Pages Menu
Facebook
Categories Menu

Posted | 0 comments

A palavra da cruz

cruzÓ homens e mulheres, vos anuncio pois a palavra da cruz que pode salvar-vos e reconciliar-vos com Deus e dar-vos a herança com todos os santos. Vo-lo anuncio porque quero que sejais também vós salvos, quero que também vós proveis a bondade de Deus na vossa vida. Escutai, e dai ouvidos, porque esta não é uma palavra de pouca importância mas é a vossa vida.

Jesus Cristo, o Filho de Deus nascido em Belém de Judá, em Israel, aos dias de César Augusto (há cerca de dois mil anos), depois de ter sido batizado por João Batista no rio Jordão, e depois que foi ungido com o Espírito Santo por Deus (pouco depois de ter sido batizado), andou por toda a Galiléia e Judéia, anunciando o Evangelho do Reino, fazendo o bem e curando todos aqueles que estavam debaixo do domínio do diabo, porque Deus era com ele.

Mas os habitantes de Jerusalém e os seus chefes, não reconheceram nele o Cristo, o Filho de Deus que Deus tinha prometido antigamente através dos seus profetas enviar ao mundo, e o condenaram à morte, e o entregaram a Pôncio Pilatos, o governador da Judéia, que sentenciou que fosse crucificado. Mas tudo isto aconteceu pelo determinado conselho de Deus e pela sua presciência, porque Deus tinha preordenado que o seu Filho, o Justo, fosse entregue nas mãos de homens pecadores e fosse pendurado no madeiro da cruz como um malfeitor; assim ele se carregaria das nossas iniquidades e seria traspassado por causa delas. Estas coisas Deus as tinha anunciado através dos seus profetas. Eis o que disse Isaías: ” Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido ” (Isaías 53:5-8). E assim os chefes dos Judeus de Jerusalém, desconhecendo Jesus Cristo e condenando-o à morte, cumpriram as declarações dos profetas segundo as quais as coisas deviam suceder exactamente desta maneira.

Portanto Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu pelos nossos pecados, para realizar com o seu sacrifício a expiação dos nossos pecados. Era necessário que Ele, o Santo, Aquele que não conheceu pecado, derramasse o seu sangue porque sem derramamento de sangue não há remissão. Este princípio o encontramos na lei que Deus deu ao povo de Israel no monte Sinai, lei que tem a sombra dos bens futuros e não a realidade exacta das coisas, com efeito, o povo quando cometia um pecado contra Deus tinha que oferecer pelo seu pecado um sacrifício pelo pecado que consistia num novilho e o sacerdote que o oferecia tinha que tomar do sangue do animal e espargir perante Deus sete vezes e depois pô-lo sobre as pontas do altar (o dos perfumes) que estava diante de Deus na tenda da congregação e derramar o resto aos pés do altar do holocausto que estava diante da porta da tenda da congregação. Eis o que diz a lei: “Mas, se toda a congregação de Israel errar, e o negócio for oculto aos olhos de congregação, e se fizerem, contra algum dos mandamentos do Senhor, aquilo que se não deve fazer, e forem culpados; e o pecado em que pecarem for notório, então a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação. E os anciãos da congregação porão as suas mãos sobre a cabeça do novilho perante o Senhor; e degolar-se-á o novilho perante o Senhor. Então o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da congregação. E o sacerdote molhará o seu dedo naquele sangue, e o espargirá sete vezes perante o Senhor, diante do véu. E daquele sangue porá sobre as pontas do altar, que está perante a face do Senhor, na tenda da congregação; e todo o resto do sangue derramará à base do altar do holocausto, que está diante da porta da tenda da congregação; e tirará dele toda a sua gordura, e queimá-la-á sobre o altar; e fará a este novilho, como fez ao novilho da expiação; assim lhe fará, e o sacerdote por eles fará propiciação, e lhes será perdoado o pecado ” (Levítico 4:13-20), isto no caso do povo cometer um pecado num qualquer dia do ano. Mas havia uma outra ocasião em que devia ser oferecido um animal para realizar a expiação dos pecados do povo que era o dia da expiação que calhava no décimo dia do sétimo mês; nesse dia o sumo sacerdote devia degolar tanto um novilho pelos seus pecados como um bode como sacrifício pelo pecado do povo e levar o sangue deles para dentro do lugar santíssimo (ou santo dos santos), eis, com efeito, o que diz a lei: “E Arão fará chegar o novilho da expiação, que será por ele, e fará expiação por si e pela sua casa; e degolará o novilho da sua expiação. Tomará também o incensário cheio de brazas de fogo do altar, de diante do Senhor, e os seus punhos cheios de incenso aromático moído, e o levará para dentro do véu. E porá o incenso sobre o fogo perante o Senhor, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra. E tomará do sangue do novilho, e com o seu dedo espargirá sobre a face do propiciatório, para o lado oriental; e perante o propiciatório espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo. Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e perante a face do propiciatório” (Levítico 16:11-15). Portanto, como o sumo sacerdote devia derramar o sangue daquele novilho para realizar a expiação dos seus próprios pecados e o sangue daquele bode para realizar a expiação pelo pecado do povo, assim Jesus Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, devia derramar o seu próprio sangue para realizar a expiação pelos nossos pecados. Tanto o sangue daquele novilho como daquele bode portanto prefigurava o seu sangue; o sangue daquele novilho e daquele bode era pois uma sombra do sangue de Cristo Jesus. Agora pois que temos a realidade, não temos mais necessidade da sombra senão para explicar porque foi necessário que Jesus Cristo derramasse o seu sangue.

Depois que Jesus Cristo expirou sobre a cruz, o seu corpo foi tomado e posto num sepulcro onde não tinha ainda sido posto ninguém. Mas ao terceiro dia Deus o ressuscitou dos mortos, porque não era possível que a morte o retivesse preso, e também a sua ressurreição tinha sido anunciada por Deus na antiguidade, com efeito, Davi teve a dizer do Messias: ‘Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e ainda a minha carne há de repousar em esperança; pois não deixarás a minha alma no Hades, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de júbilo’ (Actos 2:25-28). E assim Deus não permitiu que o seu Santo visse a corrupção, mas o ressuscitou dentre os mortos. Mas por que foi necessário que Jesus Cristo ressurgisse dentre os mortos? Porque, como no ritual do dia da expiação o sumo sacerdote devia tomar primeiro o sangue do novilho e depois o do bode e levá-lo para o lugar santíssimo do santuário que Deus tinha feito construir, assim o sumo sacerdote dos bens futuros depois de se ter oferecido a si mesmo como sacrifício pelos nossos pecados, devia entrar também ele num santuário, mas não feito por mãos de homens , isto é, não desta criação, e não com sangue de novilhos ou de bodes, mas com o seu próprio sangue para nos adquirir uma eterna redenção, e este santuário era o próprio céu. Se pois o sumo sacerdote dos bens futuros, isto é, Jesus Cristo, devia morrer para derramar o seu sangue pelos nossos pecados, é evidente que para levar a termo a sua obra de redenção devia também ressuscitar para entrar mediante o seu próprio sangue, e não o de touros ou de bodes, no próprio céu na presença de Deus, coisa esta última que ele fez algumas semanas depois de ter ressurgido dentre os mortos. Eis quanto afirma a Escritura a tal respeito: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efectuado uma eterna redenção ” (Hebreus 9:11-12), e também: “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; de outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo ” (Hebreus 9:24-26). A ressurreição de Cristo foi pois necessária “para a nossa justificação” (Romanos 4:25).

E depois de ter ressuscitado, Jesus Cristo se fez ver pelos seus discípulos em várias ocasiões, comeu e bebeu com eles, e falou com eles, por quarenta dias, depois foi recebido no céu à direita de Deus de onde voltará, como ele mesmo prometeu, a seu tempo na glória de seu Pai com os seus anjos.

Seja-vos pois notório, que quem crê em Jesus Cristo, recebe a remissão dos pecados pelo o seu nome (” A ele todos os profetas dão testemunho de que todo o que nele crê receberá a remissão dos pecados pelo seu nome” Actos 10:43), é justificado por Deus (Ele é “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” Romanos 3:26), e obtém a vida eterna (“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna” João 3:36) pelo que quando morrer a sua alma irá imediatamente para o paraíso onde Deus faz reinar a sua paz. Enquanto quem recusa crer nele, a ira de Deus permanece sobre ele, os seus pecados permanecem na sua consciência e quando morrer a sua alma irá para as chamas do inferno onde chorará e rangerá os dentes à espera do dia do juízo. Diante de vós está posto tanto a vida como a morte, a bênção e a maldição, escolhei a vida, escolhei a bênção, para viver em paz com Deus e herdar a glória eterna.

A salvação portanto é por graça, porque se obtém somente por fé, o que deveis fazer para obtê-la é só vos arrependerdes dos vossos pecados e crer na morte expiatória e na ressurreição do Senhor Jesus Cristo, a primeira coisa ocorrida por causa das nossas ofensas e a segunda para a nossa justificação (cfr. Romanos 4:25). E se é por graça, não é por obras, de outra maneira a graça já não é graça. Que graça seria de facto se se pudesse merecer? E depois, para que aproveitaria a morte de Cristo se a salvação se pudesse obter por meio da nossa justiça? Absolutamente para nada conforme está escrito: “Se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde” (Gálatas 2:21). E ainda, se a salvação se pudesse obter mediante as nossas boas obras, não é porventura verdade que uma vez obtida nos poderíamos gloriar diante de Deus? Certamente que sim. Mas precisamente para tirar ao homem toda a ocasião de gloriar-se de si mesmo de ter podido obter a salvação, Deus estabeleceu que ela fosse por graça conforme está escrito: “Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:9). A única coisa que pode, ou melhor, que deve fazer portanto o homem que é salvo é a de gloriar-se no Senhor.

Não penseis portanto que podeis ser salvos dos vossos pecados de alguma outra maneira, porventura realizando obras meritórias, sacrifícios expiatórios pessoais, actos de mortificação vários, porque não é assim, o repito, não é assim. Antes, sabei que se vós vos baseais nas vossas boas obras para obter a salvação, estais debaixo da maldição porque está escrito: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gal. 3:10). Palavras duras, o sei, mas verazes. E podeis ser libertados desta maldição só crendo em Jesus Cristo porque Deus o enviou justamente para nos resgatar da maldição da lei fazendo-se maldição por nós porque está escrito: ‘Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro’, e para que a bênção de Abraão, isto é, a justificação que dá vida, viesse sobre nós em Cristo.

Que farás depois de ter ouvido esta alegre mensagem? A aceitarás ou a rejeitarás? Aceita-a, e dela terás o bem; sim, dela terás o bem.

Fonte

Post a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Read more:
sana-dottrina
Deus

De acordo com a Sagr...

unçao helicotero
Unção Helicóptero

Veja o que acontece ...

Close