Pages Menu
Facebook
Categories Menu

Posted | 0 comments

A compreensão da Bíblia

Sendo a bíblia um livro composto por escritos inspirados pelo Espírito do Senhor, para compreendê-la é necessário a guia do Senhor, que é Aquele que pelo o seu Espírito faz compreender correctamente as Escrituras. Ora, com as seguintes Escrituras e reflexões em torno delas, demonstrarei o quanto está dito.
 
Ÿ Jesus antes de morrer tinha dito aos seus discípulos: “Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; pois há-de ser entregue às gentes, e escarnecido, injuriado e cuspido; e, havendo-o açoitado, o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará. E eles nada disto entendiam, e esta palavra lhes era encoberta, não percebendo o que se lhes dizia” (Lucas 18:31-34). Há outras Escrituras que testificam como os próprios díscipulos de Jesus não percebiam nem as Escrituras que falavam de Jesus, nem sequer as suas palavras que anunciavam a sua morte e a sua ressurreição, e elas são as seguintes: “Os seus discípulos, porém, não entenderam isto no princípio…” (João 12:16); “Mas eles não entendiam esta palavra, que lhes era encoberta, para que não compreendessem” (Lucas 9:45); “Mas eles não entendiam esta palavra…” (Mar. 9:32). Notai que os discípulos, embora tivessem crido que Jesus era o Cristo o Filho de Deus que era proveniente do Pai, não tinham compreendido ainda as coisas que Moisés e os profetas tinham dito dele, isto é, que ele devia sofrer e ressuscitar dos mortos. Mas como era possível que homens que tinham crido nele, ainda não entendessem as coisas escritas dele? A razão é porque aquelas Escrituras para eles estavam cobertas por um véu e por isso era-lhes impossível compreendê-las. As compreenderam depois que Jesus ressuscitou, na verdade, foi então nessa altura que o Senhor lhes abriu o entendimento para compreendê-las conforme está escrito: “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas, e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lucas 24:44-45); foi então nesta altura que eles “se lembraram de que isto estava escrito dele” (João 12:16), e do que os Judeus lhe tinham feito. Tudo isto nos mostra que para compreender as Escrituras que falam de Jesus Cristo não é suficiente lê-las ou ouvi-las, porque é necessário também que o Senhor abra o entendimento para compreendê-las, como fez com os seus discípulos quando lhes apareceu. Portanto se o Senhor foi poderoso para fazer compreender aos seus discípulos as Escrituras abrindo-lhes o entendimento, porque não se deveria pensar que ele isto o continua a fazer ainda hoje, sem se servir de pessoas físicas? Há porventura alguma coisa demasiado difícil para o Senhor? Ou porventura o seu modo de agir mudou?
 
Ÿ Jesus quando falou do Espírito Santo que Ele enviaria aos seus discípulos depois que ascendesse ao céu, disse-lhes: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há-de vir” (João 16:12,13), e ainda: “Esse vos ensinará todas as coisas…” (João 14:26). Destas palavras emerge que Jesus enviou o Espírito Santo para ensinar-nos todas as coisas e para guiar-nos na verdade. Mas alguém dirá: Mas a promessa Jesus só a fez aos seus apóstolos? Sim, as palavras foram dirigidas a eles naquela ocasião mas são directas a todos os discípulos de Cristo. Nada tirando com tudo isso ao facto de Deus na sua Igreja ter constituido os doutores os quais têm o dom de ensinar, mas não certamente a capacidade de fazer compreender, porque esta a continua a ter o Espírito de Deus, enviado do céu que está em todo o crente.
 
 
Ÿ Jesus um dia exultou pelo Espírito e disse: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve” (Lucas 10:21). Nós também reconhecemos que Deus revela as coisas relativas ao reino de Deus aos que mudam e se tornam como as pequenas crianças, mas as esconde aos que são muito estudados e se acham sábios e inteligentes. E nós, pela graça de Deus, estamos justamente entre as criancinhas às quais Deus revelou o seu Filho e as coisas relativas ao seu reino, e por isso o louvamos; sim, o louvamos porque reconhecemos ter chegado ao conhecimento da verdade porque Deus nos deu o entendimento que nenhum homem sobre a face da terra nos teria podido dar. Nós podiamos ter ouvido mesmo o melhor orador, o homem mais eloquente em expor as coisas relativas ao reino de Deus, mas se não fosse pela intervenção sobrenatural de Deus nós jamais teriamos compreendido o que na realidade é tão simples, mas que muitos sobre a terra têm feito, com os seus discursos tão difíceis, tão complicadas. Mas o que é tão simples? A mensagem da salvação e o caminho para recebê-la.
 
Ÿ O apóstolo Paulo disse a Timóteo: “Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo” (2 Tim. 2:7); portanto Paulo acreditava que seria o Senhor mesmo, a fazer entender a Timóteo as coisas que ele lhe tinha escrito. Não uma categoria de crentes em qualquer parte do mundo com o poder de interpretar correctamente as coisas que ele lhe escrevia, mas o próprio Senhor.
 
 
Ÿ O apóstolo Paulo disse aos Filipenses: “Pelo que todos quantos já somos perfeitos maduros, sintámos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará” (Fil. 3:15). Nestas palavras Paulo expressa a sua confiança que se os santos de Filipos não compreendessem ainda alguma coisa o Senhor lhes haveria de fazer entender, revelando-a a eles. Haveis notado? Nestas duas passagens das Escrituras, está posta em evidência a poderosa obra de compreensão operada por Deus nos crentes.
 
Ÿ João escreveu: “E a unção, que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis” (1 João 2:27). Como podeis ver João cria que era a unção que os crentes receberam do Senhor que lhes ensinava todas as coisas, e não um particular colégio de bispos encarregue pelo Senhor. As palavras do apóstolo não fazem mais do que confirmar as palavras que Jesus disse aos seus discípulos quando lhes prometeu o Espírito Santo: “Esse vos ensinará todas as coisas” (João 14:26). É bom porém fazer uma ponderação neste ponto; o facto de a unção do Santo nos ensinar todas as coisas não significa que nós não tenhamos necessidade dos ministros de Deus, porque de outra forma a Escritura se contradiria dado que ela afirma que Deus constituiu na sua Igreja, os apóstolos, os profetas, os evangelistas, os pastores, os doutores para o aperfeiçoamento dos santos e para a edificação do corpo de Cristo (cfr. Ef. 4:11,12). Repito este conceito nestes termos: João com estas palavras não quis dizer que os crentes, porque receberam a unção do Santo, não têm necessidade de serem instruídos por ninguém porque Lucas diz: “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra…. E eram perseverantes em atender ao ensinamento dos apóstolos” (Actos 2:41,42), e também Paulo permaneceu em Corinto “um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus” (Actos 18:11); e porque Paulo disse a Timóteo: “Manda estas coisas e ensina-as ” (1 Tim. 4:11), e a Tito: “Fala disto, e exorta…” (Tito 2:15). João quis somente dizer que nós conhecemos a verdade e que não temos necessidade dequeles pessoais e contraditórios ensinamentos em torno de Jesus que tantos impostores espalham em abundância, porque os que recebemos pelo Espírito de Deus em torno de Jesus Cristo são verdadeiros e suficientes à nossa salvação. Conhecemos tudo o que pode salvar as nossas almas porque a unção do Santo nos ensina todas as coisas e não temos por isso necessidade dos ensinamentos diabólicos do magistério romano, dos Mórmons ou daqueles dos chamados de Testemunhas de Jeová ou daqueles dos seguidores de Moon, ou de qualquer outra pseudoigreja.
Portanto, concluindo; embora a unção do Santo ensine todos os crentes, os que receberam o dom de ensinamento devem ensinar aos crentes as coisas relativas ao reino de Deus, para confirmá-los e contribuir para o seu crescimento espiritual, e os crentes por sua vez devem perseverar em atender ao seu ensinamento porque esta é a vontade de Deus. Os que instruem e os que são instruídos tenham sempre bem em mente estas palavras de Paulo a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Tim. 4:16). Notai na realidade como a salvação é assegurada seja ao ministro que persevera em servir de exemplo aos crentes e lhes ensina a sã doutrina, seja aos que ouvem o seu ensinamento e o põem em prática.
 
Ÿ O apóstolo Paulo disse aos Coríntios: “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Cor. 4:3,4). Hoje, pela graça de Deus, possuímos além dos Escrituras do Antigo Testamento que falam de Jesus, também os testemunhos escritos de Mateus, Marcos, Lucas e João que falam de maneira clara do nascimento de Jesus, da sua vida, dos seus ensinamentos e das suas obras poderosas, da sua morte e da ressurreição, no entanto muitos dos que lêem e ouvem o Evangelho escrito por estes homens não o entendem de todo, e entre estes estão também milhões e milhões de Católicos romanos espalhados sobre a face da terra. Têm o magistério, no entanto o Evangelho ainda está encoberto para eles. Porque  está encoberto? Porque é que não conseguem compreender a mensagem do Evangelho? O motivo é porque eles têm os seus entendimentos cegados pelas trevas e por isso não podem ver a luz que o Evangelho de Deus emana. O que é necessário fazer para serem salvos está claramente escrito mas para eles é obscuridade profunda. E porquê isto? Porque o Evangelho foi pelo seu magistério ofuscado com a tradição, de maneira que aquilo que é luz, para eles é trevas; e quão grandes são estas trevas! Como os Judeus que fazem a leitura do Antigo Testamento têm um véu preso sobre os seus corações que os impede de reconhecer que as Escrituras proféticas se cumpriram em Jesus de Nazaré, assim hoje multidões de homens que lêem ou ouvem o Evangelho ainda têm os seus entendimentos obtusos. Eles estão no caminho da perdição e enquanto não se arrependerem e não crerem com o coração no que lêem ou ouvem não poderão compreender o Evangelho. Como podeis ver se chega a compreender o Evangelho a seguir a uma iluminação operada por Deus, por isso rejeitamos a doutrina que afirma que uma particular classe de pessoas tenha o poder de fazer compreender as palavras do Evangelho.
 
Para concluir; existem dois tipos de pessoas sobre a terra; aquelas que entenderam a Escritura porque se humilharam diante de Deus e o Senhor abriu-lhes o entendimento para entendê-la e continuam a entendê-la correctamente porque o Espírito de Deus as guia; e aquelas que jazem nas trevas com o entendimento obtuso porque recusam humilhar-se diante de Deus e preferem dar antes ouvidos aos preceitos humanos do que àqueles de Deus, tão claramente escritos.

Fonte

Post a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Read more:
sacramentos
Confutação de algumas heresias da Igreja Católica Romana: os sacramentais

A doutrina dos teólo...

bibbia-dottrina
A inspiração da Bíblia

A Bíblia é a Palavra...

Close