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Confutação de algumas heresias da Igreja Católica Romana: As peregrinações

A doutrina dos teólogos papistas

jakobsweg-747481_960_720As peregrinações proporcionam graças excepcionais e são escriturais. Um escritor católico afirmou que a peregrinação é antes de tudo um acto de fé e depois é ‘uma forma eminente de oração e vale para aquele que a faz graças excepcionais’. Os teólogos papistas sustentam as peregrinações com as Escrituras dizendo que segundo a lei de Moisés também os Israelitas se deviam deslocar três vez ao ano a Jerusalém, a cidade santa. Por isso o que é prescrito aos Católicos é escritural porque também eles são exortados a ir aos lugares santos.

História

Por quanto respeita à origem e à difusão das peregrinações no seio da igreja católica romana dizemos estas poucas coisas.

Depois da morte de Cristo, o lugar onde Jesus tinha nascido, aquele onde tinha sido criado, os lugares onde tinha pregado, e sobretudo o lugar onde tinha sido crucificado e sepultado, começaram a ser considerados por muitos lugares mais santos do que os outros, e por isso começou por parte de muitos a migração para estes lugares; migração, que devemos dizer, não parou até hoje. Mas não foi só a terra santa que começou a ser a meta de muitos peregrinos, mas também Roma, porque a tradição dizia que nesta cidade tinham morrido mártires Pedro e Paulo, e muitos iam venerar os seus túmulos. No curso do tempo as peregrinações no seio da igreja romana se multiplicaram de maneira impressionante porque começaram a multiplicar-se túmulos de mártires e relíquias de todo o género, e as pessoas foram convencidas que indo venerar esses túmulos ou essas relíquias obteriam de Deus por meio delas graças. Depois foi-lhes dito que se fizessem a peregrinação a este ou àquele outro lugar obteriam a remissão das suas penas temporais, isto é, a indulgência; e assim elas foram sobremodo incentivadas a fazer as peregrinações. Ainda hoje as peregrinações estão ligadas às indulgências. Em Itália os lugares onde os peregrinos católicos se deslocam em maior número são Roma, Assis e Loreto. No exterior Lourdes, Fátima, La Salette e Medjugorje. Mas examinemos o porquê de os Católicos irem em grande número a estes lugares chamados santos: a Roma vão para visitar os túmulos de Pedro e Paulo; a Assis vão para adorar e orar a Francisco e obter através dele graças; a Loreto vão visitar a pretensa casa de Maria transportada pelos anjos de Israel para Itália; a Lourdes, a Fátima, a La Salette e a Medjugorje vão para obter de Maria as graças de que necessitam e para adorá-la. E em muitos outros lugares vão para venerar o sudário, corpos e pedaços de corpos de pessoas mortas, pedaços de madeira que dizem ser da cruz em que foi crucificado Jesus, as vestes, o véu e o anel de noivado de Maria; e muitas outras coisas que seria demasiado longo enumerar todas.

Confutação

A Escritura de modo nenhum confirma as peregrinações católicas

Os Israelitas subiam a Jerusalém porque Jerusalém é a cidade que foi escolhida por Deus para ali pôr o seu nome e os Israelitas tinham recebido de Deus a ordem de subir três vezes por ano ao lugar que ele escolheria conforme está escrito: “Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher: na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos” (Deut. 16:16). Esta é a razão pela qual no tempo de Jesus está dito que os seus pais “iam todos os anos a Jerusalém, à festa da páscoa” (Lucas 2:41), e que quando Jesus alcançou doze anos subiu também ele com eles a Jerusalém “segundo o costume da festa” (Lucas 2:42). Também depois que Jesus foi elevado ao céu Jerusalém continuou a ser a meta periódica de muitos Judeus; recordamos a tal propósito que no Pentecostes “em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” (Actos 2:5), precisamente em razão da ordem dada por Deus na lei.

Mas agora nós crentes em Cristo não somos chamados como o eram os Judeus a subir anualmente a Jerusalém para ali celebrar as três festas judaicas acima mencionadas porque Cristo aboliu na sua carne estas práticas religiosas dizendo à mulher samaritana: “A hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai…. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:21,23,24). Deus está por toda a parte, e nós não necessitamos de ir a algum lugar particular para adorá-lo; porque isso o podemos fazer em qualquer sítio. Jesus Cristo também disse: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mat. 18:20); estas suas palavras confirmam que nós não necessitamos de fazer nenhuma peregrinação para algum lugar particular para achar a sua presença, porque ele está presente no meio de nós. Recordamos também que a lei tem uma sombra dos bens futuros e não a realidade exacta das coisas; portanto também as festas judaicas que os Judeus eram chamados a celebrar subindo a Jerusalém eram figura de coisas que deviam acontecer e não a realidade exacta das coisas. A realidade daquele subir a Jerusalém consiste no facto de nós termos chegado à Jerusalém de cima conforme está escrito aos Hebreus: “Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial” (Heb. 12:22); isto significa por conseguinte que nós não somos chamados a ir em peregrinação a Jerusalém nem três vezes ao ano e nem sequer uma vez ao ano ou pelo menos uma vez na vida. Nós crentes somos chamados peregrinos e forasteiros porque estamos em viagem para a nossa pátria celestial; como Abraão, Isaque e Jacó confessaram ser peregrinos porque buscavam uma pátria melhor, a celestial, da mesma maneira também nós declaramos estar em peregrinação para a cidade celestial da qual somos cidadãos. Para lá estamos indo, a essa cidade anelamos, e como estamos angustiados até que esta viagem não termine!

Demonstramos assim que a peregrinação para Jerusalém prescrita por Deus foi abolida e que nós crentes não somos chamados a nos deslocar a algum lugar particular da terra para adorar a Deus ou para receber dele algum particular benefício ou benção, porque não há certos lugares onde Deus está mais presente do que em outros. Para clarificar este conceito faço um exemplo. Nós sabemos com certeza que Jesus Cristo nasceu em Belém, foi criado em Nazaré, foi batizado no rio Jordão, e ainda junto ao rio Jordão foi ungido com o Espírito Santo. Sabemos também que ele andou sobre o mar de Tiberíades, que operou milagres à volta deste mar; que pregou no templo de Jerusalém, que foi morto em Jerusalém. Ora, todas estas coisas são verdadeiras porque a Escritura as testifica claramente; mas isto não nos leva a querer ir a Israel para andar nos lugares onde andou Jesus Cristo, o Filho de Deus, para sermos abençoados ou curados por meio deles pelo Senhor como se eles tivessem virtudes sobrenaturais ou que Deus conferisse graças particulares àqueles que se deslocam aos mesmos lugares onde andou o seu Filho. Permanecendo firme que a terra de Israel é terra santa, se nós fizéssemos assim nos tornaríamos também nós supersticiosos.

Uma palavra ao ‘peregrino’ católico

Para concluir quero dizer ao ‘peregrino’ católico romano estas palavras do profeta: “Na tua comprida viagem te cansas; porém não dizes: Não há esperança!” (Is. 57:10); mas também: ‘Caí em ti mesmo; mas não te dás conta de ter sido enganado e de ir atrás da vaidade? Não subas a estes lugares onde é praticada a idolatria: vai a Cristo e encontrarás nele todas as bençãos espirituais’. Não continues a fazer estas peregrinações pensando adquirir méritos diante de Deus ou receber graças excepcionais, mas vem ao monte Sião, vem à Jerusalém celestial reconhecendo-te um pecador necessitado do perdão divino e então sim obterás graça sobre graça.

Fonte

 

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