Pages Menu
Facebook
Categories Menu

Posted | 0 comments

A Trindade

Como temos então visto a Divindade é composta por Deus Pai, pelo seu Filho Jesus Cristo, e pelo Espírito Santo. Esta doutrina é vulgarmente denominada a doutrina da Trindade e é uma doutrina muito importante que no passado foi atacada e é ainda agora atacada por muitas seitas, e podemos dizer é a base da nossa fé. Antes de passar a demonstrar a Trindade com as Escrituras quero dizer algumas palavras sobre este termo não presente na sagrada Escritura. O termo Trindade deriva do latim Trinitas que significa “a reunião de três”, uma palavra adoptada por Tertuliano de Cartago (um dos chamados padres da Igreja), no fim do segundo século depois de Cristo, para ilustrar o conceito que a Divindade é composta por Três pessoas divinas, ou seja, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O facto então da palavra Trindade não esteja presente nas Escrituras é relativo, porque como já vimos e como veremos melhor dentre em pouco o conceito de um Deus trino está abundantemente presente nas Escrituras. Para fazer uma comparação com o nome de uma outra doutrina bíblica não presente (o nome) na Bíblia é como dizer que na Bíblia ainda que não esteja presente a expressão “a imortalidade da alma” está lá claramente presente o conceito da imortalidade da alma. E assim na Bíblia ainda que não haja a palavra Trindade há o conceito da Trindade.

 

Passos da Escritura que testificam o conceito da Trindade

 

Ÿ “Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu. E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mat 3:13-17). Neste evento que se verificou no Jordão vemos o Pai que falou do céu, o Filho que estava sobre a terra que foi batizado por João, e o Espírito Santo que desceu sobre ele em forma corpórea como uma pomba.

 

Ÿ Jesus disse aos seus discípulos: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito da verdade…” (João 14:15-17). Jesus, enquanto estava ainda sobre a terra com os seus discípulos, era o Consolador que Deus tinha enviado para consolar aqueles que estavam tristes, mas como Ele tinha que voltar ao Pai que o tinha enviado, rogou ao Pai para dar aos seus discípulos um outro Consolador, justamente o Espírito Santo o qual estaria com eles para sempre. O Pai portanto, suplicado pelo seu Filho, enviou o Espírito da verdade para suprir as necessidades que se viriam a criar com a ausência do seu Filho. O conceito da Trindade está evidente nas palavras de Jesus.

 

Ÿ Jesus, antes de ter ascendido ao céu, disse aos seus discípulos: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo….” (Mat. 28:19). O batismo na água, que recordemos não purifica dos pecados porque é a indagação de uma boa consciência para com Deus, tem de ser ministrado em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O Senhor nunca teria mandado uma semelhante coisa se Ele, o Pai e o Espírito Santo não fossem um.

 

Ÿ Paulo diz aos Romanos: “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita” (Rom. 8:11). Nestas palavras vemos Deus Pai que ressuscitou Jesus; o Filho que foi por Ele ressuscitado; e o Espírito Santo que Ele enviou nos nossos corações. Também aqui o conceito da Trindade está expresso de maneira clara.

 

Ÿ Paulo, ao terminar uma das suas epístolas aos Coríntios, escreveu: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos” (2 Cor. 13:13). Também aqui as três pessoas são nomeadas distintamente, mas apesar disso são uma mesma coisa.

 

Ÿ Paulo aos Efésios diz: “Há… um só Espírito…Há um só Senhor… um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos e por todos e em todos” (Ef. 4:4,5,6). Também por estas palavras compreendemos como as três pessoas divinas das quais é composta a Divindade, são distintas entre si mas unidas entre si em perfeita unidade.

 

Ÿ Paulo disse aos Coríntios: “Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.” (1 Cor. 12:4-6). Notai como Paulo menciona primeiro o Espírito, depois o Senhor Jesus Cristo e depois Deus. Também estas suas palavras fazem perceber como estas três pessoas divinas, apesar de distintas umas das outras, são um mesmo Deus.

 

Ÿ A Escritura condena as três blasfémias dirigidas a todas as três pessoas da Divindade. Quem blasfema o nome de Deus se torna culpado de um pecado porque está escrito: “Não blasfemarás contra Deus” (Ex. 22:28); também quem blasfema contra o Filho do homem e contra o Espírito Santo se torna culpado de um pecado. Mas o facto é que enquanto os que blasfemam contra Deus e contra o Filho do homem podem ser perdoados, quem blasfema contra o Espírito Santo não pode obter a remissão do seu pecado, porque Jesus disse: “Todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfémias, com que blasfemarem; qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” (Mar. 3:28-29). Estas palavras do Senhor nos fazem perceber como o Espírito Santo é uma pessoa divina distinta do Filho de Deus e do Pai; por isso nós quando falamos do Filho não falamos do Espírito Santo e vice-versa; e porque quando falamos do Pai não falamos nem do Filho e nem do Espírito Santo, exactamente porque os três são diferentes. Para fazer-vos perceber este conceito falo-vos desta maneira: nós não podemos dizer que o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo foi morto sobre a cruz pelos nossos pecados, porque isso não corresponde à verdade, de facto a Escritura diz que Cristo, o Filho de Deus, morreu sobre a cruz, e não o Pai. Nós não podemos dizer também que o Espírito Santo tenha morrido pelos nossos pecados porque também isso não é verdade. Nós não podemos dizer também que o Espírito Santo batiza com o Espírito Santo porque a Escritura testifica que é Cristo que batiza com o Espírito Santo e com fogo. Porém, apesar de devermos nomear separadamente o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e as suas características, também sabemos que os três são uma mesma coisa. Irmãos, nos encontramos perante um mistério, por isso as nossas palavras não conseguem explicá-lo.

 

E a propósito de mistérios, a respeito da Trindade que não é compreensível à mente humana, alguns digam que Deus não pode ser onerado por um conceito que “ninguém percebe” e que os cristãos têm que conhecer o Deus que adoram pelo que não há espaço para os mistérios! Estes são vãos argumentos que são feitos por pessoas que esquecem que Zofar de Naama disse: “Porventura alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu fazer?” (Jó 11:7-8); palavras estas que se pode muito bem aplicar também ao conceito de Deus trino. Não, não é verdade que não há espaço para os mistérios; porque o espaço dedicado aos mistérios de Deus, à sua natureza e ao seu modo de agir há e é vasto. Mas ainda que, hajam mistérios divinos a nós não revelados nós estamos também perfeitamente conscientes de ter conhecido Deus porque João diz: “Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai” (1 João 2:13); e também: “Qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1 João 4:7). É evidente porém que isto não significa que para nós tudo é claro e não restam mais mistérios a respeito de Deus porque também está escrito: “Nós conhecemos em parte” (1 Cor. 13:9) e também que “agora vemos por espelho em enigma” (1 Cor. 13:12). Mas vem o dia no qual conheceremos plenamente como também fomos plenamente conhecidos. A Deus seja a glória eternamente.. Amen.

 

A perfeita unidade existente entre o Filho e o Pai

Jesus nos dias da sua carne fez menção da perfeita união que havia entre ele e o Pai em diversas maneiras. Ele disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30); “Na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou” (João 8:17-18); “Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim” (João 14:11); “Tudo quanto o Pai faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz; e ele lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis. Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer. E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai.” (João 5:19-23); “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo; e deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem” (João 5:26-27); “Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou” (João 12:44-45); “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai” (João 14:7); “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho” (Mat. 11:27); “Tudo quanto o Pai tem é meu ” (João 16:15); “E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim ” (João 17:22-23). Para explicar esta perfeita união e colaboração que existia e existe ainda entre o Filho e o Pai meteremos agora em confronto entre si algumas passagens da Escritura.

 

Ÿ Jesus falou aos Judeus da sua ressurreição desta maneira: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei” (João 2:19), fazendo perceber que ele mesmo ressuscitaria o seu corpo depois de ele estar morto; enquanto Pedro disse aos Judeus: “Matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos” (Actos 3:15), fazendo claramente perceber que foi Deus a fazer ressurgir o corpo de Cristo Jesus.

 

Ÿ Jesus, quando prometeu aos seus discípulos o Espírito Santo, disse: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas” (João 14:26), e também: “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei-de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim” (João 15:26), fazendo perceber claramente que o Espírito Santo seria enviado tanto pelo Pai como pelo Filho (permanece o facto porém que o Espírito Santo procede do Pai como disse o mesmo Jesus).

 

Ÿ Jesus disse, falando das suas ovelhas: “Dou-lhes a vida eterna” (João 10:28), e na oração que dirigiu ao Pai disse: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti; assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste” (João 17:1-2), fazendo claramente compreender que quem dá a vida eterna é ele. Paulo ao invés diz aos Romanos: “O dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor ” (Rom. 6:23), e João diz: “Deus nos deu a vida eterna” (1 João 5:11), fazendo ambos perceber claramente que é Deus a dar a vida eterna. Podemos então dizer que a vida eterna a dá quer seja o Pai quer o Filho.

 

Ÿ Jesus disse: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:40). Notai que Jesus aqui disse que será ele a nos ressuscitar a nós que cremos nele. Mas está também escrito que será Deus a nos ressuscitar de facto Paulo aos Coríntios disse: “Ora Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1 Cor. 6:14).

 

Ÿ Paulo diz aos Romanos: “… Entre os quais Gentios sois vós também, chamados por Jesus Cristo..” (Rom. 1:6). Portanto aquele que nos chamou é Cristo. Mas ainda Paulo diz mais adiante nesta epístola que aqueles que Deus dantes conheceu “também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho; a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou…” (Rom. 8:29-30). Portanto nós fomos chamados por Deus e por Cristo Jesus.

 

Ÿ Paulo diz a Timóteo: “E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério…” (1 Tim. 1:12). Isto significa que Paulo foi aprovado por Cristo que o estimou digno da sua confiança confiando-lhe o ministério da Palavra. O mesmo apóstolo diz aos Tessalonicenses: “… Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações” (1 Tess. 2:4). Portanto ele foi aprovado por Deus e por Cristo Jesus.

 

Ÿ Paulo disse aos anciãos de Éfeso: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus…” (Actos 20:24). Portanto foi Cristo a estabelecê-lo ministro do Evangelho, e isso o confirmou também a Timóteo quando lhe disse que ele dava graças a Cristo que o teve por fiel, pondo-o no ministério a ele que antes foi um blasfemador, um perseguidor e um opressor (cfr. 1 Tim. 1:12-13). Mas aos Colossenses Paulo diz que foi Deus a dar-lhe o ministério:‘… eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus” (Col. 1:25).

 

Os Três operam de comum acordo

 

Os seguintes exemplos mostram como o Pai, o Filho e o Espírito Santo operam todas as coisas juntos e de comum acordo.

 

Ÿ O homem foi criado pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

No livro do Gênesis, a respeito da criação do homem, encontramos escrito: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança…” (Gen. 1:26). Estas palavras mostram como Deus, quando falou, usou o verbo no plural e não no singular de facto ele não disse: “Farei”, mas “Façamos”. Com quem falou? Com os anjos porventura? Não, de maneira nenhuma, porque eles são criaturas. Ele falou com a Palavra que estava com Ele, e com o Espírito eterno que estava também com Ele.

 

Ÿ Deus, a Palavra e o Espírito Santo nos formaram no ventre da nossa mãe.

David diz a Deus: “Pois possuiste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe….” (Sal. 139:13). Eliú disse a Jó: “O Espírito de Deus me fez…” (Jó 33:4). João diz que “Todas as coisas foram feitas por ela” (João 1:3) referindo-se à Palavra de Deus; e portanto nós fomos formados pela Palavra de Deus no ventre de nossa mãe.

 

Ÿ O apóstolo Paulo foi enviado a pregar por Deus Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

A Tito, o apóstolo Paulo diz: “Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos; mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador…” (Tito 1:1-3), fazendo entender que ele foi enviado a pregar por Deus Pai. Aos Coríntios o mesmo apóstolo diz: “Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar …” (1 Cor. 1:17), fazendo perceber que ele foi enviado a pregar aos Gentios pelo Filho de Deus. Se depois a estas passagens se juntar aquela que diz: “E assim estes [Barnabé e Saulo], enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre” (Actos 13:4) então notaremos como foram todos e três, isto é, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que de comum acordo enviaram Paulo a pregar o Evangelho aos Gentios.

 

Ÿ No que concerne à nossa salvação devemos dizer que os três, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, operaram juntos em perfeita colaboração..

O Pai enviou o Espírito Santo conforme está escrito: “.. o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome…” (João 14:26), o qual nos convenceu quanto ao pecado, à justiça e ao juízo conforme está escrito: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo” (João 16:8); depois ele nos levou ao Filho segundo o que disse Jesus: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer” (João 6:44), e ainda: “Todo o que o Pai me dá virá a mim” (João 6:37); e o Filho nos salvou dos nossos pecados conforme está escrito: “Estai pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou” (Gal. 5:1).

 

Ÿ O processo de transformação à imagem do Filho de Deus que foi começado em nós e que está presseguindo é realizado por todas as três pessoas do Divino, nenhuma excluída.

Eis as passagens que o confirmam. Paulo aos Filipenses diz: “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efectuar, segundo a sua vontade” (Fil. 2:13). Aos Coríntios ele diz: “Cristo que fala em mim, o qual não é fraco para convosco, antes é poderoso entre vós” (2 Cor. 13:3), e ainda aos Coríntios diz: “Mas todos nós, com rosto descoberto, reflectindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Cor. 3:18).

 

Ÿ A obra de santificação é realizada por Deus Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

As seguintes Escrituras o confirmam: Paulo diz aos Tessalonicenses: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo…” (1 Tess. 5:23). O escritor aos Hebreus afirma: “Porque, assim o que santifica [Cristo], como os que são santificados, são todos de um…” (Hebr. 2:11). Pedro diz na sua epístola que nós fomos “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito…” (1 Pedro 1:2).

 

Ÿ No que concerne á guia devemos dizer que somos guiados por Deus, pelo seu Cristo e pelo Espírito Santo.

As seguintes Escrituras o confirmam. Nos Salmos está escrito de Deus: “Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até á morte” (Sal. 48:14). Em Mateus, Jesus diz: “Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo” (Mat. 23:10). Em João está escrito: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade” (João 16:13).

 

Nós crentes reconhecemos conhecer em parte, reconhecemos que o conhecimento deste mistério é demasiado alto para nós, tão alto que nós não o podemos alcançar; a cada um de nós a Escritura diz ainda: “Porventura alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar” (Jó 11:7-9). Somos capazes, de por agora, apenas poder examinar as Escrituras que falam do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas não somos capazes de poder explicar como os três são uma mesma coisa. Nós não temos três deuses, porque não somos politeístas como o são tantas populações sobre a terra; mas nós temos um só Deus, n`Ele cremos, a Ele conhecemos, a Ele amamos, a Ele servimos, Ele é o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo; temos também um só Senhor, o Filho de Deus; e temos também um único Espírito nos nossos corações, que é o eterno do nosso Deus pelo qual clamamos: Aba! Pai! Estas três pessoas são Deus de eternidade a eternidade. Amen.

 

 

Os três são um e habitam em nós

 

Agora vejamos das Escrituras das quais se compreende que em nós filhos de Deus habita tanto o Pai como o Filho como o Espírito Santo.

 

Ÿ A Palavra testifica que Deus o Pai habita em nós com estas palavras.

Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14:23).

João diz: “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus” (1 João 4:15). Paulo diz: “Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei…” (2 Cor. 6:16).

 

Ÿ A Palavra testifica que Jesus Cristo, o Filho de Deus habita em nós destas maneiras.

Jesus disse: “Estai em mim, e eu em vós… Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto…” (João 15:4,5). Paulo diz aos Éfesios: “Me ponho de joelhos perante o Pai,… para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações…” (Ef. 3:14-17). Aos Colossenses, o mesmo apóstolo diz: “Aos quais [aos santos] Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Col. 1:27). Aos Gálatas: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim..” (Gal. 2:20). Aos Romanos: “E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado…” (Rom. 8:10). Aos Coríntios: “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós?” (2 Cor. 13:5).

 

Ÿ A Palavra testifica das seguintes maneiras que o Espírito Santo habita em nós (tenham presente que Ele é chamado seja de Espírito de Deus como de Espírito de seu Filho).

Jesus disse: “Vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:17). Paulo diz aos Romanos: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rom. 8:9). Aos Coríntios ele diz: “Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Cor. 6:19). Aos Gálatas: “E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gal. 4:6). A Timóteo: “Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós” (2 Tim. 1:14). Tiago diz: “Ou pensais vós que em vão diz a escritura: O Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme?” (Tiago 4:5).

 

Como podeis ver irmãos, estas Escrituras falam de maneira clara; em nós habita Deus, Cristo Jesus e o Espírito Santo. Mas como podemos compreender tudo isso? Não podemos, podemos apenas aceitá-lo por fé por agora. Ó profundidade da sabedoria e da ciência de Deus, quão inescrutáveis são as suas obras!

 

Conclusão

 

Para concluir vos exorto, irmãos, a permanecer firmes na doutrina da Trindade, porque todos aqueles que se afastam dela caem em muitos e graves erros doutrinais que são a consequência da negação do conceito trinitário de Deus.

Vos exorto portanto a guardarem-se de todos aqueles que embora dizendo-se Cristãos negam de uma maneira ou de outra a Trindade; alguns nomes, os “só Jesus” (Pentecostais antitrinitários), os Testemunhas de Jeová, os Mórmon, os seguidores de Moon, e tantos tantos outros. Colocai no vosso coração todas as escrituras que testificam o conceito da Trindade, que falam da divindade de Jesus Cristo e do Espírito Santo, para que estejais sempre preparados a responder como convém no caso de serdes interrogados sobre a Trindade.

 

Fonte

 

 

Post a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Read more:
damares
Falsa profecia dada a Damares

Neste video, vocês p...

teologia-da-prosperidade
O óleo da ‘resurreição’

Novamente, o ‘pastor...

Close