Pages Menu
Facebook
Categories Menu

Posted | 0 comments

A santificação: sobre o adultério

Santificação

O adultério é a relação carnal que um marido ou uma mulher tem fora da esfera matrimonial. Por exemplo se um homem casado se deita carnalmente com a mulher do seu próximo comete adultério. O adultério é habitualmente chamado ‘relação extraconjugal’.

A Escritura o condena de várias maneiras: a lei de facto diz: “Não adulterarás” (Ex. 20:14), e ainda: “O homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” (Lev. 20:10). Se note como segundo a lei os que cometem adultério, segundo o juízo de Deus, são dignos de morte.

Jesus Cristo completou o mandamento da lei relativo ao não cometer adultério, de facto disse: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mat. 5:27-28).

O Senhor Jesus também disse: “Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também” (Lucas 16:18). Como podeis ver comete adultério tanto quem deixa a mulher e passa a novas núpcias, como também aquele que casa com a mulher repudiada. Também no caso de ser a mulher a repudiar o marido e a passar a novas núpcias há adultério porque Jesus disse: “Se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera” (Mar. 10:12). Isto porque a mulher casada está ligada ao seu marido por todo o tempo que ele vive; só a sua morte lhe dá o direito de passar a um outro homem. Isto o explica bem Paulo aos Romanos quando diz: “Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido” (Rom. 7:2-3). Esta é a razão pela qual os irmãos e as irmãs chamados por Deus quando eram ou divorciados ou separados não podem casar-se enquanto o seu cônjuge ainda está vivo, porque se se casam cometem adultério. Guardai-vos pois de todos aqueles que ensinam que um crente divorciado pode casar enquanto o seu cônjuge ainda está vivo; ou que ensinam que no caso de um crente deixar a sua mulher por causa de fornicação (isto é, porque lhe foi infiel) ele tem o direito de voltar a casar, porque eles dizem o falso e instigam as almas ao adultério.

O escritor aos Hebreus diz: “Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos fornicadores e adúlteros, Deus os julgará” (Heb. 13:4), e a sabedoria afirma que quem toca a mulher do seu próximo não ficará impune (cfr. Prov. 6:29); isto significa que aqueles que se contaminam com a mulher do seu próximo são punidos por Deus. Portanto não vos iludais, e não vos deixeis enganar por aqueles que dizem, para ‘tranquilizar’ os que querem se casar com a mulher do seu próximo, que também Davi que era um homem segundo o coração de Deus cometeu adultério e depois foi perdoado por Deus, porque Davi foi sim perdoado mas foi também julgado por Deus por ter cometido adultério com Bate-Seba, de facto Deus lhe disse através do profeta Natã: “Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. Assim diz o Senhor: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol. Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei isto perante todo o Israel e perante o sol” (2 Sam. 12:10-12), e lhe matou também o menino que Bate-Seba lhe tinha dado à luz (cfr. 2 Sam. 12:14-15,18).

No livro dos Provérbios há muitas exortações para fugir da mulher adúltera e com elas também diversas palavras que mostram o que espera aqueles que se dirigem à mulher do seu próximo; quero transcrevê-las a fim de vos fazer compreender quanto nocivo é o adultério para todo aquele que o comete: “Se como a prata a buscares… o bom siso te guardará e a inteligência te conservará; te livrará da mulher adúltera, da infiel, que lisonjeia com suas palavras; que deixa o companheiro da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus. Porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas para os mortos; todos os que se dirigem a elas não voltarão, e não atinarão com as veredas da vida” (Prov. 2:4,16-19); “Porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem à morte; os seus passos seguem no caminho do Sheol. Ela não pondera a vereda da vida; incertos são os seus caminhos, e ela o ignora. Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca. Afasta para longe dela o teu caminho, e não te aproximes da porta da sua casa, para que não dês a outros a tua honra, nem os teus anos a cruéis; para que não se fartem os estranhos dos teus bens, e não entrem os teus trabalhos na casa do estrangeiro, e gemas no teu fim, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo, e digas: Como aborreci a correcção! e desprezou o meu coração a repreensão! e não escutei a voz dos que me ensinavam, nem aos que me instruíam inclinei o meu ouvido! Quase que em todo o mal me achei, no meio da congregação e da assembleia’. Bebe a água da tua cisterna, e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam as tuas fontes para fora, e pelas ruas os ribeiros de águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial; e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, saciem-te os seus seios em todo o tempo, e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha, e abraçarias o seio da estrangeira?” (Prov. 5:3-20); “Porque o mandamento é uma lâmpada, e a instrução uma luz; e as correcções da disciplina são o caminho da vida, para te guardarem da mulher má, e das lisonjas da língua da adúltera. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender pelos seus olhares; porque para uma mulher prostituta o homem se reduz a um bocado de pão, e a adúltera anda à caça da preciosa vida do homem. Pode alguém tomar fogo no seu seio, sem que os seus vestidos se queimem? Ou andará sobre as brasas sem que se queimem os seus pés? Assim será o que entrar à mulher do seu próximo; não ficará inocente quem a tocar. Não é desprezado o ladrão, mesmo quando furta para saciar a fome; e, se for apanhado, pagará sete vezes tanto, dará todos os bens de sua casa. O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destroi a sua alma, o que tal faz. Achará feridas e ignominia, e o seu opróbrio nunca se apagará; porque o ciúme enfurece ao marido, que de maneira nenhuma poupará no dia da vingança; não aceitará resgate algum, nem se aplacará, ainda que multipliques os presentes” (Prov. 6:23-35); “Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e chama à inteligência teu amigo íntimo, para te guardarem da mulher alheia, da estranha, que lisonjeia com as suas palavras. Porque da janela da minha casa, por minhas grades olhando eu, vi entre os simples, descobri entre os jovens, um mancebo falto de juízo, que passava pela rua junto à esquina onde ele habitava e que seguia o caminho da sua casa, no crepúsculo, à tarde do dia, à noite fechada e na escuridão. e eis que uma mulher lhe saiu ao encontro, ornada à moda das prostitutas, e astuta de coração, ela era alvoroçadora, e contenciosa, não paravam em casa os seus pés: ora pelas ruas, ora pelas praças, espreitando por todos os cantos. Aproximou-se dele, e o beijou, e com desfaçatez lhe disse: ‘Devia fazer um sacrifício de acções de graças; hoje paguei os meus votos; por isso saí ao teu encontro a buscar-te diligentemente, e te achei. Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, de colchas de linho do Egito; já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã; alegremo-nos com amores; porque meu marido não está em casa; foi fazer uma jornada ao longe; um saquitel de dinheiro levou na mão; só lá para o dia da lua cheia voltará para casa’. Seduziu-o com a multidão das suas palavras, com lisonjas dos seus lábios o persuadiu. E ele segue-a logo, como boi que vai ao matadouro, e como o louco ao castigo das prisões, como a ave, que se apressa para o laço, e não sabe que ele está ali contra a sua vida, até que uma flecha lhe atravesse o fígado. Agora, pois, filhos, ouvi-me, e estai atentos às palavras da minha boca. Não se desvie para os seus caminhos o teu coração, e não andes perdido nas suas veredas; Porque ela a muitos tem feito cair feridos; e são muitíssimos os que por ela foram mortos. Caminho de Sheol é a sua casa, o qual desce às câmaras da morte” (Prov. 7:4-27) .

Mas enquanto para a sabedoria é de fugir do adultério, para a estultícia é de buscar, de facto hoje há muitos que se dizem sábios, mas que na realidade são loucos, que o aconselham porque o consideram salutar e portador de benefícios à vida conjugal. Vivemos verdadeiramente no meio de uma geração perversa e pecadora que chama bem ao que Deus chama mal! Mas nós sabemos que a estultícia tem a boca fechada e que as suas obras não a justificam de modo nenhum porque são obras infrutuosas cujo fim é a morte. Os factos falam claro; os que cometem adultério com a mulher do seu próximo são infelizes, vivem no medo, estão cheios de ais de todo o tipo (há quem rapidamente tem disfunções cardíacas e quem contraiu doenças venéreas, há quem é chantageado, há quem é ameaçado, quem é explorado, quem abandona a esposa da sua mocidade e os seus filhos); muitos deles morrem feridos pelo marido ou por um amante da mulher adúltera e se acham num instante no inferno no meio das chamas. Que dizer? É necessário reconhecer que as palavras da sabedoria são verazes; nós vemos o cumprimento delas naqueles que recusam dar ouvidos à Palavra de Deus.

Portanto, resumindo; devem fugir da mulher adúltera tanto os que ainda não casaram, como também os que já casaram porque ela leva o homem à destruição. Sim, é verdade que o adultério aparentemente parece uma coisa inócua e muito agradável porque assim o diabo o faz aparecer nos filmes e em muitas revistas mundanas, mas sabei que por detrás desta sua aparência se esconde a amargura e a morte. Não pode ser de outra forma, porque a Escritura o define pecado e testifica de maneira clara que “o salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). Não vos iludais; não vos deixeis enganar pelo pecado! Fugi da mulher adúltera que anda à caça de vós, também por vezes no local de culto.

Fonte

Post a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Read more:
priest
A imposição do celibato aos clérigos é uma doutrina de demónios

Vamos agora confutar...

sana-dottrina
O Senhor Jesus Cristo

A história de Jesus ...

Close