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Confutação de algumas heresias da Igreja Católica Romana: o culto aos santos

A doutrina dos teólogos papistas 

 

Deve-se orar aos santos que estão no céu porque eles intercedem junto de Deus por nós. Só a igreja tem o direito de reconhecer santo um cristão defunto. Os crentes têm santos no céu que os protegem. José, o marido de Maria, é o patrono da Igreja de Cristo. As relíquias dos santos são dignas de ser veneradas. Segundo a cúria romana aqueles que estão na terra se devem dirigir em oração também aos santos porque eles intercedem por eles junto de Deus, de facto o concílio de Trento decretou quanto segue: ‘O santo sínodo manda a todos os bispos e aos que têm o ofício e o encargo de ensinar, que (…) instruam diligentemente os fiéis, sobretudo no que diz respeito à intercessão e invocação dos Santos (….) Ensinem-lhes que os Santos reinam juntamente com Cristo e oferecem a Deus suas orações pelos homens, que é bom e útil invocá-los com súplicas e recorrer às suas orações, ao seu poder e ao seu auxílio, para alcançar de Deus benefícios por Jesus Cristo seu Filho e nosso Senhor…’ (Concílio de Trento, Sess. XXV). E isto é o que faz Perardi no seu catecismo quando diz: ‘Oremos a eles para que intercedam por nós’ (Giuseppe Perardi, op. cit., pag. 282). Também para aqueles que são contrários a esta doutrina há o anátema: ‘Aqueles que afirmam que os santos – que gozam da eterna felicidade no céu – não devem ser invocados ou que eles não oram pelos homens ou que invocá-los para que orem por cada um de nós, deva dizer-se idolatria, ou que isso está em desacordo com a palavra de Deus e se opõe à honra do único mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo; ou que é estultície dirigir as nossas súplicas com palavras ou mentalmente aos que reinam no céu, pensam impiamente’ (Concílio de Trento, Sess. XXV). Para sustentar esta doutrina os teólogos papistas tomam esta passagem escrita no livro da Revelação: “E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus” (Ap. 8:3,4), e também uma passagem escrita num dos livros dos Macabeus (que recordamos são livros não inspirados por Deus) onde se fala de um sonho que contou Judas Macabeu, o qual disse ter visto um sacerdote que tinha morrido o qual orava pelo povo Judeu; ‘Eis o que vira: Onias, que foi sumo sacerdote, homem nobre e bom, modesto em seu aspecto, de caráter ameno, distinto em sua linguagem e exercitado desde menino na prática de todas as virtudes, com as mãos levantadas, orava por todo o povo judeu’ (2 Macabeus 15:12 [Boa Nova-Bíblia Católica, Fortaleza 2003]). Eles tomam também diversas citações dos chamados pais, entre as quais algumas de Agostinho segundo as quais no seu tempo muitas pessoas obtiveram a cura pela intercessão dos mártires; uma destas diz: ‘Se quisesse só referir os milagres das curas obtidas pela intercessão do glorioso mártir santo Estevão na cidade de Calama e na nossa, omitindo todos os outros, teria que escrever uma quantidade de livros’ (Agostinho de Hipona, A cidade de Deus, liv. XXII, cap. VIII).

Segundo o catecismo católico ‘somente a Igreja tem o direito de reconhecer formalmente como Santo um cristão defunto, e propô-lo para a veneração e autorizar a invocação pública dele; coisa que a Igreja faz depois de longos e minuciosos processos de averiguação sobre toda a vida e os escritos dele, e só se forem demonstrados e por ela reconhecidos dois milagres operados depois da morte de tal servo de Deus. A Igreja primeiro o declara beato com um culto limitado depois, se reconhece dois outros milagres operados após a beatificação, o canoniza, o inscreve no cânon, ou seja catálogo, elenco dos Santos; então ele pode ser publicamente honrado e invocado em toda a Igreja’ (Giuseppe Perardi, op. cit., pag. 284).

‘Dizem-se Santos Patronos, ou protectores aqueles que toda a cidade, diocese, paróquia, instituição, classe social, profissão, etc., elege para seus intercessores diante de Deus, e sob cujo patrocínio se põem as pessoas singulares’ (Dicionário Eclesiástico, Torino 1958, pag. 114). E quais são estes protectores aos quais os Católicos romanos se recomendam e nos quais repõem a sua confiança? Não os citaremos todos por brevidade, mas só alguns.

Ÿ Protectores de categorias de trabalhadores: Francisco de Sales, dos escritores e jornalistas católicos; Alberto Magno, dos estudiosos de ciências naturais; Mateus, dos contabilistas; Francisco de Assis dos ecologistas; Francisco de Paula, dos marinheiros e das sociedades de navegação; Catarina de Sena, das enfermeiras; João Bosco, dos editores italianos; Isidoro-agrícola, dos agricultores; Andrónico, dos prateadores; Ivo, dos advogados; Crispim e Crispiniano, dos sapateiros; Mateus, dos cobradores, dos banqueiros e dos cambistas; José, dos carpinteiros; Lucas, Cosme e Damião, dos médicos; Pedro e André, dos pescadores;…..

Ÿ Protectores que são invocados em determinadas doenças e calamidades: para ser curado das apoplexias, André Avelino; das infestações do demónio, Ubaldo; da peste, Roque; da hérnia, Cataldo; do mal de olhos, Lúcia; de mal de dentes, Apolónia; do mal de garganta, Brás…

Ÿ Protectores que são invocados nas várias necessidades; nas viagens de mar, Francisco Savério; para encontrar coisas perdidas, António de Pádua; para ter prole, Francisco de Paula e Rita; contra os ladrões, furtos, etc., Dimas bom ladrão; contra os raios e as setas, Bárbara; para encontrar marido, Pasquale Baylon… (Enciclopédia Católica, vol. 9, 988, 989).

Ÿ Protectores de algumas cidades de Itália, Brasil e Portugal: Roma, Pedro; Nápoles, Januário; Milão, Ambrósio; Turim, João Batista; Brasília, João Bosco; Rio de Janeiro, Sebastião; S. Paulo e Fortaleza, Nossa Senhora da Assunção; Lisboa, António de Pádua; Porto, João Batista. (Dicionário Eclesiástico, pag. 115).

No Novo Manual do Catequista Perardi, depois de ter explicado que José era o esposo de Maria, e que não foi pai verdadeiro de Jesus mas pai putativo de Jesus porque não foi José a gerar Jesus, diz: ‘Todavia é grande a dignidade de S. José e como esposo de Maria e como custódio de Jesus. Ele foi, se podemos dizer assim, o homem de confiança da Santíssima Trindade…’ (Giuseppe Perardi, op. cit., pag. 141). Depois diz: ‘Sede devotos de S. José; e rogai-lhe especialmente duas graças: que salve a vossa alma da morte do pecado como salvou Jesus menino da morte lhe ameaçada por Herodes; que como ele morreu assistido por Jesus e por Maria, vos obtenha de morrer invocando devotamente os nomes deles. – Repeti todos os dias as três jaculatórias: ‘Jesus, Maria, José, eu vos dou meu coração e minha alma.. assisti-me na última agonia… expire em paz entre vós minha alma’ (ibid., pag. 141). E por fim Perardi, servindo-se das Escrituras, explica às pessoas porque elas devem orar a José e ser-lhe devotas. Eis o que diz este teólogo: ‘José, filho de Jacó, foi figura de S. José. Ele teve um sonho que contou aos irmãos: Sonhei, disse, que nós estávamos juntos no campo a atar feixes: quando eis que o meu feixe levantou-se e ficou de pé, e os vossos estando ao seu redor, adoravam o meu. Responderam os irmãos a José: Para que tende esse teu sonho? Porventura que tu serás nosso rei? Porventura que tu terás domínio sobre nós? – S. José foi exaltado acima de todos os Santos no céu; todos os homens, seus irmãos, o devem honrar. Teve depois José um outro sonho, no qual viu o sol, a lua e onze estrelas que o adoravam. Mas o pai repreendeu-o, dizendo: Que quer esse dizer? Porventura que eu e os teus irmãos, nos inclinaremos a ti? Eles não entendiam a realidade de que o sonho de José era figura. O sol incriado, o Senhor Jesus Cristo e a Nossa Senhora honram José, chefe da sagrada Família que eles constituíam’ (ibid., pag. 141-142). Isto é o que vem ensinado aos Católicos desde a sua meninice para os fazer orar e adorar a José, que para eles é o patrono da Igreja [7], e os fazer festejar a festa em sua honra!

Os teólogos papistas ensinam que é justo prestar culto às relíquias dos santos. Perardi afirma por exempo: ‘Nós veneramos também o corpo dos Santos, porque serviu-lhes para exercitar virtudes heróicas, foi certamente templo do Espírito Santo, e ressurgirá glorioso para a vida eterna’ (ibid., pag. 285).

Esta veneração que a igreja católica romana nutre pelos corpos dos mortos ou partes deles ou objectos que eles deixaram e a atribuição a eles de virtudes sobrenaturais é confirmada pelos teólogos papistas com algumas Escrituras e com escritos de alguns antigos escritores entre os quais Agostinho de Hipona. As passagens da Escritura sobre as quais se apoiam os teólogos papistas para sustentar que é justo venerar as relíquias e crer que por meio delas Deus concede aos homens benefícios porque tudo isso era feito e crido antigamente são as seguintes. “Ora, as tropas dos moabitas invadiam a terra à entrada do ano. E sucedeu que, estando alguns a enterrarem um homem, viram uma dessas tropas, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu. Logo que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés” (2 Re 13:20,21); “E Deus pelas mãos de Paulo fazia milagres extraordinários. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam” (Actos 19:11,12). Por quanto respeita antes às palavras de Agostinho de Hipona tomadas para sustento deste culto elas se encontram no seu livro A Cidade de Deus. Ele aqui faz claramente perceber que no seu tempo as relíquias dos mártires eram levadas em procissão pelos bispos com os seus fiéis, e narra que diversos doentes foram curados com as relíquias de Estevão! E com tudo isso se mostra perfeitamente de acordo. E além de falar destas procissões e destas curas ele faz as seguintes afirmações que fazem perceber outrossim claramente que ele também cria que os mortos operavam milagres em favor dos vivos de facto diz: ‘Aqueles mártires, pois, que agora podem alcançar tais graças do Senhor por cujo nome foram mortos, morreram pela fé na ressurreição; por ela sofreram com admirável paciência, e agora podem manifestar um semelhante poder em obter milagres (…) Cremos pois que eles dizem a verdade e que fazem muitos milagres, porque os mártires morreram proclamando a verdade e é por isso que podem fazer os milagres que nós vemos’ (Agostinho de Hipona, A Cidade de Deus, Livro XXII, cap. IX, X).

Confutação

 

Os santos que estão no céu não oram por nós

A doutrina da intercessão dos santos que estão no céu é uma mentira, porque como Maria não pode mediar entre Deus e os homens, assim não podem mediar os santos que estão no céu em favor dos que estão na terra porque eles não podem de alguma maneira ouvir as orações que os homens lhes fazem. A passagem da Escritura tomada pelos teólogos romanos para sustentar que eles são mediadores, não faz referência a orações suas em favor dos que estão na terra, mas faz referência às orações dos santos que estão na terra feitas a Deus, as quais sobem a Ele como um perfume de cheiro suave. Por quanto respeita ao sonho referido por Judas Macabeu é uma mentira que não tem nada a ver com a verdade. Mediante o relato deste sonho o escritor deste livro conseguiu introduzir no seio de muitos homens a falsa doutrina que os mortos intercedem pelos vivos e conseguiu assim fazer esquecer a muitos homens o nome do Senhor e a sua palavra. Mas o relato de sonhos falsos para desviar o povo de Deus é uma arte sedutora do erro que já era exercida durante a vida dos antigos profetas, de facto Deus diz em Jeremias: “Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor, e os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades…” (Jer. 23:32). Este exemplo nos serve a nós todos para compreender como o diabo consegue introduzir heresias no seio do povo de Deus também servindo-se do relato de sonhos; por isso é necessário ser prudente e examinar cuidadosamente pelas Escrituras os sonhos que se têm ou que outros dizem ter tido, para evitar aceitar um sonho que vai contra a Palavra de Deus. No curso dos séculos, surgiram muitos falsos profetas que com as suas visões e os seus sonhos seduziram muitos crentes fazendo-lhes crer a mentira, por isso vigiai irmãos e examinai atentamente tanto os sonhos como as visões que ouvis ou que vedes; aceitai-os quando são verazes e confirmam plenamente a verdade, mas rejeitai-os sem hesitar quando se opõem à sagrada Escritura. Pelo que respeita depois às palavras de Agostinho relativamente à intercessão dos santos em favor dos vivos é necessário dizer que este homem errou grandemente.

A Escritura nos ensina que nós crentes nos devemos dirigir em oração a Deus. Eis algumas passagens que testificam isso: “Não estejais ansiosos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com acção de graças” (Fil. 4:6); e: “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sal. 50:15); e ainda: “Me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei” (Jer. 29:12). E que todas as vezes que oramos a ele devemos fazê-lo em nome de Jesus Cristo, isto é, nos apoiando na sua mediação porque ele é o único mediador entre Deus e nós conforme está escrito: “Há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem..” (1 Tim. 2:5), e: “Tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei” (João 14:13), e também: “Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra” (João 16:23,24), e ainda: “… a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda” (João 15:16). Portanto é contrário à sã doutrina tanto dirigirmo-nos em oração aos santos que estão no céu como orar a Deus nos apoiando na mediação deles. Se os santos que estão no céu pudessem ouvir as orações de milhões de pessoas espalhadas sobre a face da terra, isso significaria que eles são capazes de vir ao conhecimento directo das nossas necessidades o que vai abertamente contra a Escritura que ensina que os que estão mortos e foram habitar no céu com o Senhor são criaturas de Deus que não sabem nada do que acontece sobre a terra e não vêem o que sucede nela conforme está escrito: “Os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ecl. 9:5), e também: “Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece” (Is. 63:16). E se eles pudessem interceder por nós que estamos na terra isso significaria que no céu há muitos mediadores o que vai contra a Palavra de Deus que diz que entre Deus e os homens há um só mediador, a saber, Jesus Cristo (cfr. 1 Tim. 2:5). Os Católicos romanos definindo os santos que estão no céu poderosos intercessores na realidade diminuem e fazem passar por irrelevante a mediação que Jesus Cristo faz à direita do Pai em favor dos seus discípulos na terra.

O modo em que os teólogos papistas sustentam a sua devoção a José é um exemplo que mostra o que significa interpretar arbitrariamente a Palavra de Deus

Notastes com que astúcia os teólogos católicos, para sustentar a devoção a José, conseguem fazer dizer à Palavra de Deus o que ela não diz? Assim fazendo, eles demonstram não ser inferiores aos seguidores de Russell ou de outros impostores que interpretaram alegoricamente mas mal algumas passagens da Escritura para fins desonestos. Antes de tudo quero que noteis que estas passagens foram mal citadas por Perardi, de facto, ele diz que no primeiro sonho os feixes dos irmãos de José adoraram o de José, e no segundo que o sol a lua e as onze estrelas o adoraram, o que não é verdade porque na Escritura está escrito que os feixes (ou molhos) dos seus irmãos se inclinavam diante do seu e que o sol e a lua a as onze estrelas se inclinavam perante ele. Perardi diz que os irmãos de José não entenderam a realidade de que o segundo sonho de José era figura, sem se dar conta que também ele dando esta sua interpretação a este sonho demonstra não ter percebido de modo nenhum o significado do sonho de José! Nos encontramos perante uma enésima prova de como o chamado magistério católico esteja no erro e de como dá o significado alegórico que quer à Palavra de Deus para sustentar as suas heresias. Nós nos limitamos a dizer que o significado alegórico dado por Perardi aos dois sonhos que José teve é loucura!

Mas quis citar-vos esta sua fantasiosa interpretação dada aos dois sonhos de José, filho de Jacó, também para vos fazer compreender como seja suficiente dar um significado alegórico errado a alguma Escritura para criar uma falsa doutrina ou para confirmar uma já existente. No curso dos séculos foram muitos os significados alegóricos dados arbitrariamente a muitas passagens da Escritura e por meio deles muitos falsos doutores conseguiram introduzir ou confirmar no seio da Igreja de Deus ensinamentos contrários à sã doutrina. A igreja romana foi sempre fecunda de pretensos doutores que introduziram e confirmaram as mais estranhas doutrinas por meio precisamente de significados alegóricos; ela é bem exercitada nesta arte sedutora do erro tendo-a testado adequadamente no curso dos séculos precedentes. Irmãos, guardai-vos das suas artificiosas interpretações atrás das quais se esconde a astúcia da antiga serpente. E por fim quero dizer que é verdadeiramente loucura declarar José, que é uma criatura, o patrono da Igreja, porque a Igreja tem já o seu patrono que é Deus, o Omnipotente, o Omnisciente e o Omnipresente. Ele é Aquele que a protege, de facto Paulo diz: “Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno” (2 Tess. 3:3), e Isaías que Deus é aquele “que defende a causa do seu povo” (Is. 51:22) e Pedro afirma que Deus tem cuidado de nós (cfr. 1 Ped. 5:7) portanto nos protege também. E poderia prosseguir citando muitas outras passagens mas me fico por aqui.

Aqueles que a igreja católica romana faz santos não eram mais do que pecadores que agora estão no inferno

Ora, depois de ter demonstrado que os santos que estão no céu não podem interceder pelos homens que estão na terra, e que portanto é completamente inútil invocá-los, quero dizer quem são estes santos assim chamados pelos Católicos. Cuidai que destas considerações que estou para fazer estão excluídos os santos tradicionais, isto é, Paulo, Pedro, João e todos os outros santos de que fala a Escritura, e todos aqueles santos que depois da morte dos apóstolos, embora não tenham anulado o Evangelho como faz a igreja católica romana, foram declarados santos pelos papas e inseridos no cânon dos santos. Pelas palavras do catecismo anteriormente citadas a propósito da canonização compreende-se claramente que segundo a igreja romana são santos só uma parte daqueles que dizem crer, e já esta é uma mentira porque segundo a Escritura todos aqueles que creram no Senhor Jesus são santos porque foram “santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre” (Heb. 10:10); eles foram santificados por Cristo, Deus bendito eternamente, já na terra e não necessitam por isso de ser declarados santos depois de mortos por alguma autoridade eclesiástica. Mas depois é necessário dizer que o defunto é declarado santo pelo chamado papa se for reconhecido ter sido um fiel Católico romano, portanto se for reconhecido que durante a sua vida se ateve escrupulosamente à tradição católica romana, o que equivale a dizer que será declarado santo se orava a Maria e a adorava, se reconhecia o chamado papa como chefe da Igreja, os bispos como pastores instituídos por Cristo, se se esforçou para ganhar o paraíso com obras justas, se combateu portanto fortemente os Protestantes, e por aí adiante [8]. Alguns exemplos que demonstram isto? Roberto Bellarmino, que durante a sua vida foi um dos mais incansáveis defensores das heresias da igreja romana e um dos mais fortes opositores do protestantismo, depois da sua morte foi declarado santo por Pio XI em 1930. Mas além de Bellarmino se pode também citar Afonso de Ligório grande adorador de Maria, autor do infame livro As glórias de Maria, feito santo em 1839 por Gregório XVI. E por fim o cardeal Carlos Borromeu (1538-1584), feito santo por Paulo V em 1610, de quem é dito que foi um dos mais impiedosos perseguidores dos Protestantes, como conselheiro íntimo e escutado pelos seguintes três papas sanguinários: Pio IV (1559-1565), que fez massacrar centenas de Valdenses na Calábria; Pio V (1566-1572), que incitou Carlos IX a massacrar os huguenotes em França e mandou queimar em Itália Paleario e Carnesecchi; e Gregório XIII (1572-1585) que se regozijou da sucedida chacina dos huguenotes e mandou cunhar uma medalha em memória desse evento tão alegre para o papado. Portanto, se chega à conclusão que todos aqueles santos que são reconhecidos tais e canonizados porque obedeceram em tudo e em todo lugar à doutrina da igreja romana não eram mais do que pecadores que depois de mortos foram logo para o inferno a chorar e ranger os seus dentes no meio do ardente fogo à espera do dia do juízo em que serão condenados. (Não podemos porém excluir que dentre estes alguns no momento da morte tenham rejeitado as heresias papistas e se tenham arrependido dos seus pecados e aceite o Senhor e portanto tenham morrido santificados por Deus; nestes casos o nosso referido discurso não vale para eles). Certamente entre os canonizados santos pelos papas não há homens que enquanto estavam em vida (me refiro sobretudo ao período que vai do décimo quarto século até agora) eram contra a doutrina que diz que a justificação se obtém por obras e não por fé somente, contra o primado do chamado papa, contra a oração dirigida a Maria, contra a missa como a repetição do sacrifício de Cristo, contra o purgatório, contra as indulgências, contra o culto das suas chamadas imagens sagradas ou contra tantas e tantas outras coisas tortas que a igreja romana ensina e faz praticar (em suma contra o catolicismo romano), porque estes últimos são por ela definidos e recordados como heréticos, como enganadores, como inimigos da Igreja. Para confirmação disso submeto à vossa atenção algumas palavras do decreto emanado pelo concílio de Constança em 1415 contra João Wycliffe: ‘Nestes nossos tempos o antigo e invejoso inimigo suscitou novas batalhas, para que os aprovados sejam manifestos. Seu chefe e capitão foi um tempo o falso cristão João Wycliffe. Enquanto vivia ele afirmou pertinazmente e ensinou contra a religião cristã e a fé católica muitos artigos (….) Por autoridade do concílio romano e por ordem da igreja (..) se procedeu à condenação de Wycliffe e da sua memória (…) este santo sínodo declara, define e sentencia que João Wycliffe foi herético notório e obstinado, e que morreu na heresia: o anatemiza e condena a sua doutrina. Estabelece e ordena além disso que sejam exumados o seu corpo e os seus ossos, se for possível distingui-los dos corpos dos outros fiéis, e sejam lançados para longe do lugar da sepultura eclesiástica, segundo as legítimas sanções do direito canónico’ (Concílio de Constança, Sess. VIII). Mas o que disse e fez de mal este homem para atrair a si mesmo depois da sua morte a maldição da igreja romana? João Wycliffe (1320-1384) durante a sua vida disse entre outras coisas que o papa não era nem o vigário de Cristo e nem o chefe da Igreja de Deus, que a doutrina da transubstanciação era falsa, que Cristo não tinha instituído a missa, que não era necessário crer nas indulgências do papa; e depois traduziu o Novo Testamento em inglês para o colocar ao alcance do povo. Mas de homens que serão sempre recordados pelo papado como heréticos e enganadores para quem não há a mínima esperança de serem canonizados santos, mas que na realidade eram santos se poderiam citar muitos outros. Como podeis bem compreender há justos que são recordados pela igreja romana como se durante a sua vida tivessem feito as obras dos malvados, e há muitos malvados que ela recorda com grande respeito como se eles durante a sua vida tivessem sido verdadeiros santos. Basta ver o elenco dos santos da igreja católica romana para dar conta de como ela declarou santos muitos homens malvados, arrogantes, etc. Nós crentes portanto não podemos nos pôr a chamar santos homens e mulheres que viveram toda uma vida em rebelião à Palavra de Deus para obedecer à tradição católica romana e que agora estão nas chamas do Hades. Não podemos aceitar nem estas suas canonizações, e nem o facto de eles serem declarados dignos de ser invocados e orados [9].

Ó Católicos romanos, caí em vós mesmos, arrependei-vos dos vossos pecados diante de Deus e crede no seu Filho e sereis nesse instante feitos santos pelo Deus vivo. Sereis assim acrescentados ao número dos verdadeiros santos que só Deus conhece e que depois de mortos vão para o céu. Compreendereis então como esta canonização papal não é mais que uma mentira que ainda por cima serve para a chamada sede apostólica se enriquecer porque deveis saber que para fazer declarar santo alguém pelo papa é preciso pagar muito e muito dinheiro. Considerai por um momento isto: Deus para santificar alguém não pede dinheiro mas o faz gratuitamente, a cúria romana ao invés para fazer santo alguém quer dinheiro. Mas sobretudo considerai que aqueles que Deus santifica são verdadeiros santos, enquanto aqueles que o papa canoniza santos são pecadores que habitam no inferno feitos passar por santos na terra. Ah, se estes homens pudessem sair do inferno e voltar à terra! Declarariam ao mundo inteiro que eles estavam no inferno a sofrer penas indizíveis enquanto na terra eram feitos passar por poderosos intercessores junto de Deus!

Os protectores dos Católicos romanos não protegem ninguém

Vimos quais são (uma parte) os protectores dos Católicos romanos. Temos que portanto afirmar que na teoria os Católicos dizem crer em Deus mas na prática demonstram que eles Deus não o conhecem, não o consideram poderoso para socorrê-los em nenhuma das suas necessidades; em verdade o povo católico romano foi enganado pela cúria romana. Eis as provas que demonstram quanto idólatras e supersticiosos sejam os Católicos; são como os antigos pagãos que tinham um deus a invocar para cada sua angústia, e depois nos vêm dizer que são Cristãos! e se ofendem se não lhes damos razão. Mas como se lhes pode dar razão diante de mais estas provas comprovantes da sua separação da vida de Deus? E depois os teólogos papistas afirmam que esta tradição de invocar os seus santos nas diferentes angústias faz parte da revelação de Deus? Mas como se permitem dizer que Deus tenha revelado tais aberrações? O nosso Deus está vivo, o seu ouvido não é surdo, para não poder ouvir, o seu braço é poderoso para socorrer todo aquele que o invoca em qualquer angústia que se encontre, a sua mão não está encolhida para que não possa salvar; é Ele que se deve invocar na angústia, é n`Ele que importa ter plena confiança, não nos santos que estão no céu. Porque eles não podem proteger ninguém dos perigos porque para isso, isto é, para proteger os fiéis, estão encarregados os anjos de Deus conforme está escrito: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Sal. 34:7), e ainda: “Aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos” (Sal. 91:11) [10]. Ó homens que professais a religião católica romana quando caireis em vós mesmos e vos voltareis para o Senhor para obter o seu perdão e a sua ajuda? Deixai de invocar os mortos; invocai o Deus vivo e verdadeiro enquanto Ele está perto; deixai de procurar o favor de Fulano e de Beltrano que estão mortos e sepultados e não podem fazer nada por vós e buscai ao Senhor enquanto se pode ainda achar. Salvai-vos desta assembleia pseudocristã!

O nosso protector, curador e socorredor

Nós crentes temos como protector o Senhor Deus Omnipotente, o Senhor dos Exércitos, o Criador de todas as coisas, o Santo; n`Ele nos refugiamos; debaixo das suas asas nos sentimos seguros porque está escrito: “Porque tu disseste: ó Senhor, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos” (Sal. 91:9-11), e também: “O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre” (Sal. 121:5-8). Ainda ele é o nosso curador, porque está escrito: “Ele é o que… sara todas as tuas enfermidades” (Sal. 103:3), por isso Ele invocamos nas nossas enfermidades, como fez o profeta Jeremias dizendo: “Cura-me, ó Senhor, e serei curado” (Jer. 17:14). E por fim nas nossas múltiplas necessidades, ou no meio das calamidades é ainda Ele aquele que invocamos; para encontrar coisas perdidas, para encontrar mulher ou marido, para ter crianças quando elas não venham, para encontrar casa, para encontrar trabalho, e para todas as outras necessidades invocamos o nosso Deus porque ele nos disse: “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sal. 50:15). Nós temos um grande Deus de quem temos experimentado a fidelidade em todas as nossas angústias; em verdade cada um de nós pode e deve dizer, como Davi, “clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias” (Sal. 34:6). 

A Deus que nos liberta de todas as nossas angústias, seja a glória, a honra e o louvor eternamente. Amen.

A veneração das relíquias é idolatria

Eis aqui uma outra prática da igreja romana que é reprovável porque mentira: a veneração dos corpos dos mortos ou de alguns dos seus restos que eles dizem relíquias. Começamos por dizer que não é verdade que os corpos que eles dizem venerar tenham sido os corpos de homens verdadeiramente santos porque como vimos por santo a Palavra de Deus não entende um homem que tenha exercitado ‘virtudes heróicas’ para ganhar por meio delas o paraíso (porque um tal, segundo a Escritura, é um pecador), mas um homem que creu no Senhor e foi justificado por graça e santificado pelo Espírito Santo. Vos recordo a tal propósito que Paulo quando escreveu aos santos de Corinto se dirigiu a todos eles como “aos santificados em Cristo Jesus” (1 Cor. 1:2), e que disse a todos eles que tinham crido: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Cor. 3:16). Portanto é errado pensar que exista uma categoria de pessoas que depois que morreram se podem declarar santas porque fizeram obras de caridade em favor dos fracos a fim de ganhar a vida eterna. Mas nós dizemos que mesmo que aquele que morreu tenha sido durante a sua vida um verdadeiro santo, isto é, um crente em Cristo Jesus que foi de exemplo aos crentes porque imitou Cristo Jesus, o seu corpo não deve ser de modo nenhum venerado como não deve ser de modo nenhum visitado periodicamente o seu túmulo como se dele se pudesse obter alguma graça. Isto o dizemos nos fundando no facto de que os santos antigos quando morriam seus confraternos de modo nenhum começavam a venerar os seus corpos. Eis algumas passagens da Escritura que testificam isso.

Ÿ Quando morreu João o Batista, (de quem a Escritura diz que enquanto estava em vida Herodes o temia “sabendo que era homem justo e santo” (Mar. 6:20), e que tinha sido cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe [cfr. Lucas 1:15]) os seus discípulos “foram, tomaram o seu corpo, e o puseram num sepulcro” (Mar. 6:29); mas não é que os seus discípulos desde então começaram a venerar o corpo dele decapitado indo ao sepulcro para orar.

Ÿ Estevão era um homem cheio de Espírito Santo que fazia grandes sinais e prodígios entre os Judeus, e quando morreu apedrejado pelos Judeus aconteceu que “uns homens piedosos sepultaram a Estêvão, e fizeram grande pranto sobre ele” (Actos 8:2). Eis o que é lícito fazer por um morto; sepultá-lo com honra e fazer pranto por ele, mas nada mais.

Ir ao sepulcro onde está sepultado um crente que viveu santamente com a convicção que tocando a sua sepultura se pode obter uma graça de Deus é só superstição, portanto um sentimento que não procede de Deus. Um crente pode-nos ajudar enquanto está em vida fazendo-nos bem, orando por nós etc., mas uma vez que ele morre não está mais capaz de fazer algo de bom em nosso favor porque vai para o céu na presença do Senhor: por isso é completamente ilusório confiar em suas presumidas intercessões junto de Deus ou crer que ele pode fazer milagres em prol dos vivos também depois de morto. Nós devemos venerar o Deus que habitou no corpo dos santos e não os seus corpos mortos que viram a corrupção.

Algumas palavras a propósito da interpretação dada a certas passagens da Escritura para sustentar a veneração das relíquias

Por quanto respeita à primeira Escritura, citada pelos teólogos papistas para confirmação da veneração das relíquias, é necessário dizer que o morto foi lançado no sepulcro de Eliseu pelos que o deviam sepultar pelo facto de terem sido tomados pelo medo de um bando de Moabitas que eles viram ali nos arredores. Portanto o morto não foi levado por aqueles homens e colocado naquele sepulcro por eles estarem convencidos que se o fizessem tocar nos ossos do corpo do profeta Eliseu ele voltaria a viver. Podemos dizer portanto que isto aconteceu ‘por acaso’. É bom porém precisar que nós não cremos no acaso como a gente do mundo porque Jesus disse que não pode cair em terra um só pássaro sem a vontade de Deus, por isso cremos que este facto aconteceu por vontade de Deus. Mas mesmo se aquele morto ressuscitou pela vontade e pelo poder de Deus quando tocou os ossos do profeta Eliseu, nós não somos autorizados pela Palavra a levar os nossos mortos ao sepulcro de algum ministro de Deus que na terra curava os doentes para os fazer tocar nele porque assim ressuscitarão. Nós não atribuímos nenhuma virtude sobrenatural a nenhum corpo morto de qualquer ministro de Deus; nós não atribuímos nenhuma virtude particular a partes do seu corpo, à sua cinza ou a objectos por ele deixados na terra porque não somos pessoas supersticiosas. Nós não cremos, como pelo contrário o cria Agostinho, que Deus conceda benefícios aos homens através das relíquias de um seu santo homem em virtude da sua intercessão.

Por quanto respeita à segunda Escritura citada pelos teólogos papistas é necessário dizer que nós cremos que também hoje em particulares casos, quando o quer Deus, mediante um avental ou um lenço, que esteve no corpo de um ministro do Evangelho que tem dons de curar ou o dom de poder de operar milagres, posto no corpo dos enfermos eles podem curar mediante a sua fé no Senhor e pelo poder de Deus: (seja bem claro porém que nós, se bem que creiamos isto, não somos daqueles que oram sobre os lenços ou pedem aos crentes para levar vestidos dos doentes para orar sobre os vestidos). Mas daqui a dizer veneramos os corpos dos santos mortos ‘porque por meio dos resíduos dos seus corpos que nós dizemos relíquias, Deus concede aos homens não poucos benefícios’ (Giuseppe Perardi, op. cit., pag. 285) vai uma grandíssima diferença.

Para resumir dizemos portanto que não se devem absolutamente venerar os corpos ou parte dos corpos ou objectos de crentes mortos pensando que por meio deles Deus conceda curas porque este comportamento é idolátrico. Deus na sua Igreja estabeleceu os milagres e os dons de curar e diz que se alguém está doente deve chamar os anciãos da Igreja para que orem sobre ele ungindo-o com azeite em nome do Senhor. Ele não diz ao doente para ir visitar o túmulo ou a relíquia de um seu servo morto, mas lhe ordena de ter fé n`Ele para receber a cura. Cura que obterá não pela intercessão no céu de algum santo mas só pela mediação de Jesus Cristo que está à direita de Deus porque é em seu nome que os anciãos oram sobre o doente ou que outros crentes oram a Deus para curá-lo.

Cuidai de vós mesmos irmãos porque a veneração das relíquias dos santos está ligada à doutrina da intercessão dos santos no céu: são duas coisas inseparáveis. Quem venera as relíquias de algum morto crê também que aquele morto ora a Deus por ele; e quem se põe a crer que os mortos intercedem pelos vivos se põe também a venerar as suas relíquias. E tudo isto leva o homem a não se apoiar na mediação de Jesus Cristo, o Vivente, a não considerar que ela seja suficiente para obter a cura. Jesus Cristo ressuscitou, está no céu com o seu corpo, pela fé no seu nome se recebe a cura como qualquer outro benefício de Deus. Tende plena confiança em Deus Pai e também no seu Filho Jesus que ora por nós à sua direita.

A sedução perpetrada por meio das relíquias

Satanás conseguiu seduzir multidões de pessoas também mediante a veneração das relíquias ensinada pelos Católicos. Hoje há um pouco por todo o lado santuários católicos, basílicas e outros lugares de culto da igreja católica, onde é dito estarem guardadas toda a espécie de relíquias, desde cabelos, a maxila, o braço, a cabeça de diversos seus chamados santos ou qualquer outro objecto, a pedaços de madeira que são feitos crer resíduos da cruz em que foi crucificado Jesus. Tudo isto tem levado muitas pessoas a oferecer o seu culto às relíquias e de facto há as funções religiosas em honra delas. Basta recordar uma dentre todas, a saber, aquela que todos os anos tem lugar na basílica que tem o nome de Pedro em Roma em honra da ‘cátedra de Pedro’. Pensai que os Católicos para sustentar que o apóstolo Pedro exerceu o ofício de papa em Roma fizeram aparecer também a cadeira com espaldar sobre a qual Pedro se sentaria quando presidia às reuniões da Igreja! Mas em Roma não há só ‘a cátedra de Pedro’ mas também as cadeias com que Pedro foi acorrentado (com uma em Jerusalém por ordem de Herodes e com outra em Roma por ordem de Nero), o cárcere onde ele foi posto e também o túmulo em que ele estaria sepultado; em suma há tudo o que serve aos Católicos para testificar com certeza que Pedro veio a Roma (da sua vinda a Roma fala dela a tradição mas não a sagrada Escritura) e para confirmar a sua fábula artificiosamente composta sobre o papado de Pedro em Roma. O que nos ensina tudo isto? Que este das relíquias é um poderoso instrumento nas mãos de Satanás para fazer crer toda a sorte de lendas às pessoas.

Para muitos Católicos não importa nada se a Escritura cala acerca de muitas coisas ou diz o contrário daquilo que a sua tradição secular diz; eles se fazem fortes pelo facto de existir uma história a respeito de um pedaço de madeira ou de um pedaço de carne putrefacta ou de um osso ou de alguma coisa mais e nela crêem cegamente sem pôr isso em discussão.

Mas nós dizemos: Mesmo que Pedro tivesse estado em Roma, mesmo que a Escritura tivesse dito que ele pregou o Evangelho nesta cidade e também o lugar preciso onde ele depois teria sido morto, mas que privilégios teria alguma vez podido conferir tudo isso à Igreja de Roma? Que superioridade teria alguma vez podido reclamar a Igreja de Roma sobre as outras igrejas? Mas que virtudes sobrenaturais poderíamos atribuir ao seu túmulo?

Aos objectos que os homens de Deus deixaram na terra não se deve dar a importância que não têm; e não se deve atribuir-lhes poderes sobrenaturais, porque neste caso se daria lugar de mansinho ao diabo que sabe como explorar as fraquezas dos mortais.

Fonte

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