinham convertido ao Cristianismo tomavam também eles parte nesta festa porque identificavam o sol com Jesus Cristo porque em Malaquias ele é chamado “o sol da justiça” (Mal. 4:2), quando eles se deram conta que os próprios Cristãos tinham uma certa inclinação por esta festa, entraram em conselho e deliberaram que a natividade de Cristo fosse solenizada naquele dia e a festa da epifania a 6 de Janeiro [1].
 

Confutação
 

A festa de natal não deve ser celebrada porque debaixo da graça nós não somos chamados a celebrar festas; além disso a festa de natal não só se funda sobre uma data do nascimento de Jesus inventada como também é de origem pagã
 
Certamente o nascimento de Jesus Cristo representa um dos maiores acontecimentos da história da humanidade, isto está fora de dúvida; porém importa dizer que na Escritura não é mencionado nem o dia e nem a hora dele. Mas o facto é que não só não está escrito nem o dia e nem a hora em que nasceu, mas tanto Mateus como Marcos como Lucas e João não dão suficientes indícios para estabelecer exactamente sequer o mês em que ele nasceu. Nós sabemos que Jesus Cristo nasceu sob o império de César Augusto porque Lucas diz que foi César Augusto a emanar o decreto segundo o qual se devia fazer o recenseamento de todo o império (José encontrava-se em Belém com Maria quando ela deu à luz porque tinha ido ali alistar-se) (cfr. Lucas 2:1-5); sabemos também que quando Jesus nasceu reinava na Judéia Herodes dito o grande (cfr. Mat. 2:1); sabemos também que na mesma comarca onde nasceu Jesus na noite em que ele veio ao mundo haviam pastores que estavam nos campos a guardar o seu rebanho e que a eles apareceu um anjo do Senhor para lhes anunciar que naquele dia tinha nascido na cidade de Davi um Salvador, que era Cristo o Senhor (cfr. Lucas 2:8-14). Mas no que diz respeito à data do seu nascimento a Escritura cala. Ora, deve todavia haver uma razão pela qual Deus não tenha, por meio do seu Espírito, inspirado ninguém a escrever a data do nascimento de Jesus Cristo; nós não queremos dizer o motivo porque não o conhecemos porém queremos fazer algumas considerações sobre ela.

Ela de certo era conhecida tanto por José como por Maria, como pelos irmãos e pelas irmãs de Jesus; ela estava de certo também registada no registo civil do tempo. Tiago era irmão do Senhor e era tido em grande consideração na Igreja primitiva, e embora sabendo a data de nascimento do Senhor que segundo a carne era seu irmão maior não considerou oportuno solenizar o dia do nascimento de Jesus.

Na Escritura estão escritas muitas datas que se referem tanto a festas judaicas como a acontecimentos particulares acontecidos na história do povo de Israel; recordamos algumas delas:

Ÿ a Páscoa segundo a lei devia ser celebrada no décimo quarto dia do mês de Abibe porque foi naquele dia que o Senhor tirou do Egipto o povo de Israel depois de uma escravidão secular (cfr. Ex. 12:1-14);

Ÿ a festa do Pentecostes ou das primícias devia ser celebrada sete semanas após a festa dos pães ázimos portanto ao terceiro dia do terceiro mês que correspondia ao dia em que Deus desceu no meio de fogo sobre o monte Sinai e pronunciou o decálogo (cfr. Deut. 16:9-12; Ex. 19:16).

Ÿ a festa dos Tabernáculos devia ser celebrada no décimo quinto dia do sétimo mês para recordar que os Israelitas tinham morado em tendas durante a sua peregrinação no deserto (cfr. Deut. 16:13-15; Lev. 23:34);

Ÿ a festa das Expiações devia ser celebrada no décimo dia do sétimo mês; naquele dia o sacerdote fazia a expiação dos seus pecados e dos de todo o povo (cfr. Lev. 16:1-34);

Ÿ no sétimo dia do quinto mês do ano décimo nono de Nabucodonosor, rei de Babilónia, foi o dia em que Nebuzaradão, capitão da guarda do corpo, ao serviço do rei de Babilónia, chegou a Jerusalém e queimou a casa do Senhor e a casa do rei, e incendiou todas as casas de Jerusalém (cfr. 2 Re 25:8,9);

Ÿ no terceiro dia do mês de Adar do sexto ano do reinado do rei Dario foi o dia em que a reconstrução do templo em Jerusalém acabou (Esd. 6:15);

Ÿ no quinto dia do quarto mês do quinto ano do cativeiro do rei Joaquim veio expressamente a palavra do Senhor ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar (cfr. Ez. 1:1-3); no livro do profeta Ezequiel estão escritas muitas outras datas que se referem aos dias em que Deus revelou a sua palavra ao profeta.

Estas são algumas das datas escritas na Palavra de Deus; parecerá estranho, no entanto entre as muitas datas registadas não está a do nascimento do Salvador, mas isto não nos preocupa e nem nos perturba porque sabemos que “o Senhor fez tudo para um fim” (Prov. 16:4), portanto estamos seguros que também esta voluntária omissão desta data não é por acaso. Mas como nós bem sabemos, aquilo sobre o qual cala a Palavra de Deus é sempre fonte de especulação por muitos; e assim, eis que pelas razões antes expostas os homens pensaram tomar um dia, no qual depois era festejado o sol, para fazê-lo tornar-se o dia do nascimento de Cristo. Consideramos que não tenha sido justo por parte dos antigos tomar a seu agrado um dia qualquer do calendário e afirmar que nele tinha nascido Jesus, porque assim eles fizeram a multidões de pessoas crer na mentira. Ainda hoje muitos estão convencidos que Jesus tenha nascido a 25 de Dezembro o que não pode ser demonstrado de nenhuma maneira! Cuidai que com isto não queremos dizer que seja errado nos recordarmos do nascimento de Jesus e de tudo o que aEscritura diz a respeito; de modo nenhum, mas consideramos que a memória daquele dia não deve levar nenhum de nós a inventar a data da natividade de Jesus.

A igreja romana ordena santificar o dia de natal não fazendo nele nenhuma obra servil e participando nas suas missas; nós, ao contrário, como crentes em nada nos sentimos obrigados a santificar esse dia porque não é um dia que foi santificado por Deus mas um dia tornado santo por uma tradição que importa dizer no curso do tempo santificou e abençoou muitas e muitas práticas pagãs que são contrárias ao ensinamento do Senhor.

O presépio é uma forma de idolatria; e por isso não deve ser feito

Fazer o presépio para muitos poderá parecer um sinal de grande devoção para com o Salvador, poderá parecer belo quanto se queira, mas o facto é que se opõe à Escritura porque implica a transgressão do mandamento de Deus de não se fazer imagens e esculturas algumas. Por esta razão este costume deve ser rejeitado. Dilectos, recordai-vos do nascimento de Jesus Cristo, mas fazei-o muitas vezes e não uma vez por ano, e fazei-o na simplicidade do vosso coração meditando sobre todas aquelas passagens da Escritura que falam dele. Se de facto o Espírito Santo inspirou tanto Mateus como Lucas a escrever diversas coisas sobre o nascimento de Jesus é também porque Deus quis desta maneira que nós seus filhos mantivéssemos viva a memória daqueles eventos que caracterizaram o seu nascimento. Mas mais do que o seu nascimento, dilectos, recordai-vos da sua morte e da sua ressurreição acontecida para a nossa justificação. E falai destes dois eventos tanto entre vós como àqueles que não conhecem a Deus, entre os quais estão os Católicos romanos, para que crendo neles com todo o seu coração sejam libertados do pecado.

Fonte

Post a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Read more:
bibbia-dottrina
Fomos salvos para fazer boas obras

João diz: "Nisto est...

perguntas_frequentes
se Deus no segundo mandamento proibiu a fabricação de imagens de todas as coisas que há no céu e na terra, como é que no véu do lugar santíssimo foram representados dois querubins?

A segunda questão é:...

Close